quarta-feira, 17 de setembro de 2014



Tirando o silêncio, a solidão e o espaço, tirando o tempo gasto nisso, todo o resto do tempo que não fosse passado a construir coisas novas parecia-me um desperdício de vida.

TAVARES, Miguel Sousa, No teu deserto – Quase romance, Alfragide, Oficina do Livro,2009. p.114

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Lisboa vista do miradouro de Santa Catarina

 

No miradouro de Santa Catarina, pertencente à freguesia de São Paulo, apreciamos Lisboa, o rio Tejo e até Almada. No local existe uma esplanada e uma pequena área verde que envolve uma escultura alusiva ao Adamastor. Descobri este local idílico quando estava à procura do museu da farmácia, que curiosamente, fica mesmo em frente! Adoro os telhados da cidade!!!

FONTE: Wikipédia.

domingo, 14 de setembro de 2014

Museu Nacional de História Natural e da Ciência


Na segunda metade do século XVIII, Portugal vive um momento de aproximação ao movimento científico e cultural que percorre a Europa das Luzes. A história natural está no centro desse movimento como fonte de conhecimentos úteis e de recursos económicos. Nesse contexto, em 1768 foi criado o Real Museu de História Natural e Jardim Botânico da Ajuda, cujo primeiro director foi Domingos Vandelli (1735-1816). As colecções vão sendo constituídas de acordo com os três reinos da Natureza, reunindo exemplares recolhidos ou adquiridos comercialmente. Porventura, o mais significativo empreendimento científico e museológico dessa época foi a realização das viagens philosophicas (1783-92), destinadas à inventariação e descrição dos territórios e dos recursos naturais das colónias. Enriqueceram-se as colecções e elaboraram-se memórias e relatórios. Inicialmente destinado à educação e deleite dos príncipes e família real, o Museu passa a assumir uma dimensão pública em 1798, estando aberto à população um dia por semana e aos alunos e curiosos de História Natural todos os dias.
 
Em 1858, D. Pedro V decreta pela Carta de Lei de 9 de Março que “o Museu de História Natural que foi, por decreto de 27 de Agosto de 1836, transferido para a Academia Real das Sciências de Lisboa, passa para a Escola Politécnica” e que “as colecções de zoologia e mineralogia e todos os objectos pertencentes ao mencionado Museu são incorporados nos gabinetes de zoologia e mineralogia da mesma escola” e, ainda, que “estes dois gabinetes ficam constituindo as duas secções do Museu”. 

Em 8 de Maio de 1858, José Vicente Barbosa du Bocage (1823-1907), na qualidade de representante da Escola Politécnica, toma posse das colecções de mineralogia, paleontologia, conchyologia e zoologia, bem como de “todas as obras impressas, livros de registos e inventários, papéis avulsos e mobília diversa, por serem pertenças do dito Museu de História Natural, e com ele vieram para a Academia, no ano de 1836, das casas do Jardim Botânico da Ajuda”. A designação ‘Museu Nacional de Lisboa’, já referida em Carta de Lei de 1861, é fixada por decreto de 13 de Janeiro de 1862 que estabelece o regulamento do Museu. Em 1875, o Conselho da Escola Politécnica, alegando já possuir instalações adequadas, solicita a transferência dos herbários de Brotero, Vandelli, Welwitsch e Alexandre Rodrigues Ferreira, que tinham permanecido na Academia, o que aconteceu pouco tempo depois.

