segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Iglô portimonense




Esta obra de arte reciclável, executada para as decorações de Natal de Portimão, é tão original que ficou a decorar a Praça 1.º de Maio, de forma a continuar a deliciar as nossas crianças.

Ups

ÉVORA

Escultura decorativa

Na Travessa do Capote, na parte superior da fachada de uma casa devoluta descobri esta escultura que penso estar bem apropriada porque a "sinto" zangada com a situação de abandono do centro de Portimão em geral, e da casa onde esta decoração se encontra, em particular.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Feliz dia dos Namorados a todos!!

Spray romântico no Largo dos Mercadores, Évora

Respeito no amor



Nos amores cuidará alguém que não é isto necessário e que não é acostumado. Cuido eu que não poderia ser mais necessário, pois em todas as coisas se deve haver respeito  ao como e quando e ao para que se faz para não errarem. Maiormente se deve ter esse respeito nos amores, pois são tão sujeitos aos erros, que mais mal contado seria ao caminhante rico, se fosse desapercebido pelo lugar que de ladrões é seguido, que por outro que o não fosse: que naquele, se lhe acontecesse algum desastre, culparia a ventura, mas naquele outro culparia a si, que são culpas mais graves de perdoar


RIBEIRO, Bernardim, Menina e moça, Lisboa, Editorial Verbo, 1972, p. 127.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Humberto Delgado

Humberto da Silva Delgado (Torres Novas, Brogueira, Boquilobo, 15 de Maio de 1906 — Villanueva del Fresno, 13 de Fevereiro de 1965) foi um militar português da Força Aérea que corporizou o principal movimento de tentativa de derrube do regime salazarista através de eleições, tendo contudo sido derrotado nas urnas, num processo eleitoral fraudulento, que deu a vitória ao candidato do regime vigente, Américo Tomás.
 
Frequentou o Colégio Militar entre 1916 e 1922. Em 1925 entrou na Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas.Participou no movimento militar de 28 de Maio de 1926, que derrubou a República Parlamentar e implantou a Ditadura Militar que, poucos anos mais tarde, em 1933, iria dar lugar ao Estado Novo liderado por Salazar. Durante muitos anos apoiou as posições oficiais do regime salazarista, particularmente o seu anticomunismo.

Representou Portugal nos acordos secretos com o Governo Inglês sobre a instalação das Bases Aliadas nos Açores durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1944 foi nomeado Director do Secretariado da Aeronáutica Civil. Entre 1947 e 1950 representou Portugal na Organização da Aviação Civil Internacional, sediada em Montreal, Canadá. Foi Procurador à Câmara Corporativa entre 1951 e 1952. Em 1952 foi nomeado adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e membro do comité dos Representantes Militares da NATO. Promovido a general na sequência da realização do curso de altos comandos, onde obteve a classificação máxima, passa a Chefe da Missão Militar junto da NATO. Regressado a Portugal foi nomeado Director-Geral da Aeronáutica Civil.

Os cinco anos que viveu nos Estados Unidos modificam a sua forma de encarar a política portuguesa. Convidado por opositores ao regime de Salazar para se candidatar à Presidência da República, em 1958, contra o candidato do regime, Américo Tomás, aceita, reunindo em torno de si toda a oposição ao Estado Novo. Numa conferência de imprensa da campanha eleitoral, realizada em 10 de Maio de 1958 no café Chave de Ouro, em Lisboa, quando lhe foi perguntado por um jornalista que postura tomaria em relação ao Presidente do Conselho Oliveira Salazar, respondeu com a frase "Obviamente, demito-o!".

Esta frase incendiou os espíritos das pessoas oprimidas pelo regime salazarista que o apoiaram e o aclamaram durante a campanha com particular destaque para a entusiástica recepção popular na Praça Carlos Alberto no Porto a 14 de Maio de 1958. Devido à coragem que manifestou ao longo da campanha perante a repressão policial foi cognominado «General sem Medo». No entanto, o resultado eleitoral não lhe foi favorável graças à fraude eleitoral montada pelo regime.

Em 1959, na sequência da derrota eleitoral, vítima de represálias por parte do regime salazarista e alvo de ameaças por parte da polícia política, pede asilo político na Embaixada do Brasil, seguindo depois para o exílio neste país. Convencido de que o regime não poderia ser derrubado por meios pacíficos promove a realização de um golpe de estado militar, que vem a ser concretizado em 1962 e que visava tomar o quartel de Beja e outras posições estratégicas importantes de Portugal. O golpe, porém, fracassou.

Pensando vir reunir-se com opositores ao regime do Estado Novo, Humberto Delgado dirigiu-se à fronteira espanhola em Los Almerines, perto de Olivença, em 13 de Fevereiro de 1965. Ao seu encontro vai um grupo de agentes da PIDE, liderados por Rosa Casaco. O agente Casimiro Monteiro assassina-o, bem como à sua secretária, Arajaryr Campos. Os corpos foram ocultados perto de Villanueva del Fresno, cerca de 30 km a sul do local do crime.

