Meu amor,
Encontrámo-nos
Sedentos e bebemos
Toda a água e sangue,
encontrámo-nos
com fome
e mordemo-nos
como morde o fogo,
deixando-nos feridos.
mas espera por mim,
Guarda-me a tua doçura.
Dar-te-ei também
uma rosa.
NERUDA, Pablo, Poemas de amor, Lisboa, 2.a edição, Publicações D. Quixote, 2019, p. 35.
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