Em Utreque consegui visitar o interior desta igreja que me surpreendeu porque os elementos arquitectónicos estão lá mas não me senti numa igreja, mais num espaço cultural... Um mês depois da minha visita à Holanda li num artigo que muitos destes locias estão a ser desacralizados devido à redução da população católica nacional. É estranho ver um bar num local de culto, mas tem o aspecto positivo - o património resiste à mudança dos tempos!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Batalha das Ardenas ou de Bulge
A Batalha das Ardenas (também conhecida como Ofensiva das Ardenas ou Batalha do Bulge) (16 de Dezembro de 1944 — 25 de Janeiro de 1945) foi a grande contraofensiva alemã no oeste, lançada no fim da Segunda Guerra Mundial na floresta das Ardenas na Valônia, Bélgica, e também chegou a França (Bataille des Ardennes) e ao Luxemburgo na Frente Ocidental. O que explica este simples monumento no jardim ao lado da fundação Pescatore aos mortos de tão sangrenta batalha.
A ofensiva alemã tinha como objetivo dividir os Aliados americanos e britânicos ao meio, capturando a região da Antuérpia, Bélgica, cercando e destruindo as tropas das forças Aliadas, tentando forçar os Aliados ocidentais a negociar um tratado de paz com as potências do Eixo.Uma vez com seus objetivos conquistados, Hitler poderia focar todo seu poderio militar contra os Soviéticos no Leste.
Os reforços Aliados, incluindo o poderoso 3º Exército do General norte-americano George Patton e, com a melhoria das condições climáticas, a esmagadora superioridade aérea, permitiu que as forças alemãs e suas linhas de suprimentos fossem massacradas em especial pela Força Aérea Aliada, o que selou o fracasso do ataque.
A velocidade do avanço dos Aliados, associado a falta de um porto de águas profundas, trouxe um grave problema de logística.
O uso dos portos da Normandia acabou por exceder a capacidade dos
Aliados de abastecer suas tropas. O único porto de águas profundas
capturado pelos Aliados ficava em Cherbourg, mas os alemães
destruíram e minaram o porto antes de recuar. Levaria meses para eles
construírem um porto que tivesse a capacidade de suprir as tropas de
forma eficiente. Os Aliados então capturaram o porto da Antuérpia, na Bélgica, em Setembro mas o porto só ficou em funcionamento total em 28 de novembro, quando o estuário do rio Escalda, que controla o acesso ao porto, estava livre de tropas alemães.
Os Generais Patton, Montgomery e Omar Bradley,
continuaram a pedir prioridade na entrega de suprimentos aos seus
exércitos para que eles pudessem continuar seus avanços e permancer
pressionando os alemães. General Eisenhower, contudo, preferia um
estratégia com uma ampla frente. Ele então priorizou as forças de
Montgomery, que tinha por objetivo capturar a Antuérpia e chegar a área
do Vale do Ruhr, o coração industrial da Alemanha.
No oeste, problemas com a falta de suprimentos atrasaram as operações
dos Aliados, apesar da abertura dos portos da Antuérpia em novembro de
1944 ter melhorado a situação. As posições Aliadas estavam espalhadas
desde o sul da França até a Holanda. Os planos alemães para a
contra-ofensiva partia da premissa que um ataque contra as finas linhas
inimigas prejudicaria seu avanço no oeste.
A disputa entre Montgomery e Patton
era conhecida e Hitler acreditava que ele podia explorar essa desunião.
Se o ataque fosse bem sucedido na captura da Antuérpia, quatro grandes
exércitos Aliados ficariam presos, cercados e sem munição atrás das
linhas alemães e seriam obrigados a capitular, comprometendo assim todo o
esforço de guerra dos Aliados na Europa. Ambos os planos eram centrados em priorizar os ataques nas forças
americanas. Hitler acreditava que os americanos seriam incapazes de
resistir e que o público americano iria se voltar contra o conflito ao
saberem de uma grande derrota no continente europeu.
Com um papel secundário, o 15º Exército, sob comando de Gustav-Adolf von Zangen, que havia sido reconstruído depois de pesadas baixas sofridas durante a Operação Market Garden,
estava localizado na parte mais ao norte das Ardenas e teve a função de
destruir as guarnições americanas na região, com a possibilidade de
avançar mais se as condições fossem boas.
Antes da ofensiva, os Aliados não estavam cientes da movimentação de
tropas alemães na fronteira. Durante a libertação da França, a rede de
espiões da resistência francesa
havia dado várias informações sobre a disposição das tropas alemães.
