domingo, 24 de maio de 2026
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
terça-feira, 14 de outubro de 2025
terça-feira, 11 de março de 2025
Tristeza dentro de mim
Tenho uma grande tristeza dentro de mim
Parece que nunca saberei o significado do sim
O meu corpo é Caim
Quando chegará o meu fim?
domingo, 26 de janeiro de 2025
segunda-feira, 14 de outubro de 2024
sábado, 30 de dezembro de 2023
2023 a acabar
Mais um ano está a chegar ao fim e, mais uma vez, tantos sonhos que tenho para cumprir não consegui. A vida vai-se passando e os dias vão sendo frustrantes ao pensar nestes falhanço por não conseguir descobrir o amor, um trabalho adequado às minhas habilitações ou coisas simples como sair com amigos e estar com família... disfarço estes pensamentos com o velho método de sempre - fugindo de mim mesma, através dos meus passeios e pequenas explorações pelo país.
Este ano a família cresceu, tenho uma Margarida rechonchuda com 4 meses para me animar.
Todavia ainda o que me custou mais neste ano foram os 364 dias de oportunidades perdidas, a desilusão de uma aventura transformar-se em deserto dói muito e não consigo compreender porquê, tanto silêncio... só desencontros não é justificação- acho que não ofendi o meu orientador por isso só me resta julgar que me chumbaram o acesso ao nirvana.
Por isso o próximo projecto é tentar esquecer o que aprendi, voltar a ser a menina certinha de sempre - que tristeza- e continuar à procura do verdadeiro amor para me dar o alimento que desejo, libertando-me do diabinho querido que aparentemente deseja ser esquecido. Vai ser difícil, reconheço mas tenho de evitar mutilar o meu coração...
Ele que me excita e me acalma, ignora-me e eu tenho de fazer o mesmo...
Este ano a minha saúde exigiu uma viragem completa, na medida em que, estive um mês de baixa devido a uma operação surpresa e antes de ir para o hospital pedi-lhe um beijo especial, e nada... (lá volto eu ao mesmo de sempre) todavia, este sentimento forte fez-me pensar o que vou fazer da vida, o que fazer quando gostas de alguém que te ajuda a acalmar mas que é como tu - que adora a sua independência- ai de mim, que estando acamada e prestes a entrar no bloco só me lembrava do seu olhar, como forma de relaxar antes de ir à faca - o que fez pensar em sofrimento e morte...
Resumindo, o pior deste ano, não estar com a minha melhor amiga, perder um mês por motivos de saúde, descobrir que atração não te dá solução.
Mentira, estupidez e cinismo são o dominante no meu serviço e lá rezo para sobreviver a um clima horrível num sítio onde só o edifício é belo.
Mudar de trabalho não foi um objectivo cumprido a acrescentar ao facto de não ser feliz ao amor não tornou o ano tão positivo como desejara... mas pronto vai-se vivendo como dizem os velhos lol
O ano de 2022 é que foi mesmo bom, 2023 foi mais continuação na afirmação pessoal mas sem tanta energia e reduzida animação.
segunda-feira, 30 de outubro de 2023
Operação em 40 anos
Neste mês tive a experiência que não gostaria - sofri uma operação cirúrgica - mas necessária a bem da saúde. Por circunstâncias da vida, repeti esta experiência passados exactamente quatro décadas, porque fui operada em criança, aos 7 anos.
E assim me apercebi das diferenças na Saúde portuguesa e na forma como esta evoluiu. Apesar de ter sido operada nas 2 vezes em Portimão, conheci dois mundos - o funcionamento de um hospital público e de um privado.
Na minha terra era inconcebível existir um hospital privado há 40 anos atrás...
Eu vivi a diferença em situações, como:
Pagar a operação
A cama deixou de ser de ferro para ser ser elevatória
A operação
Anestesia deixou de ser com máscara de gás não sendo necessário contar do 100 para trás
tanta preparação para desinfecção
Toda despida para a maca, em criança levei a minha camisa de dormir e casaco, lembro-me de ter uma manta
Furinhos em vez de corte total para mim foi o melhor de tudo pois assim livrei-me logo do ambiente hospitalar enquanto em criança estive uns três dias hospitalizada...
O quarto era partilhado e não tinha casa de banho
Televisão no quarto? Impensável
E aqui fica uma reflexão na própria pessoa de como afinal, alguma coisa vai melhorando no nosso país. Experiência positiva foi o que sofri, apesar de pouco desejável.
