domingo, 14 de fevereiro de 2021
sábado, 13 de fevereiro de 2021
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
Paraíso na terra em forma de praia
Praia do Paraíso, Carvoeiro - Lagoa
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
Cada português é uma expressão de Portugal
MENDONÇA, José Tolentino, O que é amar um país, Lisboa, Quetzal, 2020, p 11.
domingo, 7 de fevereiro de 2021
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
Vitorino Nemésio, da Praia da Vitória
Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva (Praia da Vitória, 19/12/1901 — Lisboa, 20/2/1978) foi um poeta, romancista, cronista, académico e intelectual açoriano que se destacou como autor de Mau Tempo no Canal, e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.´
Vitorino Nemésio foi ficcionista, poeta, cronista, ensaísta,
biógrafo, historiador da literatura e da cultura, jornalista,
investigador, epistológrafo, filólogo e comunicador televisivo, para
além de toda a actividade de docência. O seu nome consta da lista de
colaboradores da Revista dos Centenários publicada por ocasião da Exposição do Mundo Português e nas revistas, Panorama (1941-1949) Conímbriga de 1923, Renovação (1925-1926), Atlântico e Litoral (1944-1945).
Levou a cabo, na sua obra, uma transformação das tendências da Presença
(que de certa forma precedeu), que garantiu a eternidade dos seus
textos. Fortemente marcado pelas raízes insulares, a vida açoriana e as
recordações da sua infância percorrem a obra do escritor, numa espécie
de apelo, revelado pela ternura da sua inspiração popular, pela presença
das coisas simples e das gentes, e pela profunda humanidade face à
existência e ao sofrimento da vida humana.
O conceito de "açorianidade" foi definido por Nemésio em 1932
e, desde então, foi amplamente divulgado em contextos bem
diferenciados, desde estudos de âmbito literário a intervenções de ordem
política. Naquele ano, por ocasião do V Centenário do Descobrimento dos
Açores, afirmou:
- "(...) Quisera poder enfeixar nesta página emotiva o essencial da minha consciência de ilhéu. Em primeiro lugar o apego à terra, este amor elementar que não conhece razões, mas impulsos; e logo o sentimento de uma herança étnica que se relaciona intimamente com a grandeza do mar.
- Um espírito nada tradicionalista, mas humaníssimo nas suas contradições, com um temperamento e uma forma literária cépticos, - o basco Baroja, - escreveu um livro chamado Juventud, Egolatria 'O ter nascido junto do mar agrada-me, parece-me como um augúrio de liberdade e de câmbio'. Escreveu a verdade. E muito mais quando se nasce mais do que junto do mar, no próprio seio e infinitude do mar, como as medusas e os peixes (...)
- Uma espécie de embriaguez do isolamento impregna a alma e os actos de todo o ilhéu, estrutura-lhe o espírito e procura uma fórmula quási religiosa de convívio com quem não teve a fortuna de nascer, como o logos, na água (...)
- (...) Meio milénio de existência sobre tufos vulcânicos, por baixo de nuvens que são asas e bicharocos que são nuvens, é já uma carga respeitável de tempo (...) Como homens, estamos soldados historicamente ao povo de onde viemos e enraizados pelo habitat a uns montes de lava que soltam da própria entranha uma substância que nos penetra. A geografia, para nós, vale outro tanto como a história, e não é debalde que as nossas recordações escritas inserem uns cinquenta por cento de relatos de sismos e enchentes. Como as sereias temos uma dupla natureza: somos de carne e pedra. Os nossos ossos mergulham no mar.
- Um dia, se me puder fechar nas minhas quatro paredes da Terceira, sem obrigações para com o mundo e com a vida civil já cumprida, tentarei um ensaio sobre a minha açorianidade subjacente que o desterro afina e exacerba."
Na minha visita à Praia da Vitória, na Ilha Terceira, descobri por acaso o seu local de nascimento. Lamento não ter tido tempo para visitar o interior, mas essa é uma boa desculpa para voltar aos Açores.
