terça-feira, 18 de outubro de 2016

O Velho do Restelo


O Velho do Restelo da  epopeia, o melhor símbolo até hoje concebido do Portugal de courelas e de ovelhas, vive ainda na pele do homem que nos nossos dias desce da Estrela, do Marão e da Peneda, pernoita na Mouraria, e amanhece com um travo a carne cosmopolita e venal, a fado, a volúpia de maresia e de Oriente.  

TORGA, Miguel, Portugal, Alfragide, 10.ª edição, Leya, 2015, p. 79.

Outono em Évora

  Ao  cair da noite vem o frio e a magia
- Praça do Geraldo -

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

É o alentejano orgulhoso?



Desnecessariamente se diz ser o Alentejano demasiado orgulhoso – e nós aventamos a hipótese de afirmar que, em certos momentos, o orgulho pode impedir que se caia numa chocante subserviência, que não engrandece ninguém. 


SILVA, Antunes da, Suão, Livros Horizonte, 7.ª Edição, Lisboa, 1985, p. 9.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Pequeno-almoço das cegonhas

Rio Arade

Por baixo da ponte

Andando de comboio na Ponte 25 de Abril

Coração de Hortense

Amarante

Dor

"Meu jovem amigo, os impulsos de um coração como o teu não poderiam ser uniformes. Procura contudo moderar esse teu carácter, que já tanto mal te causou. Se sofres mais que os com os problemas da vida não deves espantar-te. Uma alma grande contém sem dúvida mais quinhão de dor do que uma pequena."

CHATEAUBRIAND, François, René, Atala - René, Lisboa, Editorial Verbo, 1972, p. 100.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Coruche de manhãzinha


 


À beira do rio Sorraia

Castelo de Portel


À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, os domínios de Portel Mafomede estavam compreendidos no primitivo termo de Évora, na doação feita por Afonso III de Portugal a João de Aboim, anteriormente a 1257. 

Este nobre, letrado, que chegou a desempenhar as funções de Mordomo-mor do reino, era tão somente um valido do soberano quando, após o conflito que opôs D. Afonso III a seu irmão, Sancho II de Portugal (1223-1248), foi agraciado com essa honra entre os termos de Évora e Beja, grosso modo coincidente com a serra de Portel. Em 1257, o monarca dirigiu cartas aos homens-bons de Évora para que aceitassem João de Aboim como seu vizinho. 

Tendo havido contestação acerca dos limites desta doação, somente após a demarcação de sua jurisdição, em 1261, o soberano autorizou a construção de um castelo onde melhor servisse aos interesses daquele nobre (1261). Desse modo, a 1 de Dezembro de 1262, João de Aboim, acompanhado por sua esposa e filho, passou Carta de Foral aos povoadores do castelo de Portel, em termos semelhantes aos de Évora.

Os trabalhos de construção então iniciados, terão prosseguido sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), quando, após falecido o nobre, tendo surgido contenda entre os herdeiros pela posse da honra, o castelo reverteu para a posse da Coroa, por escambo entre o soberano e D. Marinha, viúva de João de Aboim, datado de 9 de Janeiro de 1289. A este soberano é atribuída ainda, a ereção da cerca da vila.

No contexto da crise de 1383-1385, Fernão Gonçalves de Sousa, alcaide de Portel, tomou o partido de Castela, e com receio dos moradores, tomou-lhes as armas a todos e pô-las no castelo. Em Novembro de 1384, no desenvolvimento da campanha alentejana pelas forças do Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, um clérigo de Portel, de nome João Mateus, abriu-lhes as portas da vila, facilitando a conquista da povoação e a rendição do castelo.. Os seus domínios, após a batalha de Aljubarrota estariam compreendidos na ampla doação de terras e direitos que o soberano fez aquele Condestável, passando, por sucessão, para os domínios da Casa de Bragança.
 
Posteriormente, sob o reinado de D. Manuel I, a povoação e seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509). Nessa época a estrutura do castelo foi remodelada dando lugar ao paço dos duques de Bragança e a uma barbacã (1510), ficando as obras a cargo do arquitecto-régio Francisco de Arruda, por instância de D. Jaime, duque de Bragança.

