sexta-feira, 15 de março de 2019

Rinoceronte do Zoo


Os rinocerontes são grandes mamíferos perissodáctilos (com dedos ímpares) da família Rhinocerontidae, que ocorrem na África e na Ásia. Atualmente, existem cinco espécies distribuídas em quatro géneros. Duas ocorrem na África, o rinoceronte-branco (Ceratotherium simum) e o rinoceronte-negro (Diceros bicornis); e três ocorrem na Ásia, o rinoceronte-de-sumatra (Dicerorhinus sumatrensis), o rinoceronte-de-java (Rhinoceros sondaicus) e o rinoceronte-indiano (Rhinoceros unicornis). 
Vivem geralmente isolados, em savanas ou florestas onde possam encontrar água diariamente. São especialmente protegidos na África, por fazerem parte do grupo dos cinco grandes mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem, sendo então uma das grandes atracções turísticas do continente. Contudo, a caça furtiva continua afectando as populações de rinocerontes. 

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 14 de março de 2019

N. Sra da Saúde

Tradicionalmente invocada pelos doentes (como afirma o Padre António Vieira no seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus: «Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde [...]»), é-lhe atribuída a intervenção miraculosa que levou ao fim de vários surtos de peste ocorridos em Portugal. Em sua honra, nas povoações libertas do flagelo, foram-lhe erigidas igrejas ou dedicadas velhas capelas preexistentes. 

 A imagem protectora foi depositada na Igreja do Colégio de Jesus, tendo mais tarde sido transferida, em 1662, para a pequena Capela de Nossa Senhora da Saúde e de São Sebastião da Mouraria, na freguesia de Santa Justa, próxima ao Rossio, em Lisboa. A sua procissão é amplamente concorrida todos os anos. 

Um novo surto da doença, em 1599, tornou mais visível a devoção pela Senhora da Saúde. A pestilência era tão intensa que muitas pessoas fugiam da capital para os arredores, em busca de ares mais saudáveis. Foi nesse contexto que, por exemplo, nasceu a devoção à Senhora da Saúde na povoação de Montemor, em Loures, onde logo foi erguida uma capela à santa (Capela de Nossa Senhora da Saúde de Montemor). 

Do mesmo modo, também nessa altura, em Sacavém, nos arredores da capital, foi encontrada uma imagem de Maria com o Menino nos braços que, invocada como Nossa Senhora da Saúde, se diz ter feito cessar a peste; a imagem foi depositada na Capela de Santo André aí existente, passando a ser todos os anos magnificamente celebrada com uma grandiosa procissão no primeiro fim-de-semana de Setembro. Em Vila Fresca de Azeitão (Concelho de Setúbal) também se venera Nossa Senhora da Saúde e se realiza uma Procissão integrada na Festa dedicada a Nossa Senhora da Saúde. Esta festa realiza-se anualmente no fim de semana mais próximo do dia 8 de Setembro e realiza-se desde 1723 na sequência de uma peste que ameaçou aquela região no Verão de 1723. 

Em Évora celebrou-se o seu culto na procissão de 8 de Setembro após a suspensão da mesma por mais de 30 anos. Relembro aqui esta cerimónia bem emotiva do ano passado.

Fonte: Wikipédia.

terça-feira, 12 de março de 2019

Ribeira de Barcarena



A ribeira de Barcarena é um curso de água português que nasce a 310 m de altitude, na serra da Carregueira, no concelho de Sintra, a sul da povoação de Almornos (Almargem do Bispo) numa área de caraterísticas rurais. 

A jusante de Abelheira a ribeira passa a estar ladeada por edificações, atravessando a cidade de Agualva-Cacém onde toma o nome de "Ribeira das Jardas" ou "da Jarda". 

Mais a jusante, já no concelho de Oeiras, toma o nome de "Ribeira dos Ossos", desaguando na praia de Caxias. 

Este curso demarcava, desde o século XII, os limites administrativos e paroquiais na região, pertencendo Agualva e outros lugares da margem esquerda da ribeira ao termo de Lisboa e à freguesia de Belas, enquanto Cacém, São Marcos e demais lugares da margem direita estavam integrados no termo de Sintra e faziam parte da freguesia de rio de Mouro. 

Num passado mais recente, a Vila do Cacém era conhecida pelas suas quintas e pelas suas águas límpidas, que corriam na Ribeira das Jardas e que de acordo com documentos da época terá sido a origem do nome Agualva (do latim Aqua Alba). 

Depois de ter estado encanada durante muitos anos, na actualidade a ribeira atravessa novamente despoluída e a céu aberto a cidade de Agualva-Cacém, desenvolvendo-se nas suas margens o Parque Linear da Ribeira das Jardas.

