quarta-feira, 1 de julho de 2026

Do naturalismo à modernidade

A mulher e os galgos, de Lino António

Camponesa bretã, de José Júlio de Sousa Pinto


O albúm, de Silva Porto


A sesta dos ceifeiros, de José Malhoa


Marinha, de João Vaz

Exposição  'Uma coleção a dois tempos'
Museu de Arte Contemporânea Armando Martins

Marcha da Baronia


 Évora, 13 de Junho de 2026

Haja animação!!!

 


Quinta do Bill

Feira de São João de Évora

Coração

Tenho o coração

afogado em saudades

Esperando endurecer na solidão!

Para sobreviver ao amor não

Tenho de fazer uma nova habituação

Eu que cresci no amor dos verdades

Todo o carinho que tenho para dar é em vão

Porque quando procuro a felicidade, a resposta é sempre não...

E os que amo de coração

Já cá não estão...


Xpto

domingo, 28 de junho de 2026

Aqui nasceu Carlos Botelho



 Avenida da Liberdade





Carlos António Teixeira Basto Nunes Botelho
Carlos Botelho
Nasceu: 18 de setembro de 1899; Lisboa, Portugal  
Morreu: 18 de agosto de 1982
Movimento Artístico: Expressionismo, Modernismo

Carlos António Teixeira Basto Nunes Botelho (Lisboa, 18 de Setembro de 1899 — Lisboa, 18 de Agosto de 1982), foi um pintor, ilustrador e caricaturista português .

A sua atividade desenvolveu-se ao longo de um período dilatado do século XX e repartiu-se por uma multiplicidade de atividades. Nos anos de 1920 Botelho foi um dos pioneiros da banda desenhada nacional, trabalhou em artes gráficas e no desenho de humor; na década seguinte pertenceu à equipa de decoradores do SPN, o que lhe deu oportunidade para viajar e tomar contacto com a dinâmica artistica do seu tempo. A partir dessa altura desenvolveu uma obra plástica autónoma que o destaca como uma das figuras maiores da 2ª geração de pintores modernistas portugueses .

A paisagem urbana ocupa um lugar central na sua obra. Na etapa inicial, marcada por um pendor declaradamente expressionista, pinta cidades, retratos, narrativas. Tema recorrente desde a primeira hora, a sua cidade natal irá afirmar-se como tema central, acompanhando a evolução do seu modo de pensar e fazer. Será Lisboa a protagonista do apaziguamento expressivo e acentuação poética da década de 1940; será Lisboa a servir de mote às experiências abstratizantes dos anos de 1950; e será Lisboa a ocupá-lo, quase em exclusivo, nas décadas finais.

Filho único de pais músicos, foi a música que dominou a infância de Carlos Botelho. Inicia a aprendizagem do violino – instrumento que o irá acompanhar por toda a vida –, pouco antes da morte do pai, em 1910. Nesse mesmo ano ingressa no Liceu Pedro Nunes, onde faz amizade com Bento de Jesus Caraça e Dias Amado. Realiza experiências plásticas autónomas em atividades extracurriculares e é no próprio liceu que faz a sua primeira exposição individual (1918).

Em 1919 inscreve-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde é aluno de Ernesto Condeixa. Abandona a Escola após pouco mais de um ano, desiludido com o teor académico e pouco estimulante do ensino, terminando aí a sua formação convencional. Tal como Mário Eloy e Bernardo Marques, seus companheiros de geração, Botelho será um artista eminentemente autodidata .

Em 1924 emprega-se numa fábrica de cerâmica, mas depois de alguns êxitos em concursos de cartazes, a partir de 1926 dedica-se exclusivamente às artes gráficas, ilustração, desenho de humor e Banda Desenhada. Entre 1926 e 1929 faz com regularidade páginas de BD para o semanário infantil ABC-zinho; e em 1928 inicia a página humorística Ecos da Semana, no semanário Sempre Fixe, colaboração que mantém, ininterruptamente, durante mais de 22 anos (ao longo do tempo Botelho colaborou em muitas outras publicações periódicas, entre as quais O Domingo Ilustrado[6], Ilustração[7], Portugal Colonial[8], Diário de Lisboa[9], Diário de Notícias[9], etc.)

Em 1929 Botelho é um humorista reconhecido. Nesse ano parte pela primeira vez para Paris, onde frequenta as Academias Livres Grande Chaumière e Colarossi; durante a estadia faz uma breve visita a Londres. Essa saída de Portugal será determinante para a sua opção definitiva pela pintura e, imediatamente após o regresso, veremos os primeiros sinais de mudança: "Data de 1929 o primeiro quadro de Lisboa de Botelho: uma vista do Zimbório da Basílica da Estrela, construída geometricamente, com uma matéria densa […], usando uma pasta expressiva" .

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Botelho 


Rei sem cavalo não é rei


Sala do Reposteiro do Palácio de Mafra

Exposição temporária de arte contemporânea









MACAM

Abraço na solidão

Porque me abraças?

Tu não queres amarras

E eu tenho de matar as esperanças

E assim não sou capaz...


Seremos sempre diferentes

Eu gosto de ti

E tu gostas de todas

Não temos culpa destes sentimentos


Vamos para a frente

Cada um na sua luta

Tu ensinaste-me muito

Mas eu preciso de aprender mais


Vamos ser felizes

Conforme as nossas sementes

Tu vais amar a liberdade

E eu vou continuar a sonhar,

no meio da dura realidade

Que alguém vai-me amar


Tive muito amor filial

Agora não tenho amor nem amparo...

Só me resta o passado

e sofrer ansiosa pelo futuro

Neste presente 

Que parece não ir para a frente...


Xpto