quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Suiça luxemburguesa





 
Mullerthal (penso que é assim que se escreve...)

Monte e arvoredos

Valverde
determinei ir-me para o pé deste monte, que de arvoredos grandes e verdes ervas e deleitosas sombras é cheio, por onde corre um pequeno ribeiro de água de todo o ano que, nas noites caladas, o rugido dele faz no mais alto deste monte um saudoso tom, que muitas vezes me tolhe o sono: onde outras muitas vou eu lavar, minhas lágrimas e onde muitas infinitas as torno a beber. 


RIBEIRO, Bernardim, Menina e moça, Lisboa, Editorial Verbo, 1972, p. 15.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Catedral de Évora


Fundada em 1186 e consagrada em 1204, a Sé Catedral de Évora, dedicada a Santa Maria, é a maior catedral medieval do país, e um incomparável exemplar da arquitectura de transição romano-gótica. A um primitivo templo construído entre 1186 e os primeiros anos do século XIII, sucedeu-se o grandioso monumento que hoje existe, resultado essencialmente de duas notáveis campanhas da Baixa Idade Média. Tem planta de estilo românico, com estrutura e decoração góticas, estilo bem visível nas abóbadas e nos arcos ogivais. O portal é um dos mais impressionantes exemplares góticos portugueses. É ladeado por estátuas dos apóstolos, da autoria de Mestre Pêro, também autor das esculturas do claustro e da capela do fundador, espaço funerário do bispo D. Pedro IV, encomendador destes trabalhos. É ainda de realçar a Capela de Nossa Senhora da Piedade, ou do Esporão, do século XVI, com portal tardo-manuelino de mármore e retábulo maneirista. O coro alto, também do século XVI, conserva o cadeiral renascença e um orgão da mesma época e estilo.De destacar também a torre-lanterna, com corpo de planta octogonal, encimado por janelas góticas e coroado por uma agulha coberta de escamas de pedra. A Sé inclui um Museu de Arte Sacra com um riquíssimo espólio nos domínios da paramentaria, pintura, escultura e ourivesaria.


"Ponte vela"

Abril de 2014
Apesar do dia nublado e da pouca luz da foto, gosto muito desta imagem. Os barcos são incontáveis e a leveza das velas tornam a ponte mais "ligeira", como que a desaparecer também no meio do nevoeiro.

Silêncio

A maior parte do tempo, porém, o que nós partilhávamos era o silêncio. E isso eu aprendi contigo, porque não sabia. Para mim, o silêncio era sinal de distância, de mal-estar, de desententimento. Ao princípio, quando ficávamos calados muito tempo, eu sentia-me inquieta, desconfortável, e começava a falar só para afastar esse anjo mau que estava a passar entre nós.
Um dia tu disseste-me:
- Cláudia, não precisas de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio. 

TAVARES, Miguel Sousa, No teu deserto - quase romance, Alfragide, Oficina do Livro, p. 97.

Chaminés algarvias



 








     





 



Centro da cidade de Portimão

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Os homens são...

Aprendi com a velhice que os homens são contradições, que são virtudes e defeitos, grandiosos e mesquinhos, solidários e egoístas, e somos tudo isto ao mesmo tempo, matando a separação entre os bons e os maus. Somos uma produção de Deus, que procura a perfeição, embora com a consciência dos pés de barro que sustentam a nossa alma. Somos vida e morte, heróis que vencemos o medo, medrosos que não descobrimos o patamar da coragem para o vencer.

FLORES, Francisco Moita, Segredos de amor e sangue, Alfragide, Casa das Letras, 2.ª edição, 2014, p. 238.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Exposição "Visitação"














No ano passado, durante o Verão, visitei esta exposição temporária na Igreja de São Roque e que, gostei muito por ser rica em obras de arte e testemunhos, exemplos da ajuda que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem dados aos pobres, através da medicina ou da educação de crianças expostas.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Portas acorrentadas


Portimão

Rua da Adega Cooperativa

Portimão ganhou uma nova rua graças à construção da zona comercial que veio substituir o malogrado Retail Center (e que teve um triste fim). Desta forma desapareceu os vestígios de uma antiga quinta rural. No entanto, a adega cooperativa não ganhou nada com esta mudança urbanística, apenas o nome da rua a perpetuar uma memória que se apagará?? Esperemos que não, mas como se vê, o edifício, alvo de vandalismo continua entaipado e ao abandono. 

Proponho a sua revitalização e musealização para se criar aqui um museu de arte contemporânea que faz falta ao nosso Algarve!








Praça Manuel Teixeira Gomes

Deserta, numa tarde de Inverno...

PORTIMÃO

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Claustro do Mosteiro dos Jerónimos

Destinado essencialmente ao isolamento da comunidade monástica, era um local aprazível e sereno que permitia a oração, a meditação e o recreio dos monges da Ordem de S. Jerónimo.

Projectado por Diogo de Boitaca, que iniciou os trabalhos no começo do século XVI, foi continuado por João de Castilho a partir de 1517 e concluído por Diogo de Torralva entre 1540 e 1541.


Pelo seu valor e simbologia, o claustro do Mosteiro dos Jerónimos representa um dos monumentos mais significativos da arquitectura manuelina.  

De duplo piso abobadado e planta quadrangular, apresenta na sua decoração a originalidade deste estilo, ao conjugar símbolos religiosos (elementos da Paixão de Cristo, entre outros), régios (cruz da Ordem Militar de Cristo, esfera armilar, escudo régio) e elementos naturalistas (cordas e motivos vegetalistas que coabitam com um imaginário ainda medieval, de animais fantásticos).

FONTE: http://www.mosteirojeronimos.pt/pt/index.php?s=white&pid=212

Lisboa em demolição??

Em Julho do ano passado quando passei pelo miradouro de S. Pedro de Alcântara, achei curioso a presença desta máquina, mais alta que os prédios, e que dá a sensação que vai demolir tudo à volta!!!

França

Trilhar pela primeira vez, a França, o velho país literário que se incrusta no nosso espírito desde os anos infantis parece não ser um trecho do Mundo, mas o próprio Mundo concentrado num sonho para quem vive longe e nunca o viu.

CASTRO, Ferreira de, Pequena história de “A Selva”, A Selva, 38.ª edição, Lisboa, Guimarães Editores Ld.a, p. 20.