terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Museu ou armazém?











O novo museu dos Coches é tão frio... parece que estamos num armazém. As peças continuam apertadas e a sinalização é confusa, como visitante perdi-me ao não encontrar a saída. O picadeiro era muito melhor!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sou feliz...

Sou feliz, tanto quanto é comum ser-se feliz. Estou na vida como numa varanda. Vejo na rua passarem as pessoas com as suas tragédias íntimas.Vejo-as nascer e morrer. Nestas terras ácidas a natureza conspira contra nós.

AGUALUSA, José Eduardo, Nação crioula, 6.ª edição, Alfragide, D. Quixote, 2008, p.158.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Pôr-do-sol à beira-mar





Praia de Alvor, Portimão

Ruas de Viana do Alentejo










Guerra

... a guerra é a obra de arte dos militares, o culminar dos seus treinos, a condecoração dourada da sua profissão. são são feitos para brilhar na paz.

ALLENDE, Isabel, A Casa dos Espíritos, Porto, Porto Editora, 2.a edição, 2013, p. 361.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Arte portuguesa tem de tudo!

Temos de tudo, como na botica. Ainda nada, porém, que possa equiparar-se ao esplendor extraordinário e universal que foi o Souza-Cardoso e os mais da sua geração. Chego a olhar Almada Negreiros como se olha, estremunhadamente, um fabuloso bicho de outras eras, chegado, por cataclismo cósmico, a um planeta que o ignora. Mais cedo ou mais tarde terão os nossos "jovens" de constatar que o espírito de técnica a que se apegam todos, abstractos, "surrealistas", neo-realistas, etc. é a mezinha que leva ao academismo de que estamos cheios.

CESARINY, Mário, As Mãos na água, a cabeça no mar, Assírio & Alvim - Porto Editora, 3.ª edição, Porto, 2015, p. 24.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O tempo corre


O tempo corre. Graças a ele, em primeiro lugar, somos seres vivos, o que quer dizer: acusados e julgados. Depois, morremos, e permanecemos ainda alguns anos com aqueles que nos conheceram, mas depressa se produz uma outra mudança: os mortos tornam-se velhos mortos, ninguém mais se lembra deles e desaparecem no nada; só alguns, muito muito raros, deixam os seus nomes nas memórias mas, privados de qualquer testemunha autêntica, de qualquer lembrança real, transformam-se em marionetas... 

KUNDERA, Milan, A Festa da Insignificância, Alfragide, D. Quixote, 2014,p. 36.


Oceanário de Lisboa




















A beleza natural ao pé de nós, na cidade

domingo, 31 de dezembro de 2017

Solidão

... sem ti esta cidade me aparece morta, e eu me sinto intoleravelmente só. Como escreveu o velho Balzac (foi Balzac?): A solidão é óptima, desde que haja alguém com quem possamos conversar sobre isso.

AGUALUSA, José Eduardo, Nação crioula, 6.ª edição, Alfragide, D. Quixote, 2008, p.124.

Ao morrer temos medo do desconhecido

Tal como no momento de vir ao mundo, ao morrer temos medo do desconhecido. Mas o medo é algo interior que não tem nada a ver com a realidade. Morrer é como nascer: uma mudança apenas.

ALLENDE, Isabel, A Casa dos Espíritos, Porto, Porto Editora, 2.a edição, 2013, p. 274.

Viver para viver



“Viver para viver” será apenas isso mesmo? Esse aceitar, igualmente sem interesse nem revolta, uma vida privada, vazia de sentido, no meio de um mundo de violência, cujo sentido escapa àquele repórter?


FONSECA, Manuel da, Reportagem, O vagabundo na cidade, Editorial Caminho, 2001, p.74.

Há muitas formas de estar morto

Há muitas formas de estar morto.
Perder o cheiro, perder o nome, perder a própria vida, mesmo que ainda ocupando um corpo ou uma sombra. Perder o cheiro, perder o nome, perder a própria vida, mesmo que ainda suportando o tempo e o peso do olhar.

 PEIXOTO, José Luís, Galveias, Lisboa, Quetzal, 2014, p. 277.

Morte


Se a morte por mim viesse
Morria com muito gosto
Nasce o Sol, torna a nascer:
Pra mim é sempre sol-posto!...

FONSECA, Manuel da, Aldeia Nova, Lisboa, Caminho, 11.ª edição, 2001, p. 151.


Desenganos

Desenganemo-nos da esperança, porque trai, do amor, porque cansa, da vida, porque farta e não sacia, e até da morte, porque traz mais do que se quer e menos do que se espera.

PESSOA, Fernando, Palavras do Livro do Desassossego, Vila Nova de Famalicão, Edição Libório Manuel Silva, 2013, p. 110.

Cemitério de Estômbar


 

 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

domingo, 24 de dezembro de 2017