quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Há quem leve a vida inteira à procura da felicidade, sem nunca questionar o que isso significa

TAVARES, António, A arte pendular do baloiço, Alfragide, D. Quixote,2026, p. 105.

Túmulo da Santa que nunca quis ser Rainha











 Túmulo da Princesa Santa Joana - Aveiro

Finais de Verão

O anoitecer acolheu-me

Tão suave como veludo, tão pesaroso

Como o sofrimento. 


Já não recotdo a que sabe o amor,

já não recordo a incandescência dos campos,

tudo procura desvanecer-se

Para só a mim dar repouso.


Penso nele e desejo-o,

Mas entre o chegar e o dar, a estranheza,

Como se viesse de um país distante, 

apenas sei o que ne cativa.


O anoitecer acolheu-me 

tão suave como veludo, tão pesaroso 

como o sofrimento.


E em nenhuma parte se aquieta a indignação 

para alcançar uma  nova alegria e tristeza.


E tudo o que outrora me chamava,

todo o passado, tão claro e tão profundo 

já não me pode subjugar.


Conheço águas vastas e remotas,

Conheço uma flor que nada nomeia

O que me destruirá então?


O anoitecer acolheu-me 

tão suave como veludo, tão pesaroso 

como o sofrimento.


ARENDT, Hannah, Poemas, s.l., Sr. Teste Edições, 2020, p. 15


domingo, 27 de setembro de 2026

Aos domingos as ruas estão desertas

... e parecem mais largas.

Ausentaram-se os homens à procura

De outros novos cansaços que os descansem.

(...)


GEDEÃO, António, Poemas escolhidos, Lisboa, Glaciar, 2022, p. 151.

sábado, 26 de setembro de 2026

Eu sou de onde estou

 MONTEIRO, Yara Nakahanda, Memórias, aparições, arritmias, Lisboa, Companhia das letras, 2021, p. 24.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

3 vontades

 Se existem três vontades, uma é a preguiça. Das duas sobreviventes uma hesita e hesitando-se atrasa-se, deixando de ser vontade, passando pois a ser intenção: operação de fingir o avanço, mantendo-se afinal imóvel ou mesmo recuando.

TAVARES, Gonçalo M., Biblioteca,Porto, Campo das Letras, 2004, p. 157.

Portugal pela Paz


 Primeira caminhada eborense

terça-feira, 22 de setembro de 2026

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Cega e surda... que é a vida

Cega e surda, impenetrável,

Lateja, na treva urdida,

Essa coisa inevitável

Que é a vida.

GEDEÃO, António, Poemas escolhidos, Lisboa, Glaciar, 2022, p. 17.