A reforma do ensino superior de 1911 converte a Escola Politécnica em Faculdade de Ciências e integra-a na Universidade de Lisboa. O Museu Nacional permanece anexo à Faculdade. Em 1919, são regulamentadas as atribuições dos estabelecimentos anexos: “Destes estabelecimentos um dos mais importantes, pela quantidade e qualidade dos exemplares que constituem as suas colecções é o Museu Nacional, com as suas três secções (….). Devem, sem dúvida, estes estabelecimentos continuar anexos à Faculdade de Sciências (...) mas autónomos pelo que respeita às suas funções. Institutos de investigação scientífica, nos quais não só há a fazer estudos de taxinomia [sic], mas experiências e indagações em todos os ramos das sciências naturais puras e aplicadas (...). Tal objectivo é completamente diverso das funções de ensino dos cursos; pode ser dele complemento, mas não parte integrante, sob pena de nem os cursos nem o Museu Nacional satisfazerem o fim a que devem visar. É consequência lógica da sua índole esta independência, o que não importa que o Museu não auxilie o ensino, pelo contrário, mas nas condições e modo próprio à sua feição.”. O Decreto nº 12:492 de 14 de Outubro de 1926 consigna a designação ‘Museu Nacional de História Natural’ (MNHN) e autonomiza cada uma das secções do Museu que passam a constituir outros tantos estabelecimentos anexos à Faculdade de Ciências.


Fonte:  http://www.mnhnc.ulisboa.pt/portal/page?_pageid=418,1391594&_dad=portal&_schema=PORTAL

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Sombra ondulante

A calçada portuguesa que relembra as ondas do mar, neste largo de Cascais, dão uma sensação de movimento enaltecida pelas sombras do fim do dia, e da fotógrafa, também!

Vai onde o coração te levar

Sabes qual é o erro que cometemos sempre?

Acreditar que a vida é imutável, que, mal escolhemos um caminho, temos de o seguir até ao fim.

Contudo, o destino tem muito mais imaginação do que nós… precisamente quando se pensa que se está num beco sem saída, quando se atinge o cúmulo do desespero, com a velocidade de uma rajada de vento, tudo muda, tudo se transforma e, de um momento para o outro, damos por nós a viver uma nova vida.

Se, esteja onde estiver, arranjar maneira de te ver, só ficarei triste, como fico triste sempre que vejo uma vida desperdiçada, uma vida em que o caminho do amor não conseguiu cumprir-se.

Tem cuidado contigo.

Sempre que, à medida que fores crescendo, tiveres vontade de converter as coisas erradas em certas, lembra-te que a primeira revolução a fazer é dentro de nós próprios, a primeira e a mais importante.

Lutar por uma ideia sem se ter uma ideia de si próprio é uma das coisas mais perigosas que se pode fazer.

Quando te sentires perdido, confuso, pensa nas árvores, lembra-te na forma como crescem.

Lembra-te que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos. E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-se e espera.

Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo e, sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar.

Fica quieto, em silêncio, e ouve o teu coração.

Quando ele te faltar, levanta-te, e vai onde ele te levar.

SUSANA TAMARO

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Mercado da Ribeira

 









O Mercado da Ribeira é um mercado de produtos alimentares e outros no Cais do Sodré, em Lisboa. Tem cerca de 10 mil metros quadrados de área coberta. Inaugurado a 1 de Janeiro de 1882, o mercado foi sofrendo sucessivas remodelações e ampliações. 

A 7 de Junho de 1893 um incêndio destruiu a parte do lado nascente do mercado. Em 2000 o mercado abandonou a actividade de comércio grossista mas manteve o retalhista. Em 2001, com a inauguração do novo primeiro piso, o espaço iniciou uma nova vertente social, cultural e recreativa. Ainda em remodelação na zona do mercado tradicional.

O Mercado da Ribeira apresenta uma imagem renovada e moderna na zona "Time out", a dos pequenos restaurantes, onde se pode provar de tudo um pouco. Gostei muito de conhecer esta vertente, todavia, o mercado tradicional a funcionar, deixa um pouco a desejar, pó e alimentos não coincidem na minha opinião.


Fonte: Wikipédia.

domingo, 7 de setembro de 2014

Cores rochosas

Praia do Alemão, Portimão

Algo para pensar quando se visita um museu

O que é que conta mais quando entramos num museu? O tempo ou o espaço? Estamos por certo num lugar em que os corpos e os olhares se cruzam, os nossos, os das peças, e aí interagimos dos mais diversos modos.

