sábado, 12 de setembro de 2020

Doenças mentais


As doenças mentais são classificadas da seguinte forma – e passo a transcrever:
1.º O chamado nível mental limite em que é possível uma reeducação que leve à adaptação a uma vida social normal, embora de nível baixo, isto é, sem grandes aspirações intelectuais.
2.º Os débeis mentais propriamente ditos, de grau médio, capazes de, por acção reeducativa, aprender a ler e a escrever, com maior ou menor dificuldade, e a executar trabalhos simples, ficando adaptados a uma existência útil num meio social tolerante.
3.º Os níveis mais baixos de imbecilidade e idiota em que os indivíduos são, no primeiro caso, susceptíveis de satisfazer as suas necessidades elementares e até mesmo de se adaptarem a um trabalho muito simples e rotineiro, necessitando, no último caso, que deles cuidem totalmente, até mesmo no que se refere à sua higiene pessoal.

 TAVARES, Gonçalo, Água, cão, cavalo, cabeça, Lisboa, Caminho, 2006, p. 33.

Angra ao fim do dia

Ilha Terceira

Refrescando


 

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Interior da igreja de Santa Cruz

O Mosteiro de Santa Cruz localiza-se na freguesia de Santa Cruz, Coimbra. Foi fundado em 1131 pela Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho , com o apoio de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, que nele se encontram sepultados. A qualidade das intervenções artísticas no mosteiro, particularmente na época manuelina, fazem deste um dos principais monumentos históricos e artísticos do país.

O mosteiro de Santa Cruz de Coimbra foi fundado em 1131 pelo Arcediago D. Telo, D. João Peculiar e S. Teotónio (primeiro Prior do Mosteiro e primeiro Santo de Portugal) e outros religiosos, que adotaram a regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. A instituição recebeu muitos privilégios papais e doações dos primeiros reis de Portugal, tornando-se a mais importante casa monástica do reino. 

O primitivo edifício do mosteiro e igreja de Santa Cruz foi erguido entre 1132 e 1223, com projeto de mestre Roberto, conceituado artista do estilo românico. 

A sua escola foi uma das melhores instituições de ensino do Portugal medieval, notabilizando-se por sua vasta biblioteca (hoje na Biblioteca Pública Municipal do Porto) e seu ativo "scriptorium". À época de D. Afonso Henriques, esse "scriptorium" foi utilizado como instrumento de consolidação do poder real. 

Ainda na Idade Média, o mais famoso estudante de Santa Cruz foi Fernando Martins de Bulhões, o futuro Santo António de Lisboa. Em 1220, o religioso aí assistiu à chegada dos restos mortais de cinco frades franciscanos martirizados no Marrocos (os Mártires de Marrocos), tendo então decidido fazer-se missionário e partir de Portugal. 

A partir de 1507, o rei Manuel I de Portugal ordenou uma extensa reforma, reconstruindo e redecorando o mosteiro e a sua igreja. Nessa época foram transladados os restos mortais de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I dos seus primitivos sarcófagos para novos túmulos decorados em estilo manuelino.

No interior do templo, a nave única e a capela-mor foram recobertas por uma abóbada manuelina de grande qualidade, em obras dirigidas por Diogo Boitaca e o coimbrão Marcos Pires. Cerca de 1530 foi adicionado sobre a entrada um coro-alto por Diogo de Castilho, sendo a parte escultórica de João de Ruão; nesse espaço foi instalado um magnífico cadeiral de madeira esculpida e dourada. Este cadeiral é um dos raros da época manuelina ainda existentes no país e deve-se, em primeiro lugar, ao entalhador flamengo Machim, que o instalou na capela-mor (1513); a obra seria prosseguida por João Alemão (1518) e, mais tarde (1531), pelo escultor francês Francisco Lorete, que o ampliou e deslocou para o coro-alto. A nave contém ainda um belo púlpito renascentista, obra de Nicolau de Chanterenne, datado de 1521. 

No século XVIII instalou-se um novo órgão, em estilo barroco, obra do espanhol Manuel Gomes Herrera (ou Gómez Herrera, autor do instrumento musical) e Francisco Lorete (caixa em madeira entalhada), e as paredes da nave receberam um grupo de azulejos brancos-azuis lisboetas que narram passagens bíblicas.

