domingo, 29 de agosto de 2010

SOMBRA

No Verão é algo que procuramos para fugir ao calor. Afinal, um bom alentejano anda sempre à sombra dos 40 graus e muitos! Mas a sombra é algo que transcende a nós e nos aprisiona, quando caminhamos na rua...


Conforme nos apercebemos pela leitura de um conto de Lídia Jorge, que nos explicita tão bem algo tão natural a nós, mas por vezes tão ignorado devido à sua rápida metamorfose: ... de dia o sol continuava a cair a pino. Se uma pessoa saísse e atravessasse o largo ou qualquer rua, veria ainda a sua sombra agarrada ao corpo, cabeça pregada a uma mancha de rotação de pernas presas à volta da cintura. Pelo solo. Como anão. Um batráquio.

JORGE, Lídia, O dia dos prodígios, Lisboa, Publicações D. Quixote, 2010, p.p. 212-213.

sábado, 21 de agosto de 2010

Ponta do Altar


O céu, de um azul intensíssimo, está como que esponjado de pequenas nuvens; a Ponta do Altar perfila-se com o seu recorte siracusano, e pouco a pouco, ao declinar do sol, acende-se em oiro.


GOMES, Manuel Teixeira, Vénus momentânea, O sítio da Mulher Morta, s.l., Editorial Verbo, 1972, p. 31.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Abençoado Algarve


(...) abençoado trecho da costa do Algarve, tantas vezes por mim encarecido, que abre da Ponta do Altar à Ponta da Piedade, isto é, da sucessão de praias de areia finíssima e doirada, fechadas e semeadas de rochedos multicores, que se vão lentamente esboroando, e afeiçoando em composições pitorescas, onde parece que entrou a mão de algum artista ao mesmo tempo delicado e poderoso.



GOMES, Manuel Teixeira, Uma cena grega, O Sítio da Mulher Morta, s.l., Editoral Verbo, p. 43.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Viajar

Para que o meu blogue não seja só de imagens de viagens que faço, decidi publicar alguns excertos das minhas leituras de Verão de autores portugueses, por também este ano me ter virado para a literatura. E começo esta nova perspectiva com uma citação de uma escritora algarvia sobre as vantagens de viajar, algo que todos gostamos de fazer:
quem uma vez não saiu de Vilamaninhos não conheceu nem conhecerá a realidade da terra. É preciso cavalgá-la devagar, ver e descer montes e baixuras para se entender que a viagem abre um véu, e fecha outro véu, atrás, atrás da vista. Atrás da cauda da mula.
JORGE, Lídia, O dia dos prodígios, Lisboa, Publicações D. Quixote, 2010, p. 34

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Palácio Bivar


Construído na última década do séc. XVIII, no "sapal" de Portimão, este edifício, do estilo neoclássico pertenceu à família Bivar até ter se tornar na actual sede da Câmara Municipal.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Rio Douro


O rio Douro (do celta dur (água), chamado Duero, em castelhano) é um rio que nasce em Espanha na província de Sória, nos picos da Serra de Urbião (Sierra de Urbión), a 2.080 metros de altitude e atravessa o norte de Portugal. A foz do Douro é junto às cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. Tem 927 km de comprimento. Este é o segundo rio mais extenso da Península Ibérica. E eu consegui tirar-lhe uma fotografia quando vinha no avião!!!
Não foi muito difícil porque a bacia hidrográfica do Douro tem uma superfície de aproximadamente 18.643 km² em território português o que corresponde a cerca de 19,1% da sua área total que é de 97.603 km².
Versões populares para a origem do seu nome são várias. Uma delas diz que, nas encostas escarpadas, um rio banhava margens secas e inóspitas. Nele rolavam, noutros tempos, brilhantes pedrinhas que se descobriu serem de ouro. Daí o nome dado a este rio: Douro (de + ouro). Já outra versão diz que o nome do rio deriva do latim duris, ou seja, 'duro', atestando bem a dureza dos seus contornos tortuosos, e das paisagens que atravessa, nomeadamente as altas escarpas das Arribas do Douro, no trecho Internacional do rio, entre Miranda do Douro e Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo). A derivação por via popular do seu nome sugere romanticamente uma ligação a "Rio de Ouro (D'ouro)", mas tal não tem aderência histórica.