Fonte: Wikipédia.

domingo, 10 de março de 2019

Decisão

Os juízos desligam sempre uma pessoa da vida. Pensar se se deve fazer isto ou aquilo ou ir daqui para ali provoca grande desassossego. A resposta correcta está no nosso interior, mas para a ouvirmos é necessário o silêncio, a calma, a paralisia... Uma pessoa não deveria ter medo dos seus actos, pois a energia do Universo é sempre dual: masculina e feminina, negativa e positiva. Nela, o Bem e o Mal estão sempre unidos; o medo e a agressão, o êxito e a inveja, a fé e o temor. Portanto, uma pessoa nunca pode tomar uma decisão errada. O que fizermos nunca estará mal se realmente agirmos seguindo os nossos sentimentos. Estará mal para nós apenas se deixarmos que os juízos intervenham, se a mente der acolhimento à culpa. porque se uma pessoa pusesse de lado a razão e se ligasse directamente à vida onde o Bem e o Mal andam de mãos dadas, se uma pessoa vivesse de acordo com a vida, descobriria que nada há de mau no Universo, que cada partícula traz no seu interior a mesma capacidade para criar e destruir.

ESQUÍVEL, Laura, A Lei do amor, Porto, 16.ª edição, Asa Editores, 2006, p.167.

Mar de Inverno

Portimão

O que é o espelho?

Alguma vez te viste? Nem tu nem ninguém a si mesmo se vê. O espelho é uma traição. Como ter a certeza que aquele que vês és tu? A imagem está sempre ao contrário. O braço direito à esquerda. O esquerdo à direita. O mesmo com os olhos e o perfil. É tudo um engano.Agora, sim, este que vês és tu.

ALEGRE, Manuel, Tudo é e não é, Alfragide, Publicações D. Quixote, 2013, p.176

Canoagem

Rio Arade - Portimão

sábado, 9 de março de 2019

Interior da Sé de Santarém



A Sé Catedral de Santarém, anteriormente conhecida como Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Colégio dos Jesuítas ou Igreja do Seminário, situa-se no centro histórico de Santarém, mais precisamente na freguesia de São Salvador.




Este templo jesuíta, datado do século XVII, foi erigido no local onde se encontrava o Paço Real da Alcáçova Nova, que se encontrava abandonado desde o tempo de D. João II. Mais tarde, com a expulsão dos jesuítas de Portugal, por ordem do Marquês de Pombal, o edifício passou a acolher o Seminário Patriarcal após doação de D. Maria I, tendo assim permanecido até ao século XX.
Aquando da criação da Diocese de Santarém, em 1975, a igreja foi elevada a Catedral.




Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 8 de março de 2019

Porta da Vila ou de Santarém





Castelo de Montemor-o-Novo

Demoras


O amor nos condena:
Demoras
Mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.

Espero-te antes de haver vida
E és tu quem faz nascer os dias.

Quando chegas
Já não sou senão saudade
E as flores
Tombam-me dos braços
Para dar cor ao chão em que te ergues.

Perdido o lugar
Em que te aguardo,
Só me resta água no lábio
Para aplacar a tua sede.

Envelhecida a palavra,
Tomo a lua por minha boca
E a noite, já sem voz,
Se vai despindo de ti.

O teu vestido tomba
E é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
Um rio se vai aguando até ser mar.  

COUTO, Mia, A demora, 3.ª edição, Alfragide, Caminho, 2016, pp. 110-111.

Amor de mulher

Sim, nós, homens, temos que tonar-nos mulheres, cultivar em nós o que há de feminino para amar plenamente, como deve ser.

DUBY, Georges, As Damas do século XII, Teorema, 1995, p. 45

Do Templo ao Jardim

Évora

quarta-feira, 6 de março de 2019

Fonte dos Leões



O Chafariz dos Leões, edificado no reinado de D. João II ou D. Manuel I, deve o seu nome, segundo a tradição, aos dois leões de mármore pertencentes à antiga fonte da Praça do Geraldo (antecessora da actual), que foram transferidos pela Câmara pouco depois de 1572, após a demolição da fonte (ESPANCA, Túlio, 1966).

O alçado de alvenaria apresenta na platibanda dois pináculos de secção piramidal, e ao centro o escudo de armas de D. João III, com bordadura de oito castelos.
Os dois leões de mármore, com função de gárgulas, ladeavam uma bica central de pedra, hoje substituída por um tubo de metal. A proteger o tanque de mármore, de planta rectangular, encontravam-se marcos de granito que serviam de degrau ou de amarra para os animais.

A edificação deste Chafariz insere-se na ampla rede de águas que o Senado Eborense e os monarcas procuraram construir nas principais vias de comunicação que conduziam à cidade.

Em termos estruturais, o Chafariz dos Leões é muito semelhante a outros chafarizes construídos na mesma época, nomeadamente o de São Bartolomeu, situado do outro lado da estrada, o Chafariz d'El Rei e o Chafariz das Bravas.

Fonte:  http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/339189

terça-feira, 5 de março de 2019

Macacos do Zoo




Macaco é um termo de origem africana (provavelmente do banto makako) utilizado como designação comum a todas as espécies de símios ou primatas antropoides.

