sábado, 11 de outubro de 2025
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
A poesia é
1. Preenche o espaço em branco:
A poesia é _______________________.
- tudo aquilo que queres que seja.
LOVELACE, Amanda, Aqui a princesa salva-se sozinha, Alfragide, Oficina do Livro, 2019, p. 174.
quarta-feira, 8 de outubro de 2025
sábado, 4 de outubro de 2025
E vocês, animais
E vocês,
Animais,
Todos os animais,
que nos julgarão por pensamentos e palavras,
actos e omissões,
este canto é todo vosso,
EIRAS, Pedro, Paraíso, Porto, Assírio e Alvim, 2022, p. 96.
sexta-feira, 3 de outubro de 2025
quinta-feira, 2 de outubro de 2025
Desse céu
![]() |
| BEJA |
Desse céu de camponeses trouxe o azul, o azul limpo do linho, o azul branco.
ANDRADE, Eugénio de, Memória doutro rio, Porto, Assírio e Alvim, 2014, p. 69.
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Há momentos em que recordo que tenho apenas esta vida
REINHART, Lili, A arte de mergulhar, Alfragide, Edições Asa, p. 125.
Quem pôs o nome ao Oceano da Poesia chamava-se Poeta
Quem pôs o nome ao Oceano da Poesia chamava-se Poeta
Navegou num céu que não sabia fazendo a descoberta
De letra a letra
Ser a ideia certa.
(...)
Nasce na praia
o imenso Oceano da Poesia
e grita agitado e furioso
Que não quer
Na mesma praia
Vir a morrer um dia.
TORDO, Fernando, Não me tapes o caminho em frente, mesmo que não vá dar ao futuro, Lisboa, Editora Guerra e Paz, 2021, p. 21.
Vem daí
Vem daí dosear o sangue
Trocar os suores.
Se a noite e os desejos
nos levarem à luz da Lua
e nos trouxerem estrelas
sobre as pedras da nossa rua...
se nas docas os barcos dançarem
ao sabor
da nossa voz...
Então, meu amor,
a noite fomos nós.
ANTUNES, Fernando Machado, Como quem lisboandando, Lisboa, Guerra e Paz Editores, 2022, p. 72.
Primeira voz
Ninguém consegue escrever o poema
Captar a batida o ritmo a música inicial
Cantar de dentro do epicentro
Da palavra só lava
não mais que rio ardente
um fluxo de sangue
um batimento. Ou
vento. Apenas vento
no grande deserto da linguagem.
Miragem de miragem: breve
fria aragem
Do fundo. Matemática do mundo
ainda só oiro e ferro e prata.
Ou puro magna. Talvez
a enigmática equação
de Deus.
libélula inconcreta na cauda de um cometa
unicélula
na página do planeta
ainda só brancura de salgema.
E ninguém
sabe
quem
nem de onde nem porquê nem quando esse poema.
ALEGRE, Manuel, Livro do português errante, Lisboa, Publicações D. Quixote, 2022, p. 28.



















































