quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Interior da Catedral de Bruxelas




 Na Catedral de Bruxelas, existem muitas obras de arte que dão testemunho de um Milagre Eucarístico ocorrido em 1370. Alguns profanadores roubaram Hóstias Consagradas e num acto de extrema rebeldia, as esfaquearam.

As partículas então começaram a sangrar. O Milagre foi venerado até poucas décadas atrás. Vários relicários, de diversas épocas, utilizados para guardar as Hóstias prodigiosas do Miracle du Saint Sacrament, estão até hoje conservados na antiga capela dedicada ao Santíssimo Sacramento, adjacente ao museu da Catedral; existem também tapeçarias do século XVIII que recordam o evento milagroso.
s dez vitrais que enfeitam a nave lateral da Catedral, evocam diversas fases do Milagre Eucarístico e foram trabalhados entre os anos 1436 e 1870. Os Reis de Bélgica Leopoldo I e Leopoldo II doaram os dois primeiros vitrais da parte inferior. Os outros foram presenteados por famílias nobres da cidade. Os primeiros dez vitrais (“oito na Nave lateral da direita perto do coro e dois no fundo da nave lateral da esquerda), representam a história do Prodígio que era contada em Bruxelas a partir da metade do século XV.

Um antigo documento conta que “no outono de 1369, um rico mercador de Enghien, hostil à religião católica, ordenou a um jovem de Lovaina que roubasse algumas Hóstias consagradas (vitrais do 1 ao 3), porém, o mercador foi assassinado, poucos dias depois, em circunstâncias misteriosas e a viúva pensando que fosse um castigo de Deus, imediatamente se desfez das Hóstias entregando-as a alguns amigos do marido, também hostis à religião. Pois bem, na Sexta-feira Santa de 1370, eles fizeram uma cerimônia privada na qual esfaquearam as Hóstias em sinal de desprezo (vitrais do 1-5). As Hóstias começaram, então, a sangrar (vitrais 4 e 5) e isso perturbou muito um dos profanadores, assim que decidiram livrar-se das Hóstias vendendo-as a um rico mercador católico, que contou toda a história ao pároco da Igreja de Notre Dame de la Chapelle, em Bruxelas.

O pároco ficou com as Hóstias (vitrais 6 e 7) e os profanadores foram condenados à morte pelo duque de Brabant (vitrais 8 e 9). Logo em seguida as Santas Partículas foram transferidas, com uma solene procissão, para a Catedral de Santa Gudula (vitral 10).” O Sacrament du Miracle, adquiriu um papel muito importante na história da cidade e foi considerado um símbolo nacional.

Fonte: http://www.therealpresence.org/eucharst/mir/portuguese_pdf/PORTU-bruxelas.pdf

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Adamastor

A peça, “Adamastor”, de inspiração camoniana, épica no elogio que lhe está subjacente afronta o tema numa gramática alusiva ao barroco, com uma composição de forte pendor dramático. Da autoria de Júlio Vaz Júnior, discípulo de Teixeira Lopes, o escultor foi várias vezes agraciado, nomeadamente, em 1947, com a medalha de ouro na Exposição do Rio de Janeiro. Com obra em locais como o Palácio de S. Bento e o Museu Nacional de Arte Contemporânea, a sua plasticidade desenrola-se muito ao gosto da época, de inspiração naturalista. Esta escultura, no alto do miradouro de Santa Catarina olha o Tejo ao longe, com o seu ar ameaçdaor enquanto "assusta" o Homem.

Tirando partido da diferença de escala entre o Adamastor e a figura masculina, apontamento quase imperceptível, visualiza-se uma clara hipérbole esculpida da e na personagem monstruosa. Representativa das dificuldades, medos e mistérios que constituíram a passagem do Cabo da Boa Esperança, implantada no miradouro de Sta. Catarina, face a face com o Tejo, a frente desta obra só é vislumbrada depois de percorrido o jardim que a envolve. 

A sua descoberta faz-se lenta e urbana, revelando-se primeiro no rochedo de onde nascem as costas da figura do Adamastor, depois na sensação de aprisionamento deste, cativo pela coragem que desbravou os mares desconhecidos. Emerge poderosa, iludindo-nos na sua fragrância marítima, tortuosamente tratada como um deus do mar, nas muitas ondulações do material rochoso, que definem o rosto, parte do tronco e braços. Prende-nos o olhar, profundo tanto na expressão, como nos sulcos pétreos que a criam, avançando sobre nós a inquietude e a fragilidade inerente à condição humana. 

O extrato do poema de Camões inscrito na lápide, à semelhança de um epitáfio, anuncia a peça num desafio à sua contemplação. Entre a figura do marinheiro, em bronze (em baixo, no lado esquerdo), e o monstro/deus, articula-se um diálogo ensurdecedor, decorrido na violência entre aventureiros e monstros, entre o domínio e a obstinação, num brado que nem sempre a tempestade citadina permite escutar.

