ÉVORA
sexta-feira, 5 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Os "curros" do Aljube
No dia 14 de Abril de 2011, foi inaugurada no edifício do Aljube uma exposição promovida pela Fundação Mário Soares, pelo Instituto de História Contemporânea da FCSH da Universidade Nova de Lisboa e pelo NAM - Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! Essa exposição documental, com recurso a meios audiovisuais, pretende dar a conhecer, devidamente contextualizados, aspectos essenciais da repressão durante a ditadura (1948-1974), ao mesmo tempo que mostra os vestígios arqueológicos encontrados no Aljube. Com esse objectivo inclui a reconstituição do Parlatório e dos curros, dando voz às vítimas que passaram pelas cadeias da ditadura, “para honrar a sua memória e o seu sacrifício”. É sobre esta iniciativa que me vou dedicar neste blogue nos próximos dias, de forma a mostrar a todos o Portugal antes do 25 de Abril.
Ou de Francisco Martins Rodrigues - A minha gaveta, como era chamada nesse tempo, tinha 1,20 por 3 metros. Eu já sabia que nem todas eram iguais de comprimento; esta devia ser das menores. Ainda para mais, um gradão dentro dela, separando-me da porta, roubava uma parte do pouco espaço disponível. Havia um bailique (um estrado de madeira, com uma enxerga e um travesseiro de palha), onde pousei as mantas. Às apalpadelas, percebi que o bailique tinha dobradiças e se podia levantar, encostado à parede. Ficava assim livre o meu espaço para andar: quatro passos para um lado, encostar a casa ao ferro frio do gradão ferrugento, meia volta, quatro passos até à parede, meia volta…
Também o padre angolano Joaquim da Rocha Pinto de Andrade descreveu as condições do Aljube, onde esteve preso, pela terceira vez. Contou ter sido «lançado numa enxovia estreitíssima, de um metro de largura por dois de comprimento, onde a luz e o ar entravam por um postigo de 15 x 20 cm., filtrados através de duas férreas portas, postigo, aliás permanentemente fechado». A «tarimba que lhe servia de cama era apenas provida de um enxergão, duro como pedra e cheio de nós que lhe faziam doer o corpo», tão «sebento que para evitar o seu contacto nojento, ele tinha de dormir agachado sobre uma toalha de rosto», pois era proibido usar lençóis. «Sentado na tarimba, os joelhos roçavam a parede», sem haver o mais pequeno espaço para se mover, numa penumbra que lhe arruinara os olhos. Quanto às necessidades fisiológicas, todas se passavam com a porta da retrete escancarada, sob o olhar vigilante do carcereiro.
Nos anos quarenta, uma das piores coisas do Aljube era a alimentação, fornecida pela cadeia do Limoeiro. Nesse período, segundo um horário bizarro, o almoço e o jantar eram, respectivamente, dados às 11 e às 18 horas e, por volta das 21 horas, os presos recebiam «um púcaro de café, acompanhado por casqueiro, que devia durar todo o dia seguinte, porque aquele era o único pão que distribuíam diariamente!» Uma «água suja, com bocados de pão e uns troços de couve a boiarem nela, era, normalmente, o que servia como sopa», o peixe cheirava «a podre» e «o chamado café da noite é uma zurrapa feita de castanhas ou coisa parecida»
Fonte: Wikipédia
terça-feira, 2 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
PRISÃO DO ALJUBE
A cadeia do Aljube, situada em Lisboa, na freguesia da Sé, foi um estabelecimento prisional que recebeu presos do foro eclesiástico até 1820, mulheres acusadas de delitos comuns até aos finais da década de 1920 e presos políticos do Estado Novo, a partir de 1928 até ao seu encerramento em 1965. Foi posteriormente adaptado para presos de delito comum e ainda utilizado para instalação de serviços do Ministério da Justiça.
