sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Pairas em mim como folha em vento sólido provocando o chão

 MONTEIRO, Yara Nakahanda, Memórias, aparições, arritmias, Lisboa, Companhia das letras, 2021, p. 57.

Sou maluca em todos os meus heterónimos

 MONTEIRO, Yara Nakahanda, Memórias, aparições, arritmias, Lisboa, Companhia das letras, 2021, p. 50.

Rio Mondego


 Coimbra

Diferentes ângulos do claustro




 Palácio Real de Mafra

Capela de Santo António



 Bragança

Reflexos


 Peniche

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Atrasada.

Atrasada.

Sem GPS, trajecto mais rápido ou hora

Marcada para o amasso.


MONTEIRO, Yara Nakahanda, Memórias, aparições, arritmias, Lisboa, Companhia das letras, 2021, p. 57.

Amador sem coisa amada


Amador sem coisa amada,

Aprendiz colegial.

Sou amador da existência,

Não chego a profissional.


GEDEÃO, António, Poemas escolhidos, Lisboa, Glaciar, 2022, p. 65

Amo-me


 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Qual é a peça mais bonita neste museu?


 Museu Medeiros e Almeida

Baía de Lagos


 Com Portimão ao fundo

Borboleta luminosa


 Noitada de Portimão

Ama os teus sonhos

Ama os teus sonhos

Como o teu próximo 


ou como os sonhos

do teu próximo 


mas se o teu próximo 

não tiver sonhos 

convém mandar o teu próximo

para muito longe


Donde não te possa 

Contamina



VIEIRA, Alice, Olha-me como quem chove, Lisboa, Publicações D. Quixote, 2018, p. 57.

Procuro revisor para corrigir os erros da minha vida. Profissional idóneo e célere.

MONTEIRO, Yara Nakahanda, Memórias, aparições, arritmias, Lisboa, Companhia das letras, 2021, p. 50

Borboletas parietais


 Palácio Real de Mafra

Fantasmas de cor

Os Fantasmas

Exposição temporária 'Anjos do Apocalipse' de Graça Morais
CENTRO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE BRAGANÇA

Eu sou

 Eu sou da idade dos homens dos rios das montanhas 

Eu sou da idade dos livros das pedras estranhas 

eu sou da idade dos sonhos 

Eu sou da idade dos versos

sou feito de altos e baixos 

Caminhos diversos. 


Eu sou da idade das luzes

Das sombras dos pianos

Sou o filho mais novo do Sol

Sou pai dos meus enganos

Sou pássaro praia promessa 

O actor e o palco e a peça

Eu sou a exacta incerteza onde o tempo começa. 


Eu sou da idade do vento que dava nas velas

Que viram no mar o naufrágio e as coisas mais belas

Eu sou da idade de tudo o que ainda não vi

Por isso eu sou da idade

Da qual me esqueci.



TORDO, Fernando, Não me tapes o caminho em frente, mesmo que não vá dar ao futuro, Lisboa, Editora Guerra e Paz, 2021, p. 36

Ela é linda

Ela é linda.


E as pernas dela

Enrolam-se em volta dele

Com mais força 


Do que os braços dele 

Algum dia se envolveram

Ao meu redor



REINHART, Lili, A arte de mergulhar, Alfragide, Edições Asa, p. 153.

Porque não gosto do meu aniversário

Há 17 anos tinha avó

Há 11 anos tinha pai

Há 7 anos tinha tia

Há 2 anos tinha mãe


Agora tenho casa vazia

Mão fria

Um rosto que tanto sorria

Por ser deles alegria


Procuro abraço

Amparo

Conselho

Algo que me tire deste buraco


Mas nada acho

E assim, angústia disfarço

Desisto

De procurar o dia

Nesta grande noite que arrepia

Não há amor no meu caminho

E a dor não alivia

Resta-me esperar o grande Encontro

Porque mais nada nesta vida me será dado...

Crepúsculo na barragem


 Praia fluvial de Mourão - Grande Lago de Alqueva


 

No Alentejo há muitos gatos






 Évora e Portel

A cabra não é cega


 Exposição da Fundação Serralves 'O Exercício da Liberdade' no Museu Leopoldo de Almeida, Caldas da Rainha

O futuro é um animal muito desobediente

 CRUZ, Afonso, Paz traz paz, Lisboa, Companhia das Letras, 2019, p. 39.

Tu brilhas!!!

Sabes que mais?

Tu brilhas

Mais luminosa

Que toda

A luz de estrelas 

Que já existiu

Ou que jamais 

Existirá.


 LOVELACE, Amanda, Aqui a princesa salva-se sozinha, Alfragide, Oficina do Livro, 2019, p. 197.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Não sei amar nos espaços em branco

Não sei amar nos espaços em branco

Muito menos nas entre     linhas.

Amo com letra carregada.


MONTEIRO, Yara Nakahanda, Memórias, aparições, arritmias, Lisboa, Companhia das letras, 2021, p. 50.

Castelo de Bragança


 

A vida é água a correr

Trago boca para comer

E olhos para desejar:

Com licença, quero passar,

tenho pressa de viver:

Com licença! Com licença!

Que a vida é água a correr.

Venho do fundo do tempo;

Não tenho tempo a perder.

(...)

GEDEÃO, António, Poemas escolhidos, Lisboa, Glaciar, 2022, p. 34.

Por maior altura que tenhas começas sempre nos pés


 TAVARES, Gonçalo M., Biblioteca,Porto, Campo das Letras, 2004, p. 144.


sábado, 10 de outubro de 2026

Museu Maria Fernanda Toscano Rico














 Portel homenageia assim a sua artista no antigo hospital da Santa Casa da Misericórdia

Cisne negro


- Parque D. Carlos I -

Caldas da Rainha

Tectos pintados






Museu Medeiros e Almeida

Portas novas




Na Aldeia da Luz todas as portas eram iguais... Felizmente, passados 25 anos os seus moradores foram dando o seu cunho pessoal

Renasci do lado do abraço

Renasci do lado do abraço 

Que demos

No olhar que lemos

Em cada bússola 

Quer nos levou ao mar...


Prontos a gostar....

Se cada um gostar.


Virados a sul

Chegámos ao Porto

Onde tudo

É ainda cedo...

Num corpo a corpo

onde me levas

e eu me excedo...


embarcado em ti

numa viagem

onde em mim te aprendi.


ANTUNES, Fernando Machado, ... como quem lisboandando, Lisboa,  Guerra e Paz Editores, 2022,  p. 42.