Fonte: Maria Bispo in http://www.lisboapatrimoniocultural.pt/artepublica/eescultura/pecas/Paginas/Adamastor.aspx

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Jardim do Paço de Castelo Branco

O Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco revela-se como um dos mais originais exemplares do barroco em Portugal. Em especial no que respeita à estatuária: aos aspectos simbólicos e à disposição dos seus elementos em percursos temáticos. Este formoso jardim barroco, em forma rectangular, é dominado por balcões e varandas com guardas de ferro e balaústres de cantaria. 

Dispõe de cinco lagos, com bordos trabalhados, nos quais estão montados jogos de água. No patamar intermédio da Escadaria dos Reis acham-se repuxos e jogos de água surpreendentes. Por entre canteiros de buxo de fino recorte, erguem-se simbólicas estátuas de granito, em que se destacam os Novíssimos do Homem, Quatro Virtudes Cardeais, as Três Virtudes Teologais, os Signos do Zodíaco, as Partes do Mundo, as Quatro Estações do Ano, o Fogo e a Caça. Dispostos à maneira de escadório, acham-se representados os Apóstolos e os Reis de Portugal até D. José I. 

No patim superior, encontram-se estátuas alusivas ao Antigo Testamento e à simbologia da água como elemento purificador. O Jardim Alagado, tanque floreado de curvas bem delineadas e canteiros de flores, tem ao centro um repuxo de cantaria por três golfinhos entrelaçados e encimados por uma coroa. A estranheza da iconografia do conjunto escultórico resulta do facto de haver uma aliança singular entre o universo religioso e universo panteísta.

domingo, 18 de janeiro de 2015

A CASA DA ISABEL

Para mim, a melhor pastelaria de Portimão!! Perco-me completamente com a torta de claras, é mesmo uma delícia!!!!



 Mas também se pode provar doces regionais, como tarte de alfarroba, bolos de amêndoa ou os simples bolos de laranja enquanto apreciamos uma decoração do tempo das nossas avós!!





quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Cordoaria Nacional

A Cordoaria Nacional, antiga Real Fábrica da Cordoaria da Junqueira, é um monumento lisboeta datado de 1779. Fabricava cabos, cordas de sisal, velas e bandeiras que equipavam as naus portuguesas.
As suas instalações estendem-se sobre quase quatrocentos metros, para uma largura de apenas cerca de cinquenta metros, acompanhando paralelamente o rio Tejo. Estas dimensões características deviam-se às necessidades do processo produtivo. A sua situação, sobre o rio, procurava facilitar o fornecimento dos produtos aos armadores de embarcações.


Hoje em dia, o edifício, aberto ao público, alberga várias exposições ao longo do ano como por exemplo a exposição Bienal de Antiguidades que inclui tapeçaria, mobiliário, pintura, porcelanas etc.
O edifício está classificado como Monumento Nacional, desde 1996.

Fonte: Wikipédia.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Pardais no meu quintal


Ao fim do dia aprecio sempre este espectáculo, da janela do meu quarto, da visita dos inúmeros pardais que vêm petiscar ao meu quintal ;)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

sábado, 10 de janeiro de 2015

António Ribeiro, o Chiado

António Ribeiro, conhecido por Poeta Chiado, nasceu em Évora em data desconhecida, cidade onde professou pela Ordem dos Franciscanos, e faleceu em Lisboa em 1591, para onde veio após ter abandonado a vida religiosa. Contemporâneo de Camões que o menciona como poeta engenhoso num dos versos do Auto de El Rei Seleuco, desenvolveu sobretudo a poesia jocosa e a sátira, através da descrição de quadros flagrantes da vida social do período em que viveu, tendo afinidades literárias com Gil Vicente.

 

A estátua em bronze, da autoria de Costa Motta (tio), com plinto quadrangular em pedra lioz de José Alexandre Soares, foi colocada por iniciativa da vereação municipal, que desta forma quis prestar homenagem a António Ribeiro, conhecido com o nome de uma das mais conhecidas zonas de Lisboa, o Chiado, por aí morar. 

 

Alguns grandes nomes da cultura literária do princípio do século XX, como Aquilino Ribeiro, Teixeira de Pascoais e Raul Brandão manifestaram-se contra, argumentando que outras figuras seriam mais merecedoras de uma homenagem por parte do município lisboeta. Consideravam que a fama de poeta popular, arruaceiro, boémio, praguento e chocarreiro mas no entanto, talentoso, que António Ribeiro granjeava, não eram razões suficientemente válidas para justificar a colocação de um monumento em sua homenagem, numa praça de tradição cultural, junto de teatros e de duas outras estátuas de figuras das letras nacionais: Camões e Eça de Queiroz. O poeta retratado envergando o hábito de monge que se julga nunca ter abandonado, aparece numa postura de animada conversa, parecendo interpelar quem passa. 


