Esta famosa pensão da Praia da Rocha está hoje a transformar-se, aos poucos, em ruína...
domingo, 27 de setembro de 2015
sábado, 26 de setembro de 2015
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Casa Bentes
Uma casa resistente à mudança urbanística devido à pressão turística na Praia da Rocha.
Um bem-haja aos seus proprietários pela sua conservação!
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Roubo do Assasínio do Aqueduto
- Roubou uma chave que lhe dá a passagem quando lhe apetece, fica de vigia num lanternim e, quando acha que tem otário, ataca mesmo à bruta.
- O raio do galego é filho de uma bruxa! (...)
-Diz antes que é filho do Diabo. o povo que por ali passa a caminho de Lisboa nem dá por ele. roubou uma mulherzita que ia vender duas galinhas, Digo-te. Nem gritou (...) Roubou-a e, com um solavanco mais rápido do que um relâmpago, atirou-a pela janela do lanternim.
FLORES, Francisco Moita, Segredos de amor e sangue, Alfragide, 2.ª edição, Casa das Letras, 2014, p. 74.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Caravela Portuguesa
A Caravela Portuguesa teve origem no povo Árabe devido às embarcações pesqueiras no sul de Portugal. O primeiro documento onde aparece o nome caravela é o foral de Vila Nova de Gaia dado pelo rei D. Afonso III em 1255. No Museu da Marinha, em Lisboa, encontramos uma réplica em miniatura desta embarcação que levou os portugueses bem longe nos Descobrimentos.
Os aperfeiçoamentos técnicos feitos neste tipo de embarcação, devido à experiência de navegação dos Portugueses, fizeram que as caravelas, no século XV, fossem utilizadas nas viagens marítimas dos descobrimentos Portugueses, sobretudo ao longo da costa africana.
No início das explorações, os Portugueses utilizavam caravelas latinas, que eram um tipo de barco resistente, ligeiro e rápido, ideal para percorrer longas distâncias. Os mais pequenos tinham dois mastros e os maiores três mastros, mas a forma das suas velas era triangular, o que lhes permitia navegar com ventos desfavoráveis.
Caravela Portuguesa latina com dois mastros Caravela Portuguesa Latina com três mastros.Com o passar do tempo, as viagens tornaram-se cada vez mais longas. Assim, as caravelas precisavam de mais espaço para acomodar tripulação e mantimentos. Por isso, no século XVI, o barco seria de maior porte e com mais um mastro. Chamava-se Caravela redonda, porque além de ter velas latinas, tinham velas quadrangulares. Estas velas faziam aproveitar melhor o vento a favor ganhando velocidade.
Schuerberfouer
Uma feira mais antiga que o próprio país do Luxemburgo mas que por isso não deixa de ter vida e animar a cidade do Luxemburgo no mês de Setembro! Em 2013 foi a minha primeira visita!!
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Pescador e barco
Na zona ribeirinha de Alvor, a escultura que homenageia o pescador saúda os barcos que dão cor à ria.
sábado, 19 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Fraca memória
A nossa espécie –
continuou – tem fraca memória. Esquecemo-nos de quase tudo. Muitas
vezes, por outro lado, julgamos lembrar-nos de coisas que nunca nos
aconteceram. Coisas que lemos, que aconteceram a outros, ou que alguém
nos contou. Certos peixes esquecem-se de onde vieram no curto instante
que levam a percorrer um aquário. O aquário é para eles, dessa forma, um
espaço infinito, novo a cada instante, cheio de surpresas e de
diversidade. Cada volta que dão parece-lhes uma experiência inédita.
Connosco passa-se algo semelhante. A natureza criou o esquecimento para
que nos seja possível suportar o terrível tédio deste minúsculo aquário a
que chamamos vida.
AGUALUSA, José Eduardo, Um estranho em Goa, 5.ª edição, Lisboa, Cotovia – Fundação Oriente, 2006, p. 97.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Espreitando os fiéis
Quando visitei Trier, pela última vez, fui surpreendida por esta figura caricata numa das igrejas locais. Será um santo a ver quem se porta bem ou não? Nunca tinha visto algo parecido, a imagem de um homem a sair no alto de um arco em ogiva!
Qual o teu papel??
Podes passar a vida inteira tentanto controlar a opinião dos teus contemporâneos, dos teus compatriotas, tentando agradar a um máximo de pessoas. Mas a não ser que te aconteça o que me aconteceu, nunca te darás conta de que o teu papel não é esse. Tens de esquecer tudo isso e concentrares-te no teu trabalho. Na coerência da tua linguagem. Tens de entender que, na tua segunda vida, já não estás a dialogar com os teus contemporâneos. Estás sozinho, a dialogar com o futuro.
TAVARES, Rui, O arquitecto, Lisboa, Tinta da China, 2007, p. 121.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Cantiga de amigo
Para todos houve hi remédio,
Para mim só não no houve aí :
Inda mal que o soube assi.
Fogem as vacas para a água
Quando a mosca as vai seguir ;
Eu só, triste em mina mágoa,
Não tenho adonde fugir :
Daqui não me posso eu ir ;
Estar não me cumpre aqui,
Que o qu’eu quero não no há hi.
RIBEIRO, Bernardim, Menina e moça,
Lisboa, Editorial Verbo, 1972, p. 104.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
domingo, 6 de setembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
S. Tomé em Equador
Em três semanas visitou mais de trinta roças, umas apenas metade do dia, outras, as maiores ou mais afastadas, um dia inteiro. Chegava de barco, que era o meio mais rápido e expedito, quando as roças se situavam próximo da costa, ou a cavalo e de carroça, quando ficavam para o interior, bem embrenhadas na selva, montanha acima, só alcançáveis em longas e penosas viagens por carreiros e caminhos que quase todos os dias tinham de voltar a ser limpos e desmatados, de tal maneira a pujança da natureza os engolia num ápice.
TAVARES, Miguel Sousa, Equador, Cruz Quebrada, 28.ª edição, Oficina do Livro, 2006, p. 189.
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