Fonte: Wikipédia.

domingo, 3 de março de 2019

Desigualdades

Não devemos confundir igualdade com identidade ... baralhada muito comum, aliás... Do ponto de vista exterior vocês serão sempre desiguais.
(...)
Façam os esforços que fizerem, haverá sempre desigualdades externas entre ambos... que, a bem dizer, não constituem propriamente desigualdades, mas diferenças...

FERREIRA, José Gomes, Aventuras de João Sem Medo - Panfleto mágico em forma de romance, Lisboa, 17.a edição, Publicações D. Quixote, 1991 p. 166.

sexta-feira, 1 de março de 2019

A vida


A vida é o dia de hoje,
A vida é o ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;

A vida é sonho tão leve
Que se desfaz com a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave:
Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou,
A vida – pena caída
Da asa de ave ferida-
De vale em vale impelida
A vida o vento a levou!

DEUS, João de, A vida, Poesia, Lisboa, Editorial Presença, 1998, p. 79.

Castelo de Montemor-o-Velho

O Castelo de Montemor-o-Velho localiza-se na Vila, Freguesia e Concelho com o mesmo nome, no distrito de Coimbra. Em posição dominante sobre a vila, na margem direita do rio Mondego, à época junto à sua foz, no contexto da Reconquista cristã da Península Ibérica, constituiu-se em um ponto estratégico na defesa da linha fronteiriça do baixo Mondego, em particular da região de Coimbra. Foi, por essa razão, a principal fortificação da região, à época.



As primeiras referências documentais à povoação e seu castelo remontam ao século IX, quando Ramiro I das Astúrias e seu tio, o abade João do Mosteiro do Lorvão, o conquistaram (848). O soberano transmitiu ao tio estes domínios, com o encargo de defender o castelo, mantendo-lhe guarnição, cuja alcaidaria João entregou a D. Bermudo, filho de sua irmã, D. Urraca. Ainda naquele ano resistiu ao cerco que lhe foi imposto pelo califa de Córdoba, Abderramão II.

A posse da região entre os rios Douro e Mondego alternou-se entre cristãos e muçulmanos desde a segunda metade do século X até ao início do XI. De acordo com a Crónica dos Godos, a primitiva fortificação de Montemor foi conquistada pelas forças de Almansor (2 de Dezembro de 990) – que a terão reedificado, pessando a ser seu "tenens" Froila Gonçalves -, para ser recuperada pelos cristãos (Mendo Luz, 1006 ou 1017, sucedido no governo do castelo por Gonçalo Viegas), novamente conquistada pelos muçulmanos (1026), reconquistada por Gonçalo Trastamariz (Crónica dos Godos, 1034), que ficou como seu governador e fronteiro-mor. De volta à posse muçulmana, a posse cristã definitiva, entretanto, só ocorreria sob Fernando Magno após a conquista definitiva de Coimbra (1064), assegurando a fronteira no Mondego. 

O domínio militar da região de Coimbra foi entregue pelo soberano ao conde D. Sesnando Davides, que além de pacificá-la e defendê-la, procedeu-lhe uma vasta obra de reorganização, compreendendo a construção ou reconstrução de diversos castelos, como o de Coimbra, o da Lousã, o de Montemor-o-Velho, o de Penacova e o de Penela.


Vindo o soberano a falecer, os trabalhos de reparo e reforço de Montemor-o-Velho, arruinado pelas sucessivas campanhas e desguarnecido pelo despovoamento da região, foram conduzidos sob o reinado de seu sucessor, Afonso VI de Leão e Castela, que os teria determinado possivelmente em 1088, mas anteriormente a 1091, ano do falecimento do conde Sesnando. Por ordem deste, desde 1090 se iniciara a edificação da igreja pelo presbítero Vermudo, com a condição de que metade das rendas passassem a pertencer à Sé de Coimbra. Concluída em 1095, foi lavrada a escritura de doação dessa parte. Ainda nesse ano, a povoação recebeu Carta de Foral. Uma dessas fontes de 1095, referindo a primitiva fortificação arrasada pelos mouros, descreve-lhe o abandono e a vegetação que recobria as ruínas.
O foral de Montemor-o-Velho foi confirmado, alguns anos mais tarde, pelo conde D. Henrique, em data anterior a 1111, possivelmente em 1109, quando há notícia de novas obras no seu castelo. 

Fonte: Wikipédia.

Felicidade


Ocorreu-me ontem que
não vejo o correio há uma semana,
e que nem por isso sou mais feliz ou infeliz;
a felicidade não depende certamente de coisas como o correio
ou como o temor e o desejo,
depende talvez mais, pelo menos para já,
da certeza de que os papéis estão arrumados,
pagas as dívidas,
intacta ainda a possibilidade de morrer.
Um dia destes, se fosse caso disso,
escrever-te-ia  sobre a discordante paixão da
imortalidade.
(…)
PINA, Manuel António, Cuidados intensivos – consolação de G. a Paulina, Poesia, saudade da prosa – uma antologia pessoal, Lisboa, 2.ª edição, Assírio & Alvim, 2015, p. 35.