A UNESCO designou em 14 de Dezembro de 2001 a região vinhateira do Alto Douro (45°68' N, 5°93' W) na lista dos locais que são Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural.

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Luís Vaz de Camões

Luís Vaz de Camões (Lisboa[?], c. 1524 — Lisboa, 10 de Junho de 1580) foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente.





Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de uma família da pequena nobreza. Sobre a sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e a história antigas e modernas. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada.


Frequentou a corte de Dom João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boémia e turbulenta. Diz-se que, por conta de um amor frustrado, se autoexilou em África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha.




Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista "Os Lusíadas".




De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter.

Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Miradouro e Fortaleza de Santa Catarina

Miradouro e Fortaleza de Santa Catarina, na entrada da barra do rio Arade, foi construída no Séc. XVII, para assegurar a defesa de Vila Nova de Portimão das investidas dos corsários.
No seu interior encontra-se a Capela de Santa Catarina e um canhão a recordar o seu uso original.

Fonte: Wikipédia.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sopa de cação


Sopa de cação é um prato típico da culinária portuguesa muito famoso na região do Alentejo e que eu não resisto!!! O que não faz um pouco de farinha, cebola, alho, coentros, louro, azeite e água...

Nome amoroso: Cação
Nome científico: Carcharrhinus spp ; Sphyrna spp - Carcarrhinidae.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Praia do Vau


Após a costa mais estreita dos Três Castelos, surge o Vau. É um areal mais pequeno mas bastante acolhedor e de cariz familiar, circundado por falésias argilosas a que se atribui qualidades medicinais.




quarta-feira, 5 de maio de 2010

Palácio Matos

































 
 
A casa grande da Praça, que foi Palácio dos Senhores das Alcáçovas, construida em parte do Palácio dos Estaus, onde viveu a flor da altura, Leonor Teles, e em 1830 foi transformada pela família Matos, depois de ser residência de José Maria de Sousa Matos e do Dr. Joaquim Braancamp de Matos, passou há muito a ser arrandada pela Sociedade Harmonia Eborense.

DAVID, Celestino, Eça de Queiroz em Évora, Montemor-o-Novo, s.n., 1945, p.81.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

O Castelo de Sesimbra

O Castelo de Sesimbra, também denominado como Castelo dos Mouros, localiza-se na vila de mesmo nome, Freguesia do Castelo, Concelho de Sesimbra, Distrito de Setúbal, em Portugal.


O castelo medieval ergue-se em posição dominante numa falésia, sobre uma enseada que se constitui em porto natural na península de Setúbal, entre os estuários do rio Tejo e o do rio Sado, a poucos quilômetros do cabo Espichel.

O Castelo de Sesimbra ergue-se a 240 metros acima do nível do mar e apresenta planta irregular alongada, no sentido Nordeste-Sudoeste.



No extremo norte encontra-se a Alcáçova medieval, de planta aproximadamente quadrangular, dominada por duas torreS, uma delas a de Menagem, de planta quadrangular, cujo pavimento superior se encontra coberto por uma abóbada artesoada. No extremo oposto ergue-se uma torre de vigia, também de planta quadrangular.
Na muralha ameada, se adossam os quatro baluartes seiscentistas (dois a norte e dois a sul) e rasgam-se duas portas: a Porta do Sol, a nordeste e a Porta da Azóia, a noroeste.

terça-feira, 16 de março de 2010

Senhor Deus dos Terramotos


Janela na rua 5 de Outubro, em Évora, rodeada de azulejos, cujo interior possui a imagem do Senhor Deus dos Terramotos ou Santíssima Trindade.

segunda-feira, 15 de março de 2010

PRAIA DO VAU

Afinal o que varreu a Praia do Vau, em Portimão, há 15 dias, não deverá ter sido um tornado, que destruiu um snack-bar e destelhou algumas casa, mas antes um downburst, concluiu o Instituto de Meteorologia, após «uma análise preliminar das observações efetuadas pelo radar Doppler de Loulé/Cavalos do Caldeirão».