O pior da experiência foi o pós operatório, os efeitos secundários da anestesia deram cabo de mim... e agora é recuperar! E ver me livre destes pensamentos tristes que me invadem pois fechada em casa por exigência de repouso custam-me, estar isolada sem ver ninguém entristece qualquer um...
sábado, 7 de janeiro de 2023
E mais um ano se passou
Idas à praia? Certamente 32 entre caminhadas e toalha estendida na areia, a melhor vitamina enegértica que podemos ter ;)
O facto de me sentir solitária obrigou-me a olhar mais para mim, aprendi a valorizar-me e com isso surgiu a vaidade, exemplo disso foram as minhas quase 30 idas à cabeleireira e pela primeira vez na vida fiz pedicure um e dei me ao privilégio de também fazer manicure. Para isso, tive a melhor desculpa de todas - um casamento em família. Perdi a conta da última vez que vi o dar um nó mas esta que fui foi tão bonita e inspiradora !! O amor é lindo!! Apesar de não querer nada comiga, por mais que teime, continuo a não ter muita sorte neste campo, daí a minha distração em pequenas aventuras, como viagens, experiências culturais, ou até desporto!
Assistir a concertos? Também, claro ao assistir a 22, todos de rua menos os 4 no teatro Garcia de Resende.
Também viajei de comboio, tanto em Portugal como no estrangeiro melhor transporte para ir à praia ou passar a fronteira não há. Contudo, a minha pegada ecológica não é perfeita pois de autocarro há sempre mais opções.
A normalidade pré covid voltou e finalmente deixei de usar máscara, só ganhando coragem após a 4.a dose. Assim, voltei a peregrinar a Fátima, para receber forças espirituais e voltaram as procissões, participando numa em Portimão, coisa rara na minha vida de algarvia.
Vou só e bem acompanhada lol a todo o lado cinema- 8 vezes, a espectáculos de comédia (2); comer fora sozinha (20) - algo que me assustava tanto há um tempo atrás. Até portei-me mal, mas só uma vez ah ah, ao ir beber café na esplanada no horário de serviço, inconcebível, para alguém tão certinha como eu !! Rebeldia no serviço faz bem, por vezes, uma vez que os malandros e bons graxistas são eternamente valorizados aos olhos do patrão, ao contrário de quem verdadeiramente trabalha!!
Bom, mas voltemos a experiências mais alegres! Fui com a família a uma festa de música a Carvoeiro e aí descobri o prazer de beber lol batendo os recordes este ano: 3 imperiais e 6 sangrias lol - passo-me por sangria, seja branca ou tinta tudo marcha! Algo inconcebível para mim até então - tudo isto pela minha ânsia de inovar e mudar algo na minha vida ;) estas experiências fiz o mais socialmente possível nas minhas idas a feiras como a de São João, Medieval e Cerveja, todas em Évora. Também provei vinhaça no aniversário do meu irmão mais velho, que também me desencaminhou para o hidromel!
Assisti igualmente a espectáculos de bailado (5) e outros mais tradicionais como o dos Bonecos de Santo Aleixo, participei em caminhadas organizadas e solidárias (3). Também tinha de conhecer novos museus, certamente, visitando 4 exposições e 6 museus. Voltei a repetir a minha escapadela cultural, ao dormir num hotel numa cidade desconhecida - Guarda foi desta vez o meu fim-de-semana de aventura de eleição! Descobri pela primeira vez que na minha cidade há torneiro medieval e lá fui ver pois inovar é a minha palavra de ordem!
E inovar o mais possível - fiz reiki, pilates, massagens pela primeira vez. Voltei a participar em jantares de Natal, por o covid ter-nos proibido isso; visitei feiras de Natal, mais no estrangeiro (6) especificamente em 4 dois países - Luxemburgo e França.
Viajar? Adoro, até fora de portas - Luxemburgo, França, Bélgica e Alemanha, neste último senti-me uma autêntica aventureira pois fi-lo sem saber a língua e completamente sozinha, mas nunca me perdi ;d
Conhecer ainda mais o meu país? Dizer que cada vez o adoro mais responde à questão certamente, Vila Franca de Xira, Montemor o Novo, Setúbal vistos em Dezembro último. Também no início do Verão andei a explorar o meu Algarve de autocarro e a pé, como gosto, por ser bom para o ambiente e a melhora forma de conhecer qualquer localidade - assim visitei Sagres como o não o fazia desde a infância e fiquei a conhecer todos os recantos da sua fortaleza! Monchique, sempre linda no meio da serra, aventurando-me como nunca o fizera ao subir ao cerro do seu convento abandonado; No entanto, fui muito bem recebida pelo seu morador/cuidador mais os seus gatos e galinhas. Armação de Pêra, a extensão da sua bela praia a qual tive a sorte de percorrer por estar a maré baixa, faltando-me energia para conseguir chegar aos Salgados pois a curiosidade de percorrer as ruas do interior desta vila era maior! Passear nas minhas praias de eleição como a Rocha, Vau e Meia Praia, além de me sentir uma autêntica Jane no meio da selva ao brincar no Zoomarine foi uma maravilha de férias, especialmente por ter testado a minha coragem adormecida ao subir sozinha à roda gigante lol, mesmo agarradinha (consegui fazer as 3 voltas da praxe) à cadeirinha!!
