A inveja sendo dor de olhos é de olhos que olham ao perto, e não ao longe.
FRANCO, José Eduardo, A Inveja é o vício de Portugal - caminhos para uma nova humanidade segundo o Padre António Vieira, Lisboa, Bertrand Editora, 2026, p. 15.
A inveja sendo dor de olhos é de olhos que olham ao perto, e não ao longe.
FRANCO, José Eduardo, A Inveja é o vício de Portugal - caminhos para uma nova humanidade segundo o Padre António Vieira, Lisboa, Bertrand Editora, 2026, p. 15.
MONTEIRO, Yara Nakahanda, Memórias, aparições, arritmias, Lisboa, Companhia das letras, 2021, p. 57.
MONTEIRO, Yara Nakahanda, Memórias, aparições, arritmias, Lisboa, Companhia das letras, 2021, p. 50.
Atrasada.
Sem GPS, trajecto mais rápido ou hora
Marcada para o amasso.
MONTEIRO, Yara Nakahanda, Memórias, aparições, arritmias, Lisboa, Companhia das letras, 2021, p. 57.
Amador sem coisa amada,
Aprendiz colegial.
Sou amador da existência,
Não chego a profissional.
GEDEÃO, António, Poemas escolhidos, Lisboa, Glaciar, 2022, p. 65
Ama os teus sonhos
Como o teu próximo
ou como os sonhos
do teu próximo
mas se o teu próximo
não tiver sonhos
convém mandar o teu próximo
para muito longe
Donde não te possa
Contamina
VIEIRA, Alice, Olha-me como quem chove, Lisboa, Publicações D. Quixote, 2018, p. 57.
MONTEIRO, Yara Nakahanda, Memórias, aparições, arritmias, Lisboa, Companhia das letras, 2021, p. 50
Eu sou da idade dos homens dos rios das montanhas
Eu sou da idade dos livros das pedras estranhas
eu sou da idade dos sonhos
Eu sou da idade dos versos
sou feito de altos e baixos
Caminhos diversos.
Eu sou da idade das luzes
Das sombras dos pianos
Sou o filho mais novo do Sol
Sou pai dos meus enganos
Sou pássaro praia promessa
O actor e o palco e a peça
Eu sou a exacta incerteza onde o tempo começa.
Eu sou da idade do vento que dava nas velas
Que viram no mar o naufrágio e as coisas mais belas
Eu sou da idade de tudo o que ainda não vi
Por isso eu sou da idade
Da qual me esqueci.
TORDO, Fernando, Não me tapes o caminho em frente, mesmo que não vá dar ao futuro, Lisboa, Editora Guerra e Paz, 2021, p. 36
Ela é linda.
E as pernas dela
Enrolam-se em volta dele
Com mais força
Do que os braços dele
Algum dia se envolveram
Ao meu redor
REINHART, Lili, A arte de mergulhar, Alfragide, Edições Asa, p. 153.
Há 17 anos tinha avó
Há 11 anos tinha pai
Há 7 anos tinha tia
Há 2 anos tinha mãe
Agora tenho casa vazia
Mão fria
Um rosto que tanto sorria
Por ser deles alegria
Procuro abraço
Amparo
Conselho
Algo que me tire deste buraco
Mas nada acho
E assim, angústia disfarço
Desisto
De procurar o dia
Nesta grande noite que arrepia
Não há amor no meu caminho
E a dor não alivia
Resta-me esperar o grande Encontro
Porque mais nada nesta vida me será dado...
CRUZ, Afonso, Paz traz paz, Lisboa, Companhia das Letras, 2019, p. 39.
Sabes que mais?
Tu brilhas
Mais luminosa
Que toda
A luz de estrelas
Que já existiu
Ou que jamais
Existirá.
LOVELACE, Amanda, Aqui a princesa salva-se sozinha, Alfragide, Oficina do Livro, 2019, p. 197.
Não sei amar nos espaços em branco
Muito menos nas entre linhas.
Amo com letra carregada.
MONTEIRO, Yara Nakahanda, Memórias, aparições, arritmias, Lisboa, Companhia das letras, 2021, p. 50.
Trago boca para comer
E olhos para desejar:
Com licença, quero passar,
tenho pressa de viver:
Com licença! Com licença!
Que a vida é água a correr.
Venho do fundo do tempo;
Não tenho tempo a perder.
(...)
GEDEÃO, António, Poemas escolhidos, Lisboa, Glaciar, 2022, p. 34.
TAVARES, Gonçalo M., Biblioteca,Porto, Campo das Letras, 2004, p. 144.