Na capela-mor encontram-se os túmulos dos dois primeiros reis de Portugal. Os túmulos originais encontravam-se no nártex da igreja, junto à torre central da fachada românica, mas D. Manuel I não achou condignas as antigas arcas tumulares e ordenou a realização de novas. Estas ficaram concluídas por volta de 1520. Nicolau Chanterene realizou as esculturas jacentes representando os reis, enquanto outras esculturas e elementos decorativos são habitualmente atribuídos a um hipotético Mestre dos Túmulos Reais e outros possíveis ajudantes (Diogo Francisco, Pêro Anes, Diogo Fernandes, João Fernandes e outros). Ambos os túmulos estão decorados com muitas estátuas e elementos gótico-renascentistas, além dos símbolos de D. Manuel I, a esfera armilar e a cruz da Ordem de Cristo. 

O estatuto de Panteão Nacional, sem prejuízo da prática do culto religioso, foi reconhecido ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra em Agosto de 2003, pela presença tumular dos dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I.

Fonte: Wikipédia.

Pormenor de ex-voto


 

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Apanhando o comboio até à Meia Praia






Apeadeiro algarvio

Miguel Torga

Adolfo Correia da Rocha, conhecido pelo pseudónimo Miguel Torga (São Martinho de Anta, 12/8/ 1907 — Coimbra, 17/1/1995), foi um dos mais influentes poetas e escritores portugueses do século XX. Torga destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios. Foi laureado com o Prémio Camões de 1989, o mais importante da língua portuguesa.

 Em 1928, entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, terminando a licenciatura em 1933 e exerceu a profissão entre Trás-os-Montes e Coimbra, sendo nesta última cidade homenageado com esta placa, afixada no seu local de trabalho.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Porto da Horta

Considerando as excelentes condições de abrigo da baía da Horta, e a situação privilegiada na confluência das rotas que cruzam o Atlântico, há 130 anos o Governo Português ordenava por Portaria de 31 de Março de 1875, a construção de uma doca na ilha do Faial.

Hortense

Com projecto da autoria de Tibério Augusto Blanc, oficial da arma de engenharia e encarregado das obras públicas em todos os distritos insulares, iniciou-se a sua construção a 20 de Março de 1876. No século e meio seguinte, a singularidade da função histórica do porto da Horta pode dizer-se que se confunde com a história da ilha do Faial, como a faz entrar na era contemporânea com uma função logística da maior relevância no plano internacional.

Ponto de escala bem localizado entre as margens dos continentes americano e europeu, a baía da Horta foi porto carvoeiro, porto baleeiro, de refresco e baldeação do azeite das frotas baleeiras americanas de Nantucket e New Bedford, ponto de amaragem dos hidroaviões da PanAm, Air France, British Overseas Airways e Lufthansa, até ser hoje a capital do “yachting” do Atlântico Norte.

Hortense
Afinal, a ilha do Faial através das excelentes condições  do seu porto, iniciou um trajeto que a projetou muito para além da sua frágil dimensão económica e espacial, cimentando ao longo de todo este tempo o seu ar cosmopolita e  função transatlântica.
Fonte: http://www.museu-horta.azores.gov.pt/conteudos/38/

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Aqueduto da Água de Prata

Hortense
Inaugurado a 28 de Março de 1537, o Aqueduto da Prata de Évora é uma das mais marcantes obras efetuadas na cidade na primeira metade do século XVI. Foi construído em escassos seis anos, sob direção do arquiteto régio Francisco de Arruda, e prolonga-se por cerca de 18 km, até à Herdade do Divor, onde vai abastecer. 

Muito provavelmente sobreposto ao antigo aqueduto romano, o carácter civil da construção foi enobrecido por alguns troços de inegável impacto artístico e urbanístico. 
 
Por exemplo, junto à igreja de São Francisco, existiu até 1873 o Fecho Real do Aqueduto, um pórtico renascentista composto por "um torreão de planta octogonal decorado por meias colunas toscanas e nichos emoldurados, de vieiras nos arcos de meio ponto, tendo um corpo superior com lanternim de aberturas do mesmo estilo, envolvido, na base, por umas piriformes" (ESPANCA, 1966). 
 