Texto de José Luís Porfírio na revista Actual do Expresso, Agosto de 2014.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Procuradoria Geral da República - Palácio Palmela

A Procuradoria-Geral da República é o órgão superior do Ministério Público. As negociações tendentes à aquisição do imóvel desta instituição actual, o Palácio Palmela, pelo Ministério da Justiça foram iniciadas durante a permanência do Dr. António de Almeida Santos no cargo de ministro da Justiça, sendo procurador-geral o conselheiro Eduardo Augusto Arala Chaves.

Nas negociações diversas, acabou por se incluir no valor global da aquisição algumas valiosas peças de recheio: duas estátuas em mármore de Carrara sobre peanha rotativa, também em mármore, do século XIX, da autoria do escultor francês Guilhaume, que se encontram no vestíbulo de entrada do Palácio; um lanternim em bronze, também do século XIX, igualmente colocado no vestíbulo; um armário holandês do século XVII, de carvalho, entalhado; uma escrivaninha francesa em estilo império, de madeira exótica, com metal dourado; duas grandes consolas em madeira pintada e dourada, com espelhos da época; diversos armários; dois grandes lustres ingleses de cristal de fins do século XVIII, e cinco quadros a óleo sobre tela da escola espanhola do século XVII (precursores de Velázquez), representando personagens da época (retratos de D. Francisco de Sousa, capitão da guarda de el-rei o cardeal D. Henrique, D. Francisco de Sousa, trinchante de el-rei D. Sebastião, D. Maria Barreto, morgada dos Barretos de Tavira, D. Luísa de Meneses e um cavaleiro montado). 
 

A escritura de compra e venda teve, finalmente, lugar no dia 19 de Agosto de 1977, no 15.° Cartório Notarial de Lisboa. Ao findar o 1.° trimestre de 1981, o Palácio Palmela constituía um deleite para os olhos mais ávidos do belo, sem nenhuma ofensa às suas anteriores estruturas e belezas. Os mais receosos interrogavam-se apenas sobre se a parte de construção civil não viria a revelar defeitos não aparentes e se os dois pisos superiores não viriam a acusar sequelas das suas antiquadas estruturas.  A 18 de Maio de 1982 fez-se, finalmente, a inauguração solene das novas instalações da Procuradoria-Geral da República, com as presenças do Presidente da Republica, do Presidente da Assembleia da Republica, do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, do Primeiro-Ministro, do Ministro da Justiça e de outros membros do Governo, de representantes do general CEMGFA e de S. E. o Cardeal-Patriarca de Lisboa, de representantes da família Palmela e dos obreiros da maravilhosa recuperação conseguida. 

Fonte: Site da Procuradoria Geral da República Portuguesa.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Museu do Chocolate


 


Museu do Chocolate, Bruges

Alforreca


As medusas, mães d'água, águas-vivas ou alforrecas são forma de vida livre dos cnidários adultos, que se encontram nas classes Scyphozoa, Hydrozoa e Cubozoa. Quase todas as medusas vivem nos oceanos, como componentes do zooplâncton.
Como todos os cnidários, o corpo das medusas é basicamente um saco com simetria radial formado por duas camadas de células - a epiderme, no exterior, e a gastroderme no interior - com uma massa gelatinosa entre elas, chamada mesogleia e aberto para o exterior. A forma pode variar desde um disco achatado até uma campânula quase fechada; na margem livre deste disco, que pode ser lisa, fendida ou ondulada, as medusas ostentam coroas de tentáculos com células urticantes, capazes de ejectar um minúsculo espinho que contém uma toxina, o nematocisto. Em algumas medusas, principalmente nos Scyphozoa, onde são mais desenvolvidas, a boca, chamada arquêntero, está munida de tentáculos, também com células urticantes e, por vezes, um véu chamado manúbrio. As medusas usam estes "aparelhos" não só para se defenderem dos predadores, mas também para imobilizarem uma presa, como um pequeno peixe, para se alimentarem. O corpo das medusas é formado por 95-99% de água.
Uma das medusas mais comuns é a medusa-da-lua (Aurelia aurita), que se encontra em quase todos os oceanos do mundo.
Fonte: Wikipédia