A Assembleia da República Portuguesa decidiu, a 19 de Julho de 1988, que fosse feita a transladação dos restos mortais de Humberto Delgado, do Cemitério dos Prazeres para o Panteão Nacional da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa. A cerimónia aconteceu a 5 de Outubro de 1990, dia que se assinalava os oitenta anos da Implantação da República Portuguesa. Nesta mesma altura, o General foi elevado, a título póstumo, a Marechal da Força Aérea.

Na minha opinião, esta é uma homenagem mais que justa ao general sem medo. O curioso é do seu túmulo se encontrar ao lado de Craveiro Lopes, um presidente do regime. Regime que havia de odiar esta homenagem, especialmente, por ter sido o responsável pelo fim das obras de Santa Engrácia com o objectivo de promover os heróis portugueses.

Fonte: Wikipédia.

Ovelha fofa

 



 

Clausen, Luxemburgo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Suiça luxemburguesa





 
Mullerthal (penso que é assim que se escreve...)

Monte e arvoredos

Valverde
determinei ir-me para o pé deste monte, que de arvoredos grandes e verdes ervas e deleitosas sombras é cheio, por onde corre um pequeno ribeiro de água de todo o ano que, nas noites caladas, o rugido dele faz no mais alto deste monte um saudoso tom, que muitas vezes me tolhe o sono: onde outras muitas vou eu lavar, minhas lágrimas e onde muitas infinitas as torno a beber. 


RIBEIRO, Bernardim, Menina e moça, Lisboa, Editorial Verbo, 1972, p. 15.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Catedral de Évora


Fundada em 1186 e consagrada em 1204, a Sé Catedral de Évora, dedicada a Santa Maria, é a maior catedral medieval do país, e um incomparável exemplar da arquitectura de transição romano-gótica. A um primitivo templo construído entre 1186 e os primeiros anos do século XIII, sucedeu-se o grandioso monumento que hoje existe, resultado essencialmente de duas notáveis campanhas da Baixa Idade Média. Tem planta de estilo românico, com estrutura e decoração góticas, estilo bem visível nas abóbadas e nos arcos ogivais. O portal é um dos mais impressionantes exemplares góticos portugueses. É ladeado por estátuas dos apóstolos, da autoria de Mestre Pêro, também autor das esculturas do claustro e da capela do fundador, espaço funerário do bispo D. Pedro IV, encomendador destes trabalhos. É ainda de realçar a Capela de Nossa Senhora da Piedade, ou do Esporão, do século XVI, com portal tardo-manuelino de mármore e retábulo maneirista. O coro alto, também do século XVI, conserva o cadeiral renascença e um orgão da mesma época e estilo.De destacar também a torre-lanterna, com corpo de planta octogonal, encimado por janelas góticas e coroado por uma agulha coberta de escamas de pedra. A Sé inclui um Museu de Arte Sacra com um riquíssimo espólio nos domínios da paramentaria, pintura, escultura e ourivesaria.


"Ponte vela"

Abril de 2014
Apesar do dia nublado e da pouca luz da foto, gosto muito desta imagem. Os barcos são incontáveis e a leveza das velas tornam a ponte mais "ligeira", como que a desaparecer também no meio do nevoeiro.

Silêncio

A maior parte do tempo, porém, o que nós partilhávamos era o silêncio. E isso eu aprendi contigo, porque não sabia. Para mim, o silêncio era sinal de distância, de mal-estar, de desententimento. Ao princípio, quando ficávamos calados muito tempo, eu sentia-me inquieta, desconfortável, e começava a falar só para afastar esse anjo mau que estava a passar entre nós.
Um dia tu disseste-me:
- Cláudia, não precisas de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio. 

TAVARES, Miguel Sousa, No teu deserto - quase romance, Alfragide, Oficina do Livro, p. 97.

Chaminés algarvias



 








     





 



Centro da cidade de Portimão

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Os homens são...

Aprendi com a velhice que os homens são contradições, que são virtudes e defeitos, grandiosos e mesquinhos, solidários e egoístas, e somos tudo isto ao mesmo tempo, matando a separação entre os bons e os maus. Somos uma produção de Deus, que procura a perfeição, embora com a consciência dos pés de barro que sustentam a nossa alma. Somos vida e morte, heróis que vencemos o medo, medrosos que não descobrimos o patamar da coragem para o vencer.

FLORES, Francisco Moita, Segredos de amor e sangue, Alfragide, Casa das Letras, 2.ª edição, 2014, p. 238.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Exposição "Visitação"














No ano passado, durante o Verão, visitei esta exposição temporária na Igreja de São Roque e que, gostei muito por ser rica em obras de arte e testemunhos, exemplos da ajuda que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem dados aos pobres, através da medicina ou da educação de crianças expostas.