segunda-feira, 10 de junho de 2013

Só Camões é que soube elogiar-nos!

Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta. 
E vós, ó bem nascida segurança
Da Lusitana antiga liberdade,
E não menos certíssima esperança
De aumento da pequena Cristandade;
Vós, ó novo temor da Maura lança,
 Maravilha fatal da nossa idade,
Dada ao mundo por Deus, que todo o mande,
Para do mundo a Deus dar parte grande; 
Por este vos darei u Nuno fero,
Que fez ao Rei e ao Reino tal serviço,
Um Egas e um Dom Fuas, que de Homero
 A cítara para eles só cobiço.
Pois pelos Doze de Pares dar-vos quero
Os Doze de Inglaterra e o seu Magriço.
Dou-vos também aquele ilustre Gama
Que para si de Eneias toma a fama. 
 Mas enquanto este tempo passa lento
De regerdes os povos, que o desejam,
Dai vós favor ao novo atrevimento,
Para que estes meus versos vossos sejam;
 E vereis ir cortando o salso argento
 Os vossos Argonautas, por que vejam
Que são vistos de vós no mar irado,
E costumai-vos já a ser invocado.
 Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cortando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado de Próteu são cortadas,
Qual Austro fero ou Bóreas, na espessura
De silvestre arvoredo abastecida,
 Rompendo os ramos vão da mata escura,
Com ímpeto e braveza desmedida;
Brama toda montanha, o som murmura,
Rompem-se as folhas, ferve a serra erguida:
Tal andava o tumulto, levantados
Entre os Deuses, no Olimpo consagrado. 
Comendo alegremente, perguntavam,
Pela Arábica língua, donde vinham,
Quem eram, de que terra, que buscavam,
Ou que partes do mar corrido tinham?
Os fortes Lusitanos lhe tornavam
As discretas respostas que convinham:
 Os Portugueses somos do Ocidente,
Imos buscando as terras do Oriente. 
 O recado que trazem é de amigos,
Mas debaixo o veneno vem coberto,
 Que os pensamentos eram de inimigos,
Segundo foi o engano descoberto.
 Oh! Grandes e gravíssimos perigos,
Oh! Caminho de vida nunca certo,
Que aonde a gente põe sua esperança
 Tenha a vida tão pouca segurança! 
 No mar tanta tormenta e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida;
 Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade aborrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
 Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
 Contra um bicho da terra tão pequeno?

Chamando por Camões numa saudade!

Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso líquido c`oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d`epopeias?
Tens anseios d`amarguras?
Tu tens também receios,
O mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz, ó mar amigo?...
Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!

Florbela Espanca

sábado, 8 de junho de 2013

Exposição temporária "Macau - Memórias a tinta da China"






A exposição Macau. Memórias a Tinta-da-China é mais uma das muitas exposições ao dispor do visitante no Museu do Oriente (até ao dia 30 deste mês), onde "reúne várias obras do pintor Charles Chauderlot, as quais tentam memorizar, através dos seus pincéis, o glorioso passado marítimo de Macau, neste ano em que se comemoram 500 anos de relações luso-chinesas reproduzindo, em pintura, os edifícios que recordam que a cidade foi, em tempos, um próspero entreposto comercial para Portugueses e Chineses".

Fonte:  http://www.museudooriente.pt/1612/macau-memorias-a-tinta-da-china.htm

Procissão pelas ruas de Évora

 



CORPO DE DEUS, 07-06-12

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Em vão...




Em vão estendo os braços para ela, de manhã, ao despertar de um penoso sonho, em vão, de noite, a procuro a meu lado, quando um devaneio feliz e puro me iludiu, quando jugava estar junto dela na campina, e lhe pegava na mão e a cobria de mil beijos. Ah!, quando, ainda meio estonteado de sono, a procuro e a seguir desperto, uma torrente de lágrimas brota do meu coração, e choro, desolado com o sombrio futuro que vejo na minha frente. 

GOETHE, J. W., Werther, Editorial Verbo, Lisboa, s.d., p.78.

domingo, 2 de junho de 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Mimosas


 Acacia dealbata é uma espécie de árvore nativa da Austrália. Tem crescimento rápido, desenvolvendo-se rapidamente depois dos fogos. Não vive normalmente mais do que 30 a quarenta anos, ao fim dos quais é substituída por outras. É conhecida vulgarmente como mimosa, e na minha opinião, é uma árvore bem bonita quando está florida. No entanto, devido à facilidade de propagação e resistência, é uma espécie invasora em muitos habitats.

Fonte: Wikipédia.

Amizade



A amizade é menos simples. A sua aquisição é longa e difícil, mas, quando se obtém, já não há meio de nos desembaraçarmos dela, temos de fazer frente. Sobretudo, não acredite que os seus amigos lhe telefonarão todas as noites, como deviam, para saber se não é precisamente essa a noite em que decidiu suicidar-se, ou, mais simplesmente, se não tem necessidade de companhia, se não está com vontade de sair. Oh, não, se telefonarem, esteja descansado, será na noite em que já não está só e em que a vida é bela.

CAMUS, Albert, A queda, s.l., Editorial Verbo,  1971,  p.p. 35-36.

terça-feira, 28 de maio de 2013

TRAVESSA DO LOUREIRO


ÉVORA

Arco de Évora

Obra de arte pública a decorar a proximidade de uma rotunda. Até hoje não percebi o seu objectivo. Será para relembrar o arco romano destruído na Praça do Geraldo, para a construção da Igreja de Sto. Antão?

quinta-feira, 23 de maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Cinema - Cinéma

Dans mon cinéma, bien sûr, je ne fais aucun mouvement. Dans mes livres non plus, il y a de moins en moins de mouvemnts de style, je reste au meme endroit. J’écris et je filme au même endroit. Quand je change d’endroit, c’est la même chose. Je peux m’expliquer pour le cinéma; il y a beaucoup de choses que je peux expliquer pour le cinéma, pas du tout pour l’écrit, voyez? Et… où ça reste très obscur pour moi, l’écrit. Dans le cinéma, comme j’ai une sorte de dégoût du cinéma qui a été fait, je voudrais reprende le cinéma à zéro, dans une grammaire très primitive… très simple, très primaire presque: ne pas bouger, tout recommencer.

En tout cas, le cinéma que je fais, je le fais au même endroit que mes livres. C’est ce que j’appelle l’endroit de la passion. Là où on est sourd et aveugle. Enfin, j’essaie d’être là le plus qu’il est possible. Tandis que le cinéma qui est fait pour plaire, pour divertir, le cinéma… comment l’appeller, je l’appelle le cinéma du samedi, ou bien le cinéma de la société de consommation, il est fait à l’endroit du spectateur et suivant des recettes très précises, pour plaire, pour retenir le spectateur le temps du spectacle. Une fois le spectacle terminé, ce cinéma ne laisse rien, rien. C’est un cinéma qui s’efface aussitôt qu’il est terminé. Et j’ai l’impression que le mien commence le lendemais, comme une lecture.

DURAS, Marguerite, Porte, Michelle, Les lieux de Marguerite Duras, Paris, Ed. Minuit, 1977, p. 94.


Museu Vieira da Silva

 
A Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva é uma instituição que alberga um Museu e um Centro de Documentação e Investigação, dedicados aos artistas Árpád Szenes e Maria Helena Vieira da Silva, tendo por objectivo a divulgação e estudo da sua obra em exposição permanente.
O museu foi inaugurado a 3 de Novembro de 1994 com o contributo da Câmara Municipal de Lisboa, que cedeu o edifício, a Fundação Calouste Gulbenkian, que custeou as obras de remodelação, enquanto a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento apoiou na área da investigação.
A colecção do museu cobre um vasto período da produção de pintura e desenho dos dois artistas: de 1911 a 1985, para Arpad Szenes, e de 1926 a 1986, para Maria Helena Vieira da Silva. Existe ainda um núcleo de gravura de Vieira da Silva que inclui também obras de 1990 e 1991, um ano antes da morte da artista.
Está instalado na antiga Real Fábrica dos Tecidos de Seda de Lisboa, um edifício datado do século XVIII. Contíguo ao jardim das Amoreiras, face ao Aqueduto das Águas Livres, frente à capela de Nossa Senhora de Monserrate e à Mãe d'Água das Amoreiras, faz uma mostra anual apresentando uma temática que permita acompanhar tendências e a evolução da arte moderna.
 

Fonte: Wikipédia.

sábado, 18 de maio de 2013

Capela de Nossa Senhora de Monserrate


A capela de Nossa Senhora de Monserrate situa-se por baixo de um arco do Aqueduto das Águas Livres, com as traseiras viradas para o jardim das Amoreiras.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Jardim das Amoreiras



O Jardim das Amoreiras, formalmente intitulado Jardim Marcelino Mesquita, é um jardim situado na Praça das Amoreiras, freguesia de São Mamede, em Lisboa.
Com uma área de seis mil metros quadrados, o jardim é delimitado em parte pelo Aqueduto das Águas Livres e encontra-se sobre a Mãe d'Água, local de abastecimento histórico de água à cidade de Lisboa e actual Museu da Água. No centro do jardim encontra-se um fontanário de forma circular, que é ladeado por bancos de pedra.

O Jardim das Amoreiras foi idealizado pelo Marquês de Pombal e inaugurado em 1759. O Marquês de Pombal projectou 331 amoreiras para o local, onde se situava a fábrica das sedas, com o intuito de promover a indústria da seda portuguesa. Realizava-se neste local a Feira das Amoreiras.
O jardim foi intitulado "Jardim Marcelino Mesquita" em homenagem ao escritor e dramaturgo Marcelino Mesquita. 
Existem dez diferentes espécies de árvores no jardim. Além da presença das árvores de amoreira, existem também ginkgos e um plátano-bastardo.

Font: Wikipédia.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Palácio de S. Bento


 
 

 
O Palácio de São Bento, é um enorme edíficio de estilo neoclássico situado em Lisboa, sendo a sede do Parlamento de Portugal desde 1834.
Foi construído em finais do século XVI como mosteiro beneditino (Mosteiro de S. Bento da Saúde) por traça de Afonso Álvares. Com a extinção das ordens religiosas em Portugal passou a ser propriedade do Estado. No século XVII, foram construídas as criptas dos marqueses de Castelo Rodrigo.
Depois da implantação do regime liberal tornou-se sede das Cortes Gerais da Nação, passando a ser conhecido por Palácio das Cortes.
Acompanhando as mudanças da denominação oficial do Parlamento, o Palácio foi, também, tendo várias denominações oficiais: Palácio das Cortes (1834-1911), Palácio do Congresso (1911-1933) e Palácio da Assembleia Nacional (1933-1974). Em meados do século XX passou a utilizar-se, geralmente, a designação de Palácio de S. Bento em memória do antigo Convento. Essa denominação manteve-se, depois de 1976, quando passou a ser a sede da Assembleia da República.
Ao longo dos séculos XIX e XX o Palácio foi sofrendo uma série de grandes obras de remodelação, interiores e exteriores, que o tornaram quase completamente distinto do antigo Mosteiro. O interior é igualmente grandioso, repleto de alas e de obras de arte de diferentes épocas da história de Portugal.
O palácio foi classificado como Monumento Nacional em 2002.
 
Fonte: Wikipédia.

Museu Malhoa



Nas Caldas da Rainha podemos visitar um belo museu dedicado à arte, onde a sala central tem obras do grande pintor português Malhoa, um museu de época bem concebido neste belo parque da cidade.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Interior da Mãe de Água




O Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras foi desenhado pelo arquitecto húngaro Carlos Mardel (1696 - 1763). Foram demolidas algumas casas e o solo terraplanado. Acabou por ser edificada em Campolide de Baixo, junto ao Rato por ordem de Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido como Marquês de Pombal.
Mardel trabalhou na Mãe d'Água a partir de 1745 até 1763, ano da sua morte. O projecto estava inacabado e foi retomado por Reinaldo Manuel dos Santos (1731 - 1791) em 1772. A alteração de arquitecto fez com que também o desenho do edifício tenha sido alterado, tanto no interior como no exterior. O projecto foi terminado apenas em 1834, já no reinado de D. Maria II, com a construção da cobertura, tendo apenas nessa altura começado a trabalhar em pleno.
A este edifício está anexado um outro, a Casa do Registo, de onde partem duas das principais galerias distribuidoras das Águas Livres, a do Loreto e a da Esperança, para além de uma terceira, mais pequena, que abastece o Chafariz do Rato.
Actualmente esse espaço, integrado no Museu da Água da EPAL, é utilizado para exposições de arte, desfiles de moda e outros eventos.
De linhas arquitectónicas de uma sobriedade invulgar, a construção assenta sobre um envasamento elevado em relação às ruas circundantes e onde, no interior, surge a cascata e a Arca d'Água com 7,5 metros de profundidade e uma capacidade de 5.460 m³




Interior da Basílica de N. Sra. do Rosário de Fátima