Fonte: Wikipédia
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
Rio Mira
O Mira é um rio português que nasce no concelho de Almodôvar, Serra do Caldeirão, a uma altitude de 470 m, e percorre cerca de 130 km até desaguar no oceano Atlântico junto a Vila Nova de Milfontes. É dos poucos rios portugueses que corre de Sul para Norte, tal como o rio Sado.
O seu curso tem um comprimento total de 130 km e vai desaguar junto a Vila Nova de Milfontes, 30 km a sul de Sines.
Na maioria do seu curso, o desnível é baixo, podendo por isso o rio ser
considerado envelhecido (Andrade, 1986). A bacia hidrográfica do rio
Mira, localizada no sudoeste de Portugal, tem uma área total de
1540 km². A norte é limitada pela bacia hidrográfica do rio Sado, a sul pelas bacias hidrográficas das ribeiras provenientes da Serra de Monchique, a leste pela bacia hidrográfica do rio Guadiana e a oeste pela orla costeira.
Entre os principais afluentes do Mira destacam-se a ribeira do Torgal,
os rios Luzianes e Perna Seca na margem direita, Macheira, Guilherme e
Telhares na margem esquerda. Na orla costeira, as linhas de água correm
perpendicularmente à costa e drenam directamente para o mar.
O vale do rio Mira, desde a vila de Odemira até à foz, está inserido no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
Fonte: Wikipédia
terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
domingo, 31 de janeiro de 2021
sábado, 30 de janeiro de 2021
sexta-feira, 29 de janeiro de 2021
A poesia é uma cosmografia da alma
MENDONÇA, José Tolentino, O que é amar um país, Lisboa, Quetzal, 2020, p. 12.
terça-feira, 26 de janeiro de 2021
domingo, 24 de janeiro de 2021
Claustro resistente
Nos finais do século XIX mais de metade do claustro foi demolido, só conservando-se esta parte do antigo Convento de São Francisco de Évora
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
Mar tranquilo, portimonense
Aqui vai um mais vídeo de praia para relaxar ;)
terça-feira, 19 de janeiro de 2021
domingo, 17 de janeiro de 2021
Eleições antecipadas para a Presidência da República
Em Portimão, na fila da mesa de voto, espera em média uma hora - Museu Municipal, zona ribeirinha
quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
domingo, 10 de janeiro de 2021
quinta-feira, 7 de janeiro de 2021
terça-feira, 5 de janeiro de 2021
domingo, 3 de janeiro de 2021
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
O pecado do século é a perda do sentido do pecado
Citação de Pio XII in SILVA, Manuel Maria Madureira da, Questões fracturantes , Évora, edição de autor, 2016, p.122.
Lápis – as suas cinco qualidades
1-
Tu
podes fazer grandes coisas, mas nunca te deves esquecer de que existe uma Mão
que guia os teus passos. A esta mão nós chamamos Deus, e Ele deve sempre
conduzir-te em direcção à Sua vontade.
2-
De vez
em quando, é preciso parar de escrever e usar o afia-lápis. Isso faz com que o
lápis sofra um bocado, mas deixa-o mais afiado. Portanto, aprende a suportar
algumas dores, porque elas farão de ti uma pessoa melhor.
3-
O lápis
permite sempre que usemos uma borracha para apagar aquilo que está errado. Percebe
que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente mau, mas importante
para nos manter no caminho da justiça.
4-
O que
realmente importa no lápis não é a madeira ou a sua forma exterior, mas o
grafite que está dentro. Portanto, presta sempre atenção àquilo que acontece
dentro de ti.
5-
Ele deixa
sempre uma marca. Da mesma maneira, compreende que tudo o que tu fizeres na
vida vai deixar traços, por isso tenta ser consciente de todas as tuas acções.
COELHO, Paulo, Ser como o rio que flui, Lisboa, Pergaminho, 2007, pp. 27-28.
Chego de longe
Chego de longe. Venho de férias. Estou cansado.
Já suei o suor de oito séculos de mar
o tempo de onze meses de ordenado;
por isso, meu amor, viajo a nado
não por ser português mal empregado
mas por sofrer dos pés
e estar desidratado.
SANTOS, Ary dos, Vinte anos de poesia, Lisboa, Círculo de Leitores, 1984, p. 75.
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