Perdida a sua função defensiva, afastado da linha lindeira e das principais vias de acesso ao território alentejano, o castelo foi progressivamente abandonado até se converter em ruínas no século XIX.

No início do século XX, o conjunto foi classificado como Monumento Nacional por Decreto, publicado em 23 de Junho de 1910. A intervenção do poder público fez-se sentir pontualmente, em 1938, por iniciativa da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). 
 
Propriedade da Fundação Casa de Bragança, a degradação do conjunto continuou progredindo até à derrocada de um torreão cilíndrico do paço e, mais recentemente, em Fevereiro de 1998, de um troço de muralha adjacente à torre de menagem, elemento que já havia sido objeto de intervenção na década de 1980. 

A nova intervenção teve lugar em 1999, a cargo da DGEMN, através da sua Direcção Regional Sul, com base em técnicas tradicionais de construção. O conjunto aguarda, entretanto, um plano abrangente de investigação e de musealização.

Fonte: Wikipédia.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Mikas e Mané



OCEANÁRIO DE LISBOA
Outubro de 2015



Cada Outono que vem é mais perto do último Outono que teremos

Cada Outono que vem é mais perto do último Outono que teremos, e o mesmo é verdade do Verão ou do estio; mas o Outono lembra, por que é, o acabamento de tudo, e no Verão ou no estio é fácil, de olhar, que o esqueçamos. Não é ainda o Outono, não está ainda no ar o amarelo das folhas caídas ou a tristeza húmida do tempo que vai ser Inverno mais tarde.

PESSOA, Fernando, Palavras do Livro do Desassossego, Vila Nova de Famalicão, Edição Libório Manuel Silva, 2013, p.63.

domingo, 9 de outubro de 2016

Obra de D Carlos I no Museu do Mar





No Museu do Mar, em Cascais, encontramos uma forte referência ao trabalho do nosso rei oceonógrafo - D. Carlos, desde a aguarelas, a espécies recolhidas ou a uma réplica do navio usado para os seus estudos.

Flatulência

Uma pessoa que em grande medida se nutre de alimentos pobres em fibras, como massas, pão branco ou pizza, não deve mudar de repente para grandes porções de pratos ricos em fibras, já que isso irá violentar a esfomeada comunidade bacteriana. As bactérias ficarão então fora de si e irão por-se a metabolizar tudo com uma euforia desmedida. O resultado será o excesso de flatulência. O procedimento certo é aumentar gradualmente as fibras e nunca em quantidade exageradas. Afinal de contas, comemos em primeiro lugar para nós e só depois para os habitantes do nosso intestino grosso.

A flatulência excessiva não é nada agradável. Os gases em excesso fazem inchar o nosso intestino, causando desconforto. Dar uns quantos puns é porém um dever saudável. Nós somos seres vivos e na nossa barriga vive um pequeno mundo que trabalha de forma diligente e fabrica coisas. Do mesmo modo que a Terra tolera os gases que emitimos, também nós devemos reconduzir afavelmente os dos nossos micróbios. O som será sempre divertido, mas o cheiro não tem de ser necessariamente mau. As bifidobactérias ou os lactobacilos não libertam, por exemplo , quaisquer odores desagradáveis. Quem nunca sente a necessidade de dar puns é porque deixa as suas bactérias intestinais passar fome e não é um bom anfitrião para os seus micróbios.


ENDERS, Giulia, A vida secreta dos intestinos, Alfragide, Lua de papel, 2015, pp. 256-257.