No Inverno visitei Arraiolos, Portel, Alcobaça, Dino Parque e Buda Eden
Dar de caras com o amor verdadeiro? Ainda não mas o desespero obriga-me a aceitar desconhecidos nas redes sociais, algo considerado inimaginável por mim até agora... e no entanto, não gosto de nada do que aparece...
Ser reconhecida no trabalho? Foi mais um ano de ilusão, e que tomou uma grande dimensão... no início do ano estava frágil, o que facilitou o ataque das cobras venenosas e no final de Fevereiro caí numa espiral de tristeza porque ansiei com todo o meu ser a felicidade e conseguir um companheiro que me amasse. Desejar não significa conseguir e sofri muito ao ver à minha volta ignorância, desilusão, inveja e muita estupidez humana. A solidão atacou-me fortemente, eu que tudo fazia para a afugentar...
Por isso quis inovar fui a um jogo de futebol, fiz reiki - onde descobri que tenho os chacras bem alinhados mas uma mágoa do passado que me aprisiona...
Alguns meses depois a minha autoconfiança aparece pela primeira vez lol, caminhar e começar a correr, alcançar um ano de Tai chi abriu a minha mente e a forma como encaro a vida - eu sou todo um poço de energia - e conseguir emagrecer foi a cereja no topo do bolo para me sentir uma top model lol voltando a destapar o meu corpo, exibindo sensualidade até então esquecida... e isso contribuiu para um maravilhoso verão! O que despertou invejas aos meus belos vestidos lol
Encantei-me por um caranguejo e tudo o que ele me deu até hoje parece um sonho, apesar de ter um ritmo tão diferente do que desejo. Com ele, ganhei uma nova visão de vida e adorei ganhar uma liberdade inatingível...
E assim o meu sorriso surge no meu rosto para todos os visitantes -simpatia e atenção são a minha palavra de ordem, por maior que seja o cansaço... e até antipatias!
Nasceu assim uma borboleta que viveu anos numa crisálida - sendo feliz à sua maneira. Contudo esta liberdade não me trouxe rosas, ainda tenho amarras ao meu redor... primeiro da família que amo e não compreende a minha mudança, exigindo-me continuidade porque isso nunca os afectou, depois no trabalho, sendo oprimida pelo chefe, que só ouve mentiras, estando cego ao recusar ver a minha dedicação e virtudes, aceitando facilmente as minhas falhas enaltecidas pelos considerados perfeitos - como se eu não fosse humana como todos... Este foi um ano de decepção profissional, receber chapadas na cara fez-me ver que a mudança tem de ser total... fazê-lo a nível interior não é suficiente, por isso, sinto que o ano que se segue vai ser exigente porque não ser reconhecida nem, minimamente, valorizada tantos anos depois satura!
Resumindo, 2022 foi um ano de crescimento, amadurecimento após muita instrospeção, que acabou por ser de coragem, loucura total através de mais acção e menos indecisão, explorei novos mundos e aos poucos fui-me descobrindo mais... Isso exigiu muitas horas sem dormir, muito trabalho e alguns problemas de saúde, que felizmente, rapidamente passaram, apesar de toda a minha angústia. E agora, estou a adorar esta transformação. Nunca o conseguiria fazer sozinha, sem um bom empurrão ;) ainda bem que recuperei da tristeza e desilusão... custou-me muito ser rejeitada após um simples convite para beber café com alguém que gostava...
Desejo um bom emprego, um bom namorado e filhos, talvez. Será pedir muito? Será em 2023???
Vou dar prioridade à família, o nosso porto seguro. Todavia, o início de 2023 não começou como desejava graças a chefes egoístas e falsos, que tudo fizeram para me afastar dos que amo... Quando se vive em solidão pensa-se que se safa da maldade humana, no entanto, isso é impossível por estar em todo o lado, mesmo onde menos se espera...
E assim continuo a viver um dia de cada vez, lamentando que cada dia que passa é uma oportunidade perdida de atingir o clímax da felicidade...
O que acham da minha vida normal, é super banal, não é? Um bom ano para todos!
sábado, 31 de dezembro de 2022
domingo, 16 de outubro de 2022
sexta-feira, 14 de outubro de 2022
quinta-feira, 25 de agosto de 2022
sexta-feira, 3 de junho de 2022
terça-feira, 15 de março de 2022
domingo, 27 de fevereiro de 2022
sábado, 1 de janeiro de 2022
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
Retrospectiva vs expectativa
2021 pode ter sido mais um ano para muitos, mas em tempos de pandemia, estes dias não foram de todo comuns...
