quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Sonhos


Porque dos sonhos tinha ódio. Pensar, devanear, lembrar, imaginar, mesmo supor como tudo poderia ter sido numa vida triunfante e num outro mundo, não era sonho, mas a certeza de que existia, de que as coisas se arrumavam por sua vontade, que a ordem delas e do Mundo era um desconcerto que ele organizava mentalmente. Quando dormia, não sonhava nunca.

SENA, Jorge de, “Super Flumina Babylonis”, Homenagem ao papagaio verde e outros contos de Jorge de Sena, Lisboa, Público, 2004, p. 84.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Vai correr tudo bem.

Tudo parecerá melhor depois de uma boa noite de sono, quando o cansaço fala por nós diz sempre asneiras.

CARDOSO, Dulce Maria, O Retorno, Lisboa, Tinta da China, 2012, p.73.

Executivo à maneira!

Évora

Um bom executivo português está sempre a trabalhar, nunca larga o telemóvel e como nem tem tempo para comer, anda com a sua marmita!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Vigilância, a quanta educação obrigas!


Se alguém tocar num quadro, deve ser advertido educadamente no início. A maioria das pessoas, como poderás constatar, fica completamente surpreendida. Nem sequer se apercebe do que fez. Vais ver que na maior parte dos casos isto é verdade. ... Como guarda estás no teu absoluto direito de repreender... Evita as discussões. Discutir não está à altura de um guarda de museu.  

NORMAN, Howard, O Guarda do museu, Lisboa, Temas e Debates, 2001, p. 34.

Ria de Faro


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Piscinas de Évora




No dia do Campeonato de Verão da Natação Sincronizada em Portugal tive a oportunidade de rever um espaço do qual tenho boas lembranças de infância. Todavia nada de novo vi, apesar de já ter mais de 50 anos as piscinas não foram modernizadas. O único saudosismo que senti foi a falta de baloiços e do cavalo de madeira, no qual eu gostava tanto de balançar!

Linguagem da malandragem


Não apenas nos actos se é malandro, também na linguagem. A linguagem malandra é aquela que utiliza a ironia e depois ri. Metade ironia, metade sátira; começa subtilmente, acaba na gargalhada expansiva.


ZAMBUJAL, Mário, Crónica dos bons malandros, 3.ª edição, Lisboa, Clube do autor, p. 8 (prefácio de Gonçalo M. Tavares).

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Do depósito de vinho ao de água

Esta fotografia tirada na Rua da Adega Cooperativa mostra-nos dois tipos de depósito: o de vinho da antiga Adega, em primeiro plano, e o depósito de água, ao fundo. Em Portimão podemos assim ver duas construções distintas para líquidos distintos.