citado de http://www.barlavento.online.pt/

sábado, 6 de março de 2010

Avó


No último dia do ano de 2009 a minha avó partiu para o Céu e o meu mundo nunca mais foi o mesmo... Tenho saudades dos seus mimos, da sua sabedoria, dos seus conselhos, do seu amor pela sua neta bonita...
Publico aqui uma fotografia do seu último aniversário, a 11 de Novembro onde todas estávamos felizes pelos seus 106 aninhos!
Nunca a esqueceremos avó Hortense!
Até à eternidade...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pelourinho de Silves


Os fragmentos do pelourinho estão patentes na Praça do Município de Silves. O único elemento original que resta é uma coroa decorada com elementos em forma de flor-de-lis que remata a actual composição. Esta procura reproduzir a original descrita.

domingo, 1 de novembro de 2009

D. SANCHO I

D. Sancho I (1185-1211) conquistou em 1180 a cidade de Silves. Deste episódio, chegou até nós a narrativa de um de seus participantes, que descreve a violência do cerco, assim como o emprego de uma variedade de máquinas de guerra, tais como torres de madeira, catapultas e de um "ouriço" (esfera de madeira armada com pontas de ferro), que destruiram várias torres e troços da muralha, conduzindo à rendição da povoação a 2 de Setembro, violentamente saqueada na ocasião.
A povoação e seu castelo mantiveram-se na posse de Portugal até à contra-ofensiva Almóada que, sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, em 1191, culminou com a perda de todas as conquistas cristãs nos territórios ao sul do rio Tejo, à excepção da cidade de Évora.
No ano de 1242, os cavaleiros da Ordem de Santiago, sob o comando de seu Mestre, D. Paio Peres Correia, intentou a reconquista de Silves que, entretanto, só retornou definitivamente às mãos de Portugal sob o reinado de D. Afonso III, em 1253.
Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CALDAS DE MONCHIQUE

Caldas de Monchique é a designação de uma estância termal situada no concelho de Monchique, na região do Algarve, em Portugal. Localiza-se a sul da vila de Monchique, a cerca de 6 km de distância desta, junto à estrada nacional EN266.

As propriedades terapêuticas das águas locais são reconhecidas desde o tempo do Império Romano, altura em que receberam a designação de águas sagradas.

As águas provêm de oito nascentes, sendo ricas em bicarbonato, flúor, sílica e sódio. Adequam-se ao tratamento de problemas no aparelho respiratório e no aparelho digestivo, assim como ao tratamento de problemas musculares e reumáticos. Apresentam também propriedades relaxantes. Estas águas brotam em temperaturas compreendidas entre os 27ºC e os 31,5ºC, possivelmente devido a diferentes percursos de escoamento.

Fonte: Wikipédia

FÓIA

Fóia é o nome do ponto mais alto do Algarve, na Serra de Monchique. Tem 902 m de altitude e uma proeminência topográfica de 739 m. Nos dias claros é possível ver o Oceano Atlântico.

No alto da Fóia estão colocados equipamentos para telecomunicações.



domingo, 25 de outubro de 2009

CASTELO DE SILVES

A fortificação ocupa uma área de cerca de 12.000 m², constituindo-se em um típico exemplar da arquitectura militar islâmica, erguido com o emprego de taipa, revestida com grés (arenito), material abundante na região e que lhe confere uma tonalidade avermelhada.

A fortificação islâmica ordenava dois grandes espaços: a alcáçova e a almedina.



Quatro das torres, modificadas quando dos trabalhos de reconstrução promovidos no século XIV ou XV, apresentam portas em estilo gótico, salas abobadadas e pedras com as marcas dos pedreiros que as levantaram.

Fonte: wikipédia.

PONTE SOBRE O RIO ARADE, SILVES



sábado, 10 de outubro de 2009

Igreja da Graça

A Igreja da Graça ou Convento de Nossa Senhora da Graça (popularmente chamado Convento da Graça ou Meninos da Graça), é um importante monumento religiosa renascentista da cidade de Évora, situando-se no Largo da Graça, na freguesia da Sé e São Pedro. Este mosteiro, dos frades eremitas calçados de Santo Agostinho, foi fundado em 1511, tendo sido projectado pelo arquitecto da Casa Real Miguel de Arruda.

