Vem dos lados do rio, as mãos fresquíssimas, algumas gotas de água ainda nos cabelos. Com a manhã chega o anónimo respirar do mundo. Um cheiro a pão fresco invade o pátio todo. Vem dos lados do rio: para levar à boca, ou ao poema.
ANDRADE, Eugénio de, Memória doutro rio, Porto, Assírio e Alvim, 2014, p. 32.
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