O edifício do Aljube terá sido utilizado como instalação prisional desde a ocupação muçulmana de Lisboa (sécs. VIII – XII). Usado posteriormente como prisão eclesiástica, sofre sucessivas adaptações até se tornar, na viragem do séc. XVI para o XVII, palácio de arcebispos, continuando, no entanto, a ser usado como cadeia para presos do foro eclesiástico. A designação Aljube equivalente a prisão do foro eclesiástico populariza-se, como se pode verificar com o Aljube da cidade do Porto, a cadeia do Aljube em Ponta Delgada, nos Açores, ou a cadeia eclesiástica de Olinda, Pernambuco, no Brasil.
O Terramoto de 1755 não afecta gravemente o edifício do Aljube, embora o alargamento da rua que o separa da Sé viesse a provocar o recuo da sua fachada. Só após o Liberalismo, a cadeia do Aljube perde essa função, sendo destinada a presos de delito comum, tornando-se, mais tarde, uma prisão de mulheres, conhecida pelas suas condições degradantes – destino que se manterá durante a I República, que ali procedeu a obras de remodelação, erguendo designadamente mais um piso.
Após a implantação da Ditadura Militar em 28 de Maio de 1926, a cadeia do Aljube é rapidamente utilizada para a detenção de “presos políticos e sociais”, designadamente na sequência das revoltas que marcam o início do novo regime.
O Aljube enche-se rapidamente de presos políticos sem julgamento ou cumprindo penas impostas pelos “Tribunais Militares Especiais”, muitos deles aguardando o embarque para os desterros na Madeira, nos Açores e nas colónias. Trata-se de uma cadeia às ordens das várias polícias políticas que marcam a transição da Ditadura Militar para o Estado Novo e que, com a atribuição à Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), em 1934, de competência em matéria prisional, passa a ser uma das suas prisões privativas na área de Lisboa.
Passaram pelo Aljube milhares de presos, desconhecendo-se o seu número exacto. Ainda assim, são muitos os que podem ser recordados:
Alfredo Caldeira
Álvaro Cunhal
António Borges Coelho
Artur Pinto
Carlos Brito
Crisóstomo Teixeira
Domingos Abrantes
Edmundo Pedro
Fernando Rosas
Francisco Miguel
Francisco Paula de Oliveira (Pável)
Henrique Galvão
Hermínio da Palma Inácio
Hipólito dos Santos
Jaime Serra
Joaquim Pinto de Andrade
José Luís Saldanha Sanches
José Manuel Tengarrinha
José Medeiros Ferreira
Mário Lino
Mário Soares
Miguel Torga
Nuno Teotónio Pereira
Urbano Tavares Rodrigues
Vasco Granja
Álvaro Cunhal
António Borges Coelho
Artur Pinto
Carlos Brito
Crisóstomo Teixeira
Edmundo Pedro
Fernando Rosas
Francisco Miguel
Francisco Paula de Oliveira (Pável)
Henrique Galvão
Hermínio da Palma Inácio
Hipólito dos Santos
Jaime Serra
Joaquim Pinto de Andrade
José Luís Saldanha Sanches
José Manuel Tengarrinha
José Medeiros Ferreira
Mário Lino
Mário Soares
Miguel Torga
Nuno Teotónio Pereira
Urbano Tavares Rodrigues
Vasco Granja
FONTE: WIKIPÉDIA
Mondorf-les-Bains
The area was first inhabited by the Celts. The Romans, who arrived in 65 BC, built the Castel on Celtic foundations to protect the road from Metz to Trier. It was one of Charlemagne's nieces, Muomina, who is behind the village's name. In the 9th century, she donated all her possessions including the little village to Echternach Abbey. The village was subsequently called Muomendorph. Over the centuries, Mondorf was frequently attacked, burnt down and rebuilt. St Michael's Church from 1065 was rebuilt on four occasions, the last time in 1764.