Navio de cruzeiro

Em Maio passado, quando fui visitar o Museu de Arte Antiga, vi no porto em frente, este cruzeiro com gente a bombordo a olhar para Lisboa e fiquei cheia de inveja destes turistas que usufruem as suas férias calmamente... E antes de entrar no museu sonhei, um dia serei eu...

sábado, 8 de outubro de 2016

Geografia de Lisboa segundo Eça

As geografias antigas dizem: Lisboa, cidade antiga rica e forte: ali o ar é melhor que em qualquer sítio de Espanha. Está sobre sete montanhas à beira do Tejo. Long. 9.30, lat. 38.42".
O ar é na verdade bom. Lisboa tem ainda meiguices primitivas de luz e de frescura: apesar dos asfaltos, das fábricas, dos gasómetros, dos cais, dos alcatrões, ainda aqui as Primaveras escutam os versos que o vento faz: sobre os seus telhados ainda se beijam as pombas: ainda no silêncio, o ar escorre pelas cantarias. como o sangue ideal da melancolia. E Deus ainda não é um poeta impopular.

QUEIROZ, Eça de, Lisboa, Crónicas e cartas, Lisboa, Editorial Verbo, 1972, p. 15.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Museu da Carruagem




Fundação Eugénio de Almeida, Évora

Este espaço museológico foi alvo de uma remodelação recente. Anteriormente tinha mais espólio em exposição, dando um aspecto de muito cheio. Agora o que lhe falta é o seu aspecto original de cocheira, problema muito semelhante ao actual Museu dos Coches, parecendo estarmos num espaço vazio, sem identidade... Aqui o que também deve ser melhorado, a meu ver, é a sua sinalética.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Torre do Tombo



A Torre do Tombo é de uma das instituições mais antigas de Portugal. Desde a sua instalação numa das torres do castelo de Lisboa, ocorrida provavelmente no reinado de D Fernando e seguramente desde 1378, data da primeira certidão conhecida, até 1755, prestou serviço como Arquivo do rei, dos seus vassalos, da administração do reino e das possessões ultramarinas, guardando também os documentos resultantes das relações com os outros reinos. Além de servir a administração régia, com funções semelhantes às de um arquivo intermédio dos nossos dias, o serviço mais importante prestado pela Torre, foi o das certidões, solicitado pelos particulares e pelas instituições. Mediante autorização régia, facultou a consulta e mesmo o empréstimo de documentos, a alguns estudiosos, cujas obras foram depois impressas.

No século XVII, começou a ser organizado o Arquivo do Arquivo, surgindo os primeiros livros do seu registo, fizeram-se alguns índices.
No século XVIII, o crescente número de certidões solicitado à Torre do Tombo, onde avultam as pedidas pela Academia de História, fez aumentar o número dos seus oficiais. Neste século, no âmbito da descrição dos documentos, realizaram-se numerosos índices, indo ao encontro da necessidade de se conhecerem os documentos e de se criarem os instrumentos de pesquisa necessários à sua recuperação: este trabalho iniciou-se e decorreu, em boa parte, no edifício da torre do castelo: assim foram elaborados a maioria dos índices das Chancelarias régias (1715-1749), das Leis e Ordenações (1731), das Bulas (1732), dos moradores da Casa Real (entre 1713 e 1742), o inventário das Bulas, Breves e trasuntos pontifícios (1751-1753).

No dia 1 de Novembro de 1755, a torre ruiu durante o terramoto. A documentação foi recolhida dos escombros, e guardada, temporariamente, numa barraca de madeira, construída na Praça de Armas, após autorização do Marquês de Pombal, datada de 6 de Novembro. Em 26 e 27 de Agosto de 1757, foi transferida para uma parte do edifício do Mosteiro de São Bento da Saúde, da lado da Calçada da Estrela, ocupando as instalações designadas por Casa dos Bispos e compartimentos contíguos, que foram arrendados ao mosteiro. Houve então que proceder à sua instalação, e à sua organização: os maços da Casa da Coroa, foram organizados em colecção do Corpo Cronológico, e em colecção dos Fragmentos. Os oficiais do arquivo fizeram várias cópias de documentos, nomeadamente, a Reforma das Gavetas, a Reforma dos Forais Antigos, e a colecção de Cópias, tendo continuado o trabalho de descrição de documentos de que resultaram os índices do Corpo Cronológico (1764), os sumários e índices dos documentos das Gavetas (1765), os índices dos livros das Ementas (1765), os índice dos maços das Moradias e dos Ofícios da Casa Real (1767, 1770), o inventário dos documentos da Casa da Coroa (1776). Alguns destes instrumentos de descrição, podem ser ainda hoje consultados no Serviço de Referência.
A partir de 1777, pelo Regimento de 1 de Agosto, os livros de registo das mercês dos reinados findos, estavam obrigados a dar entrada na Torre do Tombo. Em 1791, por Aviso de 5 de Fevereiro, o Registo Geral de Mercês foi transferido para a Torre do Tombo, mantendo-se a funcionar nesta instituição até 1927.
No início do século XIX, as atribuições do Arquivo alargaram-se à formação de funcionários e ao ensino da Diplomática, concretizada na criação da Aula de Diplomática.
Até 1823, o Arquivo esteve sujeito ao Conselho da Fazenda, embora dependesse também de outras instituições no período do Antigo Regime. Desde então e até 1887, esteve dependente da Direcção Geral da Instrução Pública do Ministério do Reino.
No período liberal, a Torre do Tombo, designada por Arquivo Nacional no Regulamento de 1823, ou por Real Arquivo da Torre do Tombo, foi chamada a desempenhar funções de âmbito muito mais alargado, encetando uma nova fase na vida institucional, marcada pela incorporação de documentos dos arquivos dos extintos tribunais do Antigo Regime, em 1821 e 1833, e dos cartórios das corporações religiosas, extintas por Decreto de 28 de Maio de 1834. Estão reconhecidos quatro grandes ciclos de incorporações ao longo do século XIX, provenientes de diversas instituições, facto que concorreu para a desorganização dos acervos, que não entraram completos.
Neste ambiente de crescimento da documentação do Arquivo, o Regulamento Provisional de 30 de Abril de 1823, apostava na elaboração de diversos tipos de índices, recomendando a conservação da ordem dos documentos.
O novo Regulamento publicado em 1839, cometia ao Arquivo, o dever de incorporar os documentos considerados desnecessários às próprias instituições e os dos organismos extintos, assegurando a sua boa conservação e instalação.
A Lei de 2 de Outubro de 1862, veio estabelecer a obrigatoriedade de se fazerem acompanhar as remessas de documentos dos respectivos inventários, elaborados com base na proveniência dos documentos.
No século XIX, o Arquivo ressentiu-se do insuficiente número de funcionários, divididos pelo expediente da Secretaria de Registo das Mercês que nele funcionava, e das más condições das suas instalações, só melhoradas em 1861, quando o Arquivo da Torre do Tombo se mudou para a ala direita do mosteiro, do lado da Rua de São Bento, ocupando, sucessivamente, os espaços da igreja, do refeitório, e da Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos, instalações onde se manteve até 1990.
Embora, se tenha investido na descrição documental, a concepção de arquivo como serviço público de divulgação de conteúdos documentais surgiu tardiamente: a consulta pública dos documentos da Torre do Tombo, começou de forma tímida, em 1901, por Decreto de 24 de Dezembro, estando prevista para os estudiosos a quem os conservadores deviam dar apoio.
O Decreto de 18 de Março de 1911 reorganizou os serviços das bibliotecas e dos arquivos dependentes da Direcção Geral da Instrução Secundária, Superior e Especial, denominou, definitivamente, o Arquivo da Torre do Tombo por Arquivo Nacional, acentuou a função de conservação e valorização dos manuscritos destinados ao estudo da História, bem como a função de promover a entrada de cópias de manuscritos portugueses, existentes no estrangeiro, e estabeleceu, pela primeira vez, um horário de abertura ao público.
Nos últimos cem anos, o Arquivo Nacional cresceu significativamente com a integração de diversos serviços de arquivo: o Arquivo dos Feitos Findos (em 1915 por Decreto n.º 1659, de 15 de Junho), o Arquivo dos Registos Paroquiais, acumulando as funções de Arquivo Distrital de Lisboa (desde 1918 até 1992), o Arquivo das Congregações (em 1930), o Arquivo Histórico do Ministério das Finanças (em 1992) e mais recentemente o serviço de Lisboa do Centro Português de Fotografia (2007), para além das múltiplas entradas de documentos, provenientes de diversas instituições públicas, de arquivos senhoriais, e pessoais, muitos deles adquiridos por compra.
Em 1931, por Decreto n.º 19 592, de 31 de Junho, o Arquivo Nacional foi designado por Arquivo Geral, e sujeito técnica e administrativamente à Inspecção das Bibliotecas Eruditas e dos Arquivos, que em 1965 ficou sob tutela da Direcção Geral do Ensino Superior e das Belas Artes, do Ministério da Educação.
Desde 1985, que o Arquivo Nacional se encontra dependente do Ministério da Cultura com autonomia administrativa. A criação dos restantes arquivos distritais, para onde a Inspecção foi enviando os documentos ainda existentes nas repartições da Fazenda, foi sendo feita nos anos de 1927, 1931, 1933, 1965, surgindo a progressiva necessidade de os integrar numa rede nacional, e numa política nacional de arquivos.
Assim, em 1988, foi criado o Instituto Português de Arquivos, pelo Decreto-Lei n.º 152/88, de 29 de Abril, mantendo-se em funções até 1992, ano em que foi fundido com o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, pelo Decreto-Lei n.º 106-G/92, de 1 de Junho, tomando este, o nome de Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (AN/TT).
Depois de 1990 uma vez transferido para o edifício construído propositadamente para albergar o Arquivo Nacional na Alameda da Universidade, dispondo de mais amplas instalações, ocorreram novas incorporações, nomeadamente, em 1992, com a entrada da documentação das Secretarias de Estado, mencionada já no artigo 25.º da Lei de Março de 1911, seguidas de muitas outras aquisições.
A evolução da política nacional de arquivos, estendida à produção dos documentos e à gestão dos arquivos correntes, à avaliação e selecção documental e aos arquivos intermédios, reflectiu-se na mudança do nome do Arquivo Nacional, passando a Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IAN/TT). A partir de 1997, de acordo com a lei orgânica publicada no Decreto-Lei n.º 60/97, de 20 de Março, competiu-lhe promover e executar a política arquivística nacional, nas suas vertentes de conservação e valorização do património arquivístico nacional, de promoção da qualidade dos arquivos correntes, e da salvaguarda e garantia dos direitos do Estado e dos cidadãos.
A sua identidade própria foi recuperada em 2007 pela vigente lei orgânica, e novamente designado por Arquivo Nacional da Torre do Tombo constituindo-se como arquivo de âmbito nacional na dependência da Direcção Geral de Arquivos.

Fonte: http://antt.dglab.gov.pt/inicio/identificacao-institucional/6-2/

sábado, 1 de outubro de 2016

Na minha rua é assim, e na tua?



Raras janelas iluminadas. Onze da noite e há muito que a rua está deserta.

FONSECA, Manuel da, Noites quentes de Verão, O vagabundo na cidade, Editorial Caminho, 2001, p. 113

Chafariz da Junqueira

De arquitectura infraestrutural, tardo-barroca, este chafariz urbano está em frente ao edifício da Cordoaria, ligado à distribuição de água a Lisboa, pelas Águas Livres, do tipo caixa de água, com a face frontal em forma de espaldar rectangular, flanqueado por pilares toscanos, de fustes almofadados, rematando em elementos curvos e contracurvados, onde domina a decoração de acantos, concheados e enrolamentos. 

No espaldar inscrevem-se duas bicas boleadas, o esquema mais comum nos chafarizes de Lisboa, que vertem para tanque de planta contracurva e muro galbado, com bordo boleado, onde surgem dois pilares e réguas metálicas para apoio de vasilhame. 

A estrutura remata em elemento curvo, flanqueado por enrolamentos e encimado por esfera armilar, contendo as armas reais, num esquema semelhante ao Chafariz do Intendente (v. PT031106310126), estrutura na qual se filia, uma vez que possuem estruturas semelhantes, sendo o do Intendente mais elaborado. 

É flanqueado por duas alas curvas, onde se integram portas de verga recta, de acesso à caixa de água, com bancos de cantaria adossados, elementos comuns a todos os chafarizes flanqueados por alas curvas.

Fonte: http://www.monumentos.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=9598