sábado, 8 de julho de 2023

Porra, que noites de Verão

Apetece-me ser maluca

Portar-me mal

Deixar de ser normal

Porra!!!

Noites quentes de Verão

Se aproximam e não acaba a solidão 

Visto me a matar

Mas não há ninguém para me pescar

Problema hormonal

Por curar

Perco o tino e as estribeiras

Recebo desatino

Aventurar

Uma hora

Não é visitar!

Insisto e persisto

Mas tenho de encarar

Que a concha

Vai ganhar

E o meu corpo definhar...

A realidade está me a desgastar

A expectativa a matar

O pra semana

Não me satisfaz

Merda de média 

Início de vida tão infeliz

Se nunca há vagar

Não há desejar

Noites de verão 

Oportunidades não...


XPTO 

Gato vadio


 Évora 

Formingando


 Évora 

Manequins de Viana


 Museu do Traje de Viana do Castelo 

sábado, 1 de julho de 2023

Onde andam os índios da Meia Praia?



 

Igreja de S. Baptista



 SAARBURG

Vista geral de Saarburg


 

Igreja do Calvário













ÉVORA

 

Sílabas antigas

No modo como a luz se inclina

adivinha-se o vento.

a água limpa da camisa.

A proliferação da sombra

não consegui afogar

a transparência do mundo - dizia

a canção. Eram sílabas

antigas. Entre

a voz a prumo e o ar

ondulavam as espigas.  


ANDRADE, Eugénio de, Ofício de Paciência, Porto, Assírio & Alvim, 2018, p. 27.

Liberta-me ou aperta-me

Liberta-me...

Não aguento mais,

sufoco em tristeza

ao pensar neste passo...


Terei coragem e resistir?

Sinto-me a quebrar...

a tanta expectativa,

E ao teu silêncio


Vem! Aperta-me!

Porra!!

Não me transformes em fantasma

Não me faças regressar à  anterior invisibilidade...


No alto da torre vences todas as lutas

Mas esqueces  da minha existência 

ao tanto adiar, estás me a afastar??

Sr p'ra semana...


Xpto