O edifício é um belo exemplar do mais puro estilo renascentista, tendo nos acrotérios da fachada as famosas figuras atlantes a quem o povo de Évora chama desde há séculos, os Meninos da Graça.

Sofrendo o golpe da extinção das ordens religiosas, no ano de 1834, o Convento da Graça foi nacionalizado e transformado em Quartel. Entrou então em grande ruína, perdendo-se grande parte dos seus valores sumptuários, o que constituiu uma enorme perda para o acervo artístico de Évora. Muitos dos altares, imagens e sinos da igreja foram transferidos para a Igreja do Convento de São Francisco, então já paroquial de São Pedro (em cuja freguesia se situava o arruinado Convento da Graça).

Está classificado pelo IPPAR como Monumento Nacional desde 1910 e Património Mundial da UNESCO desde 2001.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Portela de Mogos

Este Imóvel de Interesse Público (IIP), localizado nos arredores de Évora, foi descoberto em 1966.


Numa escavação mais recente (1995-1996) descobriram que pelo menos seis menires são de faces planas, talhadas depois de os terem erguido, pois encontravam-se pedaços de pedra de volta dos menires. Este conjunto de menires está disposto em forma de estrela.


Quatro destes seis menires apresentam traços humanos, uma delas, com 25 metros de altura, tem os seios gravados, acredita-se ser a feminização do monumento que primeiramente era masculino. As coordenadas são latitude: 38.561070N longitude: 7.91699W.

Fonte: Wikipédia.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Cromeleque Maria do Meio







Nos arredores de Évora somos surpreendidos por muitos monumentos megalíticos, como o caso deste cromeleque do Vale Maria do Meio.


domingo, 4 de outubro de 2009

Beco do Chão Salgado


O palácio do Duque de Aveiro, em Belém, foi demolido e o terreno salgado, simbolicamente, para que nunca mais nada ali crescesse. No local, hoje chamado Beco do Chão Salgado, existe um marco alusivo ao acontecimento mandado erigir por D. José com uma lápide que pode ser lida. As armas da família Távora foram picadas e o nome Távora foi mesmo proibido de ser citado.
O Duque de Aveiro - D. José de Mascarenhas da Silva e Lencastre, 5.º marquês de Gouveia, 8.º conde de Santa Cruz e 8.º duque de Aveiro, (1708 – 1759), fidalgo da Casa Real, titular de uma das mais aristocráticas e poderosas famílias portuguesas, foi um dos condenados no processo dos Távoras, ao ser barbaramente executado em Belém, então uma povoação dos arrabaldes de Lisboa.
Esta e outras mortes foram o resultado de uma tentativa de assassinato régio, na noite de 3 de Setembro de 1758, D. José I seguia incógnito numa carruagem que percorria uma rua secundária nos arredores de Lisboa. O rei regressava para as tendas da Ajuda de uma noite com a amante. Pelo caminho, a carruagem foi interceptada por três homens, que dispararam sobre os ocupantes. D. José I foi ferido num braço, o seu condutor também ficou ferido gravemente, mas ambos sobreviveram e regressaram à Ajuda.
Fonte: wikipédia.

sábado, 3 de outubro de 2009

RESTAURADORES


A Praça dos Restauradores situa-se em Lisboa e é caracterizada pelo alto obelisco, erigido em 1886, comemora a libertação do país do domínio espanhol em 1640.

As figuras de bronze do pedestal representam a Vitória, com uma palma e uma coroa, e a Liberdade. Os nomes e datas nos lados do obelisco são os das batalhas da Guerra da Restauração.

O Monumento foi custeado por subscrição pública, aberta em Portugal e no Brasil, e gerida por uma comissão sob a presidência do Marquês de Sá da Bandeira.

O projecto do monumento é da autoria de António Tomás da Fonseca e as estátuas alegóricas (Independência e Vitória), da autoria de José Simões de Almeida e Alberto Nunes.

Fonte: Wikipédia