quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Meu corpo mirrará de solidão

Meu corpo mirrará de solidão.

Minha alma secará de estar sozinha.

Minha voz perderei de não ouvida.

Mas serei dos que, na órbita mesquinha

Da vida, por ser altos, nada são;

Dos que preferem a Montanha à vida.


PESSOA, Fernando, Poemas esotéricos,  Porto, Assírio e Alvim, 2020, p. 89.

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