Em retrospectiva, e após 108 dias que estive em lay off, fechada em casa devido ao confinamento obrigatório exigido pelo estado de calamidade no início de 2021, posso dizer que, mais uma vez tive medo do futuro (tudo se repetiu como em 2020, apesar da esperançosa vacina que se inventou mas que não se produziu tão rapidamente como todos gostaríamos).
O que teve de positivo o segundo confinamento foi o facto de ter conseguido fugir para a casa da minha mãe e assim dedicar-me a outras actividades além da limpeza e organização da casa, como anteriormente. Desta vez fui salva pelo quintal, na medida em que, conseguia "fugir" para a rua! Podia estar limitada a este espaço, mas só o poder fazer jardinagem e apanhar sol fez me tão bem! Também em Portimão conseguia ver mais pessoas do que em Évora, há sempre mais movimento nesta cidade. Podemos nos cingir a fazer adeus aos vizinhos mas ver que há vida a passar por nós não tem palavras...
Também aprendi a relaxar pela música porque dediquei me a ouvir a coleção de cds do meu querido pai. Música clássica ajuda depois de ouvir aviões militares e ambulâncias a passar com doentes covid, vindos de outros pontos do país - tantas urgências a abarrotar, meu Deus...
Se os negacionistas que existem neste mundo não fossem egoístas viam com olhos de gente este caos hospitalar. Este ano a minha família ficou mais pobre devido à morte da minha prima Ani, uma de muitos que a imprensa não fala e que tantos ignoram, ela esteve 9 meses sem receber tratamento oncológica por estar tudo focado a combater a pandemia! Nem a ministra da saúde teve coragem de admitir este desprezo pelos doentes ditos normais...
Mas por magia, no segundo semestre libertei-me um pouco desses medos e ganhei uma ânsia por liberdade, como até agora nunca tinha conhecido na minha vida. Sentimento desenscadeado também por um desconhecido, que surgiu como um furacão, abalando a minha rotina de uma maneira inimaginável. Há quem nos ajude mesmo sem o saber. Ao conhecer alguém irreverente, despreocupado e aventureiro tentei transformar-me um pouco assim. Talvez tivesse tido mais forças na minha metamorfose se tivesse ganho um amigo mais presente mas nem tudo pode ser como sonhámos. Provavelmente, a culpa é o demasiado virtual que desvirtua o destino... Todavia, coloquei alguns medos atrás das costas e caminhar ajudou-me a relaxar e sentir um pouco aquela adrenalina da aventura. Primeiro, na ponte suspensa nos passadiços do Paiva e depois a sair à noite nas silenciosas ruas de Évora.
Apreciei a natureza com outros olhos, alarguei o meu horizonte musical em vários concertos, voltei a ser mais activa ao praticar ginástica de grupo (coisa que não fazia há mais de dez anos) e consegui gozar tranquilamente o sol e a beleza do mar. Estar junta com a família e retomar o contacto com uma grande amiga deu-me grande felicidade, assim como apreciar museus, monumentos ou espectáculos de teatro. O mês de Agosto foi o meu êxtase, ao retomar as minhas escapadelas culturais, como adoro explorar sozinha cidades pela primeira vez! Leiria é linda!!! Quando aumentam os casos covid, não fui para longe, percorri o lindo Alentejo - Estremoz e Elvas são belos locais para passar o dia! Assim como o meu Algarve - Lagos e Faro, foram a minha opção!
Pode parecer loucura mas gostei da assistir a concertos sentada - à excepção dos Resistência, que não foi a mesma coisa, mas só o facto de conseguir ver sempre o palco foi uma enorme vantagem para uma baixinha como eu!
Um outro à parte que quero partilhar é sobre o meu trabalho. Ao melhorar a pandemia e, aumentar número de pessoas em espaços fechados, consegui atender público menos nervoso, continuando a qualidade no respectivo atendimento. E receber uma andorinha bebé de um francês no verão foi a cereja no topo do bolo, não é todos os dias que ganhamos vida!
Ah e o Natal foi maravilhoso este ano por a família se reunir, algo que não acontecia há muito. Tive foi de fazer o sacrifício de um auto-teste...
Resumindo, 2021 não foi mau de todo ao regressar à vida: fiz 581 kms contabilizados, fui 30 vezes à praia, assisti a 21 concertos, visitei 15 museus, li cerca de 80 livros. Normalizei a vida 😉
Só faltou uma coisa, encontrar o verdadeiro amor, será que é em 2022 que vou finalmente superar este desafio? Tenho de racionalizar menos e viver mais. Esta é a minha expectativa, saúde e felicidade (e que a fé esteja sempre presente no meu coração) 😃











