quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Vem dos lados do rio


Vem dos lados do rio, as mãos fresquíssimas, algumas gotas de água ainda nos cabelos. Com a manhã chega o anónimo respirar do mundo. Um cheiro a pão fresco invade o pátio todo. Vem dos lados do rio: para levar à boca, ou ao poema.

ANDRADE, Eugénio de, Memória doutro rio, Porto, Assírio e Alvim, 2014, p. 32.

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