segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Rua da Prata


A Rua da Prata é um dos principais arruamentos da Baixa Pombalina da cidade de Lisboa, situada nas freguesias de São Nicolau e da Madalena, e que liga a Praça do Comércio à Praça da Figueira. Construída após o terramoto de 1755 aquando da reconstrução da cidade, foi-lhe dado o nome de Rua Bela da Rainha. Na distribuição dos ofícios feita pelas ruas da Baixa, à Rua Bela da Rainha foram atribuídos os ourives da prata, e nas lojas que sobrassem os livreiros que antes viviam na sua vizinhança. Após a revolução republicana de 1910, o seu nome foi mudado para Rua da Prata.

FONTE: WIKIPEDIA

domingo, 29 de janeiro de 2012

A DESPEDIDA DO ARMAS



Cais das colunas


Esta foi sempre a entrada nobre de Lisboa e, nos degraus de mármore do Cais das Colunas, vindos do rio Tejo, desembarcaram chefes de estado e outras figuras de destaque (como Isabel II de Inglaterra ou Gungunhana). Ainda é possível experimentar essa impressionante entrada em Lisboa nos cacilheiros, os barcos que ligam a cidade a Cacilhas.

FONTE:WIKIPÉDIA.


sábado, 28 de janeiro de 2012

Rio Tejo ao longe



O Porto de Lisboa é um dos principais portos turísticos europeus e está equipado com três cais para navios-cruzeiro: Alcântara, Rocha Conde Óbidos e Santa Apolónia, cuja fotografia aqui mostro.

FONTE: WIKIPÉDIA

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

LARGO DE AVIZ, ÉVORA


A Norte da Praça do Giraldo, na Freguesia de São Mamede, encontra-se o largo de Avis contíguo a uma das principais artérias da cidade intra muros, com a qual partilha o nome. Esta “desagua” na lembrança física da porta medieval do arco de Avis, que confirma a riqueza e variedade cultural da história da evolução urbana da cidade.




O Largo de Avis presenteia os transeuntes com uma zona de estadia de carácter mais íntimo, onde os três extractos vegetais aí existentes, representados por repetidas Sóforas, arbustos de diferentes volumes e texturas, sebes de Ligustro ou herbáceas, apoiados na centralidade da sua fonte, como que envolvendo o espaço, conferem uma ambiência muito própria, garantido em parte uma barreira visual e sonora à vida exterior.


A Fonte da Porta de Avis originalmente situada no Largo da Porta Nova, terá sido construída pela vontade do cardeal-infante D. Henrique, em data posterior a 1573, durante o reinado de D. Sebastião. Esta fonte é tradicionalmente atribuída ao arquitecto Afonso Álvares, então conservador do cano da Água da Prata e autor do Chafariz da Praça do Giraldo. No entanto, não será de afastar a possibilidade de intervenção, ou mesmo de desenho, do seu assistente e mestre de pedraria, Mateus Neto.




A construção desta fonte insere-se na rede distribuidora do Aqueduto da Prata, tendo sido edificada no âmbito no plano de D. Henrique, que visava modernizar as estruturas de bastecimento de água à cidade, construídas no reinado de D. João III.




Em 1886 o Município alterou a sua localização original, o que voltou a acontecer em 1920, época em que foi transferida para o Terreiro da Porta de Avis, onde actualmente se encontra. No entanto, estas sucessivas deslocações provocaram alguns estragos, principalmente ao nível das proporções, agora mais diminuídas (ESPANCA, Túlio, 1966). Assim, a taça apoia-se numa base quadrangular de três degraus, a partir da qual se desenvolve a fonte em forma de pirâmide, com remate ovalóide. Em 1965 a Câmara beneficiou a fonte, pelo que esta recuperou então a distribuição da água através das gárgulas antropomórficas originais, em bronze.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

PORTA DE AVIZ



A Porta de Aviz localiza-se na freguesia de São Mamede, na cidade de Évora, em Portugal. Classificado como Monumento Nacional desde 1922.


A referência mais antiga que se conhece é de 1381. Em 1525 foi parcialmente reconstruída por motivo da entrada triunfal em Évora de D. Catarina de Áustria.

Arquitectura de tipologia militar e religiosa, de estilo predominantemente maneirista, construída segundos os cânones arquitectónicos de Vauban, à semelhança das fortificações de Estremoz e Elvas. No interior, tem-se acesso à ermida de Nossa Senhora do Ó. Também se pode apreciar a porta primitiva, embebida na muralha, com restos do fresco original.


Em 1804 o monumento foi restaurado, tal como registado na inscrição comemorativa:


NOVA PORTA DE AVIZABERTA NO ANNO DA ESTERILIDADE DE 1804SENDO REGENTE DO REINO O PRÍNCIPE D. JOÃOPAI DESTES SEVS VASSALLOS PIEDOSO FILHO DE D. MARIA IOS CIDADAOS PVZERAO AQVIAOS VINDOVROS ESTA MEMORIA

Fonte:Wikipedia

UM JOGO DE LUZ E SOMBRA





ARCADAS DE ÉVORA

sábado, 14 de janeiro de 2012

Largo do Limoeiro


Este largo está indubitavelmente ligado ao edifício actualmente ocupado pelo Centro de Estudos Judiciários, que funcionou durante muito tempo como cadeia, o Limoeiro, nome que se deve à existência de uma árvore no local. Manteve a dupla função de cárcere e de Tribunal até ao século XVIII. Saliente-se que no Limoeiro existiam duas cadeias: a Cadeia da Cidade e a Cadeia da Corte.


No fatídico dia 1 de Novembro de 1755, a terra tremeu O Limoeiro ficou seriