terça-feira, 18 de junho de 2013

EXPOSIÇÃO "ALTAR OF MADNESS" NO CASINO DE LUXEMBURGO


Obra de Mark Titchner





Ao fundo a obra "Death is just the beginning" de Harmony Korine


Uma exposição surreal!! Heavy Metal é o único tipo de música que não gosto, odeio até mas tenho de admitir que gostei muito desta exposição. Um tema alternativo, como é pouco estudado a influência deste tipo de música na arte, este foi o motivo principal por ter gostado da exposição -  a sua originalidade!!! 

Fiquei também a saber que existem três vertentes do Heavy Metal, que surgiu nos anos 80. Agora já gosto mais de Metal, mas só na arte, por nos obrigar a pensar sobre os temas actuais, como a violência ou o uso de armas. Só não gostei foi do filme, pesado como o Metal...

De acordo com o folheto expositivo : The exhibition questions the notion of the extreme, and analyses this musical genre from different points of view (political aspect, death, paganism and landscape).

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Utreque




Utreque é a capital e cidade mais populosa da província homónima. A 1 de Abril de 2011 contava com 312.634 habitantes. Situa-se próxima de um ramal do rio Reno. Atravessam-na o Canal Singel e outros.
Nesta cidade encontra-se a Universidade de Utrecht, uma das mais prestigiadas dos Países Baixos.

FONTE: wikipédia

domingo, 16 de junho de 2013

Igreja de S. Julião


A Igreja de São Julião de Setúbal, situada na freguesia de São Julião, na Praça de Bocage, data da segunda metade do século XIII, tendo sido reconstruída no século XVI e muito afectada pelo terramoto de 1755, sendo reconstruída de novo no reinado de D. Maria I. Do edifício manuelino restam apenas 2 portais.
No interior, talha dourada e azulejos do século XVIII que narram a vida de São Julião, orago da paróquia custeados pelos pescadores de Setúbal, assim como uma pintura de Pedro Alexandrino.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Só Camões é que soube elogiar-nos!

Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta. 
E vós, ó bem nascida segurança
Da Lusitana antiga liberdade,
E não menos certíssima esperança
De aumento da pequena Cristandade;
Vós, ó novo temor da Maura lança,
 Maravilha fatal da nossa idade,
Dada ao mundo por Deus, que todo o mande,
Para do mundo a Deus dar parte grande; 
Por este vos darei u Nuno fero,
Que fez ao Rei e ao Reino tal serviço,
Um Egas e um Dom Fuas, que de Homero
 A cítara para eles só cobiço.
Pois pelos Doze de Pares dar-vos quero
Os Doze de Inglaterra e o seu Magriço.
Dou-vos também aquele ilustre Gama
Que para si de Eneias toma a fama. 
 Mas enquanto este tempo passa lento
De regerdes os povos, que o desejam,
Dai vós favor ao novo atrevimento,
Para que estes meus versos vossos sejam;
 E vereis ir cortando o salso argento
 Os vossos Argonautas, por que vejam
Que são vistos de vós no mar irado,
E costumai-vos já a ser invocado.
 Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cortando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado de Próteu são cortadas,
Qual Austro fero ou Bóreas, na espessura
De silvestre arvoredo abastecida,
 Rompendo os ramos vão da mata escura,
Com ímpeto e braveza desmedida;
Brama toda montanha, o som murmura,
Rompem-se as folhas, ferve a serra erguida:
Tal andava o tumulto, levantados
Entre os Deuses, no Olimpo consagrado. 
Comendo alegremente, perguntavam,
Pela Arábica língua, donde vinham,
Quem eram, de que terra, que buscavam,
Ou que partes do mar corrido tinham?
Os fortes Lusitanos lhe tornavam
As discretas respostas que convinham:
 Os Portugueses somos do Ocidente,
Imos buscando as terras do Oriente. 
 O recado que trazem é de amigos,
Mas debaixo o veneno vem coberto,
 Que os pensamentos eram de inimigos,
Segundo foi o engano descoberto.
 Oh! Grandes e gravíssimos perigos,
Oh! Caminho de vida nunca certo,
Que aonde a gente põe sua esperança
 Tenha a vida tão pouca segurança! 
 No mar tanta tormenta e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida;
 Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade aborrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
 Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
 Contra um bicho da terra tão pequeno?

Chamando por Camões numa saudade!

Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso líquido c`oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d`epopeias?
Tens anseios d`amarguras?
Tu tens também receios,
O mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz, ó mar amigo?...
Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!

Florbela Espanca

sábado, 8 de junho de 2013

Exposição temporária "Macau - Memórias a tinta da China"






A exposição Macau. Memórias a Tinta-da-China é mais uma das muitas exposições ao dispor do visitante no Museu do Oriente (até ao dia 30 deste mês), onde "reúne várias obras do pintor Charles Chauderlot, as quais tentam memorizar, através dos seus pincéis, o glorioso passado marítimo de Macau, neste ano em que se comemoram 500 anos de relações luso-chinesas reproduzindo, em pintura, os edifícios que recordam que a cidade foi, em tempos, um próspero entreposto comercial para Portugueses e Chineses".

Fonte:  http://www.museudooriente.pt/1612/macau-memorias-a-tinta-da-china.htm

Procissão pelas ruas de Évora

 



CORPO DE DEUS, 07-06-12

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Em vão...




Em vão estendo os braços para ela, de manhã, ao despertar de um penoso sonho, em vão, de noite, a procuro a meu lado, quando um devaneio feliz e puro me iludiu, quando jugava estar junto dela na campina, e lhe pegava na mão e a cobria de mil beijos. Ah!, quando, ainda meio estonteado de sono, a procuro e a seguir desperto, uma torrente de lágrimas brota do meu coração, e choro, desolado com o sombrio futuro que vejo na minha frente. 

GOETHE, J. W., Werther, Editorial Verbo, Lisboa, s.d., p.78.

domingo, 2 de junho de 2013