Quando a guerra chegou a fronteira da Alemanha, essa fonte secou. O
tempo nebuloso também evitou que os Aliados mandassem aviões de
reconhecimento para descobrir onde as tropas alemães estavam.
Assim, o Alto Comando Aliado considerava as Ardenas um setor calmo,
se apoiando nas informações da inteligência que dizia que os alemães não
tinham a capacidade de lançar uma ofensiva em larga escala naquele
estágio da guerra. O pouco que os Aliados sabiam os levaram a crer que
os alemães estavam apenas preparando suas últimas defesas, ao invés de
um ataque.
Por causa das Ardenas ser considerado um setor calmo, o local chegou a
ser considerado para campo de treinamento para as novas unidades e
também como área de descanso para as tropas veteranas. As forças
americanas nas Ardenas era uma mistura de tropas bem inexperientes e
tropas extremamente fatigadas pela luta continua durante o conflito que
estavam lá para descansar.
Em 16 de dezembro de 1944, as 5:30h da manhã, os alemães começaram um
maciço ataque com uma barragem de artilharia de 90 minutos de duração
com 1 600 tiros
em uma área de 80 milhas (130 km) onde as tropas Aliadas enfrentariam o
Sexto Exército Panzer da SS. A impressão inicial dos americanos era a
esperada, um contra-ataque localizado como resultado da ofensiva dos
Aliados ao setor de Wahlerscheid ao norte onde a 2ª Divisão havia
avançado fundo além da linha Siegfried. No norte, o Sexto Exército Panzer da SS de Dietrich atacou Losheim e Elsenborn Ridge com o objetivo de chegar até Liège. A forte nevasca inutilizou algumas aéreas das Ardenas. Apesar do mau
tempo ter mantido os aviões Aliados no solo, ele também trouxe problemas
para os alemães devido as más condições das estradas. Os
engarrafamentos de veículos nas ruas pequenas e a falta de combustível
atrasou o avanço inicial.
No centro, o 5º Exército Panzer de von Manteuffel atacou as cidades de Bastogne e St. Vith, ambos cheios de cruzamentos das principais estradas com grande valor estratégico. No sul, o 7º Exército de Brandenberger avançou até Luxemburgo para proteger os flancos da invasão. Apenas um mês antes, 250 membros da Waffen-SS haviam falhado em tentar recapturar a cidade de Vianden.
Às 12:30h em 17 de dezembro, o Kampfgruppe Peiper estava próxima a aldeia de Baugnez, a meio caminho da cidade de Malmedy e Ligneuville, quando encontraram elementos da 285º Batalhão de Observação de Artilharia e da 7ª Divisão blindada americana.
Depois de uma curta batalha, os americanos, mal armados, se renderam.
Eles foram desarmados junto com outros americanos capturados
(aproximadamente 150 homens) e foram enviados a um campo com pouca
guarda. Depois de 15 minutos que Peiper avançou, um grupo de soldados da
SS sob o comando do Sturmbannführer Werner Pötschke chegou. A partir dai, as histórias do massacre variam, mas acredita-se que 84 prisioneiros de guerra foram assassinados. Poucos sobreviveram e a noticia da morte dos prisioneiros correram pelas linhas Aliadas.
Depois do fim da guerra, soldados e oficiais da Kampfgruppe Peiper,
incluindo Joachim Peiper e o general da SS Sepp Dietrich, foram levados a
julgamento pelo massacre de Malmedy. No amanhecer do dia 19 de dezembro, Peiper surpreendeu os defensores
americanos em Stoumont e enviou soldados de infantaria da 2º Regimento
de Infantaria de Panzergrenadier da SS e uma companhia de Fallschirmjägers
que se infiltraram nas linhas norte-americanas. Logo seguiu-se um
ataque com os Panzers (tanques), conquistando a parte oriental da
cidade.
Um batalhão de blindados americanos chegou e depois de duas
horas de combates entre tanques, Peiper capturou Stoumont às 10:30h.
Knittel se juntou a Peiper e relatou que os americanos haviam capturado
Stavelot a leste.
Peiper ordenou que Knittel reconquistasse Stavelot. Avaliando sua
situação, seu Kampfgruppe não tinha combustível suficiente para cruzar
as pontes ao oeste de Stoumont e continuar avançando. Ele manteve sua
posição a oeste de Stoumont por um tempo, até o anoitecer de 19 de
dezembro, até que ele recuou até o outro lado da cidade. Na mesma noite,
a 82ª Divisão Aero-transportada sob o comando do Major-general James Gavin chegou e se lançou contra La Gleize e se intrepôs nos planos de Peiper.
.
Pequenas unidades do 2º Batalhão americano do 119º Regimento atacou
as dispersas unidades de Kampfgruppe Peiper durante a manhã de 21 de
dezembro, mas eles tiveram de recuar e um bom número de seus soldados
foram feitos prisioneiros, incluindo o comandante Major Hal McCown.
Peiper soube que os reforços alemães estavam em La Gleize e recuou para o
leste, deixando americanos e alemães feridos no Castelo de Froidcourt.
Tentando recuar para Cheneux, paraquedistas americanos da 82ª Divisão
lutaram um feroz combate casa-a-casa com os alemães.
FONTE: WIKIPÉDIA
domingo, 15 de dezembro de 2013
sábado, 14 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
A felicidade e a desventura
(…) sermos de tal maneira feitos que comparamos tudo connosco, segue-se que a
felicidade ou a desventura jaz nos objectos que contemplamos, e desde então não
há nada mais perigoso que a solidão. A nossa imaginação, levada por natureza a
soerguer-se, e repleta de poesia, cria seres cuja superioridade nos esmaga, e
quando lançamos o olhar para o mundo real, qualquer outro nos parece mais perfeito
que nós mesmos. E isso é muito natural, sentimos tantas vezes que nos faltam
tantas coisas, e o que nos falta por vezes outro parece possuí-lo.
GOETHE, J. W., Werther, Editorial Verbo, Lisboa, s.d., p.89.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Raposa
Ao sair de casa deparei com esta raposa perto do rio Elzette, talvez a namorar um pato para o seu almoço! Nunca tinha visto este animal em estado selvagem, gostei muito desta primeira experiência, apesar de o ver em mau estado e fraco... A raposa nunca deixou de olhar para mim e pareceu-me bem mais inofensiva do que contam nas nossas histórias infantis porque não se mostrou nada ameaçadora - apenas um pouco assustada, mas também corajosa porque nunca fugiu!
As raposas são animais mamíferos omnívoros pertencentes à família Canidae. São canídeos
de porte médio, caracterizados por um focinho comprido e uma cauda
longa e peluda. Também apresentam como particularidade pupilas
ovais, semelhantes às pupilas verticais dos felídeos. De cerca de 37 espécies reconhecidas como raposas, somente 12 pertencem ao género Vulpes das "raposas verdadeiras", do qual a raposa vermelha é a mais comum.
Uma raposa selvagem pode viver até 10 anos, mas a maioria sobrevive
por apenas 2 ou 3 anos devido à caça, atropelamentos e doenças. São
canídeos ligeiramente menores que um cão de tamanho médio. Os machos
pesam, em média, 5,9 kg e as fêmeas pesam um pouco menos, por volta de
5,2 kg.
Suas características físicas mais marcantes são seu focinho
fino e alongado, a cauda peluda e as orelhas eretas. Outras
características variam segundo as adaptações ao habitat onde esses
animais vivem. O feneco (uma raposa do deserto), por exemplo, possui o
seu,corpo pequeno, pelagem curta e orelhas grandes, que ajudam a
irradiar o calor. Por outro lado, a raposa do ártico, habitante da tundra e do gelo polar, desenvolveu pelagem branca e densa, além de orelhas curtas.
As raposas são caçadoras oportunistas e apanham suas presas vivas. A
técnica de caça mais comum, aprimorada desde a juventude, é pular sobre a
presa para matá-la rapidamente. A dieta da raposa é ampla e variada e
inclui, além de pequenos mamíferos, répteis, anfíbios, insectos, aves, peixes, ovos
e frutas silvestres. O excesso de alimento é armazenado pela raposa
para consumo posterior, geralmente enterrado no solo, sob folhas ou sob a
neve. Por caçarem apenas o suficiente para alimentar um animal, as
raposas são predadoras solitárias e não se reúnem em grupos.
As raposas constituem casais apenas na época do acasalamento, que
ocorre em meados do inverno para as raposas vermelhas, a espécie mais
difundida. Uma vez estabelecido, um casal ocupa um pequeno território
que passa a defender de outras raposas. Os filhotes nascem após um
período aproximado de 50 dias de gestação, e seu número e tamanho variam
conforme a espécie e o ambiente. Nos dias que sucedem ao nascimento, o
macho traz o alimento para a fêmea enquanto ela cuida dos filhotes na
toca; mais tarde, o casal passa a caçar para alimentar os filhotes. Em
meados do verão, as jovens raposas começam a caçar sozinhas e se tornam
auto-suficientes no outono. No início do inverno, os filhotes deixam o
território e a família se desfaz.
Fonte: Wikipédia.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
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