It was in the 1840s that the thermal waters were uncovered as a result of deep drilling for salt which had become highly taxed under the Dutch. Karl Gotthelf Kind, who had found salt in Germany and hoped to do the same in Mondorf, discovered the waters after drilling to a record depth of 736 metres. Despite their mineral properties, the waters were not suitable for salt a brownish colour caused by the rich iron content which emerged after distilling. Nevertheless, the local notary, J.-P. Ledure, saw other opportunities for the waters and was successful in finding support for setting up the "Société des Bains de Mondorf". The architect Charles Eydt was immediately commissioned to build the thermal establishment which was inaugurated on 20 June 1847. As a result of the spa's success, the village prospered as rich French guests came to stay in the luxurious hotels which sprang up in the vicinity. The flow of visitors from France was however halted in 1871 when the Germans occupied Alsace and Lorraine.
Despite acquiring the name of Mondorf-les-Bains on 28 August 1878, the spa had been undergoing a significant decline since 1871. Only after the State took over the facilities on 21 April 1886 were its fortunes improved. Minister of State Paul Eyschen was particularly successful in reviving interest, encouraging visitors to come from Belgium. In the early 20th century, the State invested heavily in the resort adding a pavilion for the original source, a banqueting hall and a reading room as well as the Orangerie and the country’s first indoor swimming pool. The park was also enlarged. A railway to Thionville was opened in 1903 and, in 1913, the Marie-Adelaïde Source, named after the grand duchess was added after drilling to a depth of 464 metres.
After a quiet period during the First World War, a new spa centre designed by architect Paul Wigreux was opened in 1926. In the 1930s, the hotels were occupied not by visitors interested in the waters but by émigrés from Nazi Germany including the pianist Arthur Rubinstein. During the Second World War, well-to-do Nazis enjoyed relaxing at "Staatsbad-Mondorf", far away from the bombing and fighting. After the war, Mondorf hosted 59 members of the Nazi elite as they awaited trial at Nuremberg while the allies made the necessary preparations at the Palace Hotel, code-named Camp Ashcan. The spa continued to prosper in the second half of the 20th century with an outdoor swimming pool (1953), a new thermal centre (1988), and the Casino 2000 which opened in 1983.
quinta-feira, 28 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
sábado, 23 de março de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
Figueira da Índia
Opuntia ficus-indica (tabaibeira, figo do diabo, figueira da Índia, piteira, tuna, figueira tuna, palma) é uma espécie de cacto. Planta comum em regiões semi-áridas.
Fonte: Wikipedia
TEUS OLHOS, BORBOLETAS DE OIRO
Hoje, dia Mundial da Poesia, seleccionei um poema da minha poetisa preferida, espero que gostem!
Teus olhos, borboletas de oiro, ardentesBatendo as asas leves, irisadas,
Pousam nos meus, suaves e cansadas
Como em dois lírios roxos e dolentes...
E os lírios fecham... Meu Amor, não sentes?
Minha boca tem rosas desmaiadas,
E as minhas pobres mãos são maceradas
Como vagas saudades de doentes...

O Silêncio abre as mãos... entorne rosas....
Andam no ar carícias vaporosas
Como pálidas sedas, arrastando...
E a tua boca rubra ao pé da minha
É na suavidade da tardinha
Um coração ardente palpitando...
Florbela Espanca
terça-feira, 19 de março de 2013
Rio Tejo
O maior rio da Península Ibérica, estendendo-se ao longo de 1009 quilómetros. Nasce na serra de Albarracim, a 1593 metros de altitude, em Espanha, e desagua no oceano Atlântico, por um largo estuário com cerca de 260 km2, alguns quilómetros adiante de Lisboa, em S. Julião da Barra. Depois de atravessar o planalto de Castela-a-Nova e a Extremadura espanhola, entre desfiladeiros e vales apertados, entra em Portugal. Antes disso, faz fronteira entre Espanha e Portugal através do troço internacional do Tejo, com uma extensão de cerca de 50 km. As margens são rochosas e abruptas e o vale estreito (por exemplo, Portas do Ródão).
O
Tejo termina por um amplo e fundo estuário, que forma o mar da Palha e se aperta a 10 km da foz. Na margem direita do estuário situa-se a cidade de LisboaFonte: Infopédia.
segunda-feira, 18 de março de 2013
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