 


Fonte: Laura Trindade in http://www.lisboapatrimoniocultural.pt/artepublica/eescultura/pecas/Paginas/Chiado.aspx

Pormenores de Portimão


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Universidade do Luxemburgo






A Universidade de Luxemburgo é uma instituição de ensino superior do grão-ducado de Luxemburgo, fundada em  2003. A nova universidade não só possibilitou que esses estudantes acabassem os seus estudos no seu próprio país, mas também atraísse interesse académico estrangeiro para o grão-ducado.
As disciplinas da Universidade de Luxemburgo, assim como o país, são caracterizadas pelo seu multilinguismo. Os cursos são normalmente ministrados em dois idiomas: francês/inglês, francês/alemão ou inglês/alemão. Em 2009, havia cerca de 4750 estudantes matriculados na Universidade.

Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Pormenores de mercearia tradicional

O Museu do Trabalho recebeu a doação de uma mercearia lisboeta e reconstituiu-a totalmente em duas salas do museu. Gostei muito deste núcleo porque, finalmente, conheci os famosos pirolitos que os meus pais tanto falavam como recordações da sua infância!!




quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Museu do Trabalho de Setúbal

Instalado numa antiga fábrica conserveira, do seu espólio constam centenas de instrumentos musicais, fotografias, recolhas de literatura popular e de instrumentos de Michel Giacometi e materiais ligados ao trabalho, fosse na pesca, na indústria conserveira ou na cortiça. Este espaço museológico inovador abriu as portas pela primeira vez em 1987, tendo ganho diversos prémios. 

Este é um espaço amplo e um museu que mistura de etnológico e arqueologia industrial. A colecção mostra a história e as tradições da zona de Setúbal numa zona em que vamos "descendo" pela história .





Fonte: Lifecooleer

A lata das sardinhas


 




Museu do Trabalho M. Giacometti de Setúbal

sábado, 3 de janeiro de 2015

Placa de homenagem a Apeles Espanca



Apeles Espanca, irmão da poetisa Florbela Espanca é homenageado na Universidade de Évora, após a sua trágica morte. Este piloto da marinha estudou neste local quando era Liceu.

Pormenores da Praça Central de Bruges



A cidade belga de Bruges é  capital da província de Flandres Ocidental, na região de Flandres. Tem cerca de 117 mil habitantes e muitos turistas!! Como se pode ver pelas minhas fotografias lol o que justifica a fama desta veneza do norte!

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos

A Sala do Capítulo tem esta denominação por servir às reuniões periódicas dos monges, as quais tinham o seu início com a leitura de um capítulo da Regra. Nessas reuniões, discutia-se a eleição dos priores, a recepção dos noviços e procedia-se à confissão pública das faltas.

Originalmente pensada para este efeito, a Sala do Capítulo nunca teve tal utilização pois a abóbada e decoração interior só foi completada no séc. XIX. 

A porta foi concluída nos anos de 1517-1518, tendo sido executada por Rodrigo de Pontezilha. Na sua decoração destacam-se duas imagens representando S. Bernardo e S. Jerónimo.

No centro da sala foi colocado, no século XIX, o túmulo de Alexandre Herculano delineado por Eduardo Augusto da Silva.

 Em 1940 é modificado, sendo deixada singelamente apenas a arca tumular. 

A Sala do Capítulo foi também utilizada como panteão de outros escritores e presidentes da República, até à finalização das obras na Igreja de Santa Engrácia. Convertida em Panteão Nacional, foram então para aí trasladadas as personalidades mais recentes da História de Portugal.
 
Fonte:  http://www.mosteirojeronimos.pt/pt/index.php?s=white&pid=214&identificador=

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Hoje começa um amanhecer

Pateira, Aveiro

S. Miguel

Pormenor do tecto da capela-mor da Igreja de Machede
Nos ensinamentos católicos, São Miguel tem quatro papéis principais. O primeiro é como comandante do Exército de Deus e o líder das forças celestes em seu triunfo sobre os hostes infernais. O santo é visto como um modelo angélico para as virtudes do "guerreiro espiritual", em guerra contra o mal, por vezes também visto como sendo a "batalha interna".

O segundo e o terceiro papel de Miguel lidam com a morte. No segundo, Miguel é o anjo da morte, levando a alma de todos os falecidos para o céu. Neste papel, na hora da morte, Miguel desce e dá à alma uma chance de se redimir antes da morte, atrapalhando assim o diabo e seus asseclas. As orações católicas em geral se referem a este papel de Miguel. No terceiro papel, ele mede as almas numa balança perfeitamente equilibrada (daí o motivo de ele ser também muitas vezes representado segurando uma balança).

São Miguel, o patrono especial do povo escolhido no Velho Testamento, é também o guardião da Igreja. Era comum o anjo ser reverenciado por ordens militares de cavaleiros durante a Idade Média. Este papel também se estende a ser o santo padroeiro de numerosas cidades e países.

No cristianismo medieval, Miguel, juntamente com São Jorge, se tornaram santos patronos da cavalaria medieval e é hoje considerado como o santo patrono dos oficiais de polícia e militares. Além de ser o patrono de guerreiros, os doentes e os aflitos também consideram o Arcanjo Miguel como seu santo padroeiro. 


Fonte: Wikipédia.