HortenseTambém na Praça do Geraldo, onde o aqueduto terminava, existiu uma fonte "adornada por leões de mármore" e associada a um arco de triunfo romano, ambos posteriormente sacrificados aquando da remodelação henriquina da principal praça da cidade e a fonte substituída pela atual fonte da Praça do Geraldo (ESPANCA, 1993, p.66)
Na Rua Nova de Santiago, precisamente no local onde a cerca velha foi cortada, Francisco de Arruda construiu uma Caixa de Água renascentista, de planta quadrangular e atualmente com dois lados visíveis, com doze colunas toscanas e amplo entablamento, obra que caracteriza o maior empenhamento artístico em algumas zonas do aqueduto e que contrasta drasticamente com outras partes do traçado em que o utilitarismo da construção sobrepôs-se a eventuais intenções mais eruditas. 
 
Hortense
Ao longo dos séculos o aqueduto da Prata sofreu algumas alterações entre acrescentos e demolições. De maior visibilidade foram os vários chafarizes e fontes que se implantaram ao longo do percurso citadino.
 
Parcialmente restaurado no século XVII, em consequência das guerras da Restauração, o aqueduto foi objeto de sucessivos beneficios durante os séculos XIX e XX, não se alterando, contudo, a fisionomia geral inicial.
 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Mar


Praia da Rocha

Quando passas o ano a desejar que o calor do Verão volte para ir à praia, mas depois chegas lá e só tens saudades do Invervo e da praia ser toda tua ;(

terça-feira, 11 de agosto de 2020

O que é que nos pertence?

Só o que sonhamos é o que verdadeiramente somos, porque o mais, por estar realizado, pertence ao mundo e a toda a gente.

PESSOA, Fernando, Palavras do Livro do Desassossego, Vila Nova de Famalicão, Edição Libório Manuel Silva, 2013, p. 11.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Barragem da Aguieira


A Barragem da Aguieira também conhecida por Barragem da Foz do Dão é uma barragem portuguesa de arcos múltiplos localizada no rio Mondego, a cerca de 2 quilómetros a jusante da foz do rio Dão, situando-se nos limites dos municípios de Penacova (distrito de Coimbra, margem esquerda) e de Mortágua (distrito de Viseu, margem direita), nas freguesias de Travanca do Mondego e Almaça respetivamente.

A construção começou em 1973 e entrou em funcionamento em 1981. Os seus principais objectivos são a produção e fornecimento de energia hidroeléctrica, a irrigação agrícola e o controle de cheias, sobretudo na chamada região do Baixo Mondego.




A um nível de pleno armazenamento de 117 m (nível de máxima cheia 126 m), a albufeira da barragem tem uma superfície de 20 km2 e uma capacidade total de 423 milhões de m3. A albufeira estende-se pelos municípios de Penacova, Carregal do Sal, Mortágua, Santa Comba Dão, Tábua e Tondela. A capacidade útil da albufeira é 30 (216) milhões de m3. O nível mínimo de exploração é 100 m. Com 216 milhões de m3, 39,2 GWh podem ser produzidos.



Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Praia Grande da Vitória

A Praia Grande fica situada na baía da cidade da Praia da Vitória, Ilha Terceira, junto à Marina da mesma. Gostei muito da cor da areia, achei-a original porque não é bem preta, nem bem amarela. O que acham?

Fonte: Wikipédia

domingo, 2 de agosto de 2020

Travessa da Bota

ÉVORA

O que são as emoções?


O homem superior tem de calcar as emoções
Porque são um estorvo ao pensamento.  

PESSOA, Fernando, Fausto – leitura em 20 quadros, Lisboa, Relógio d’ Água Editores, 1994, p 83.

sábado, 1 de agosto de 2020

Museu do Vinho

Redondo, terra do vinho, homenageia esta actividade com importância na economia desta vila no museu municipal. Com algumas peças interessnates mas pouco original já que este tema museológico é muito repetitivo na museologia nacional, o que tira um pouco a curiosidade ao visitante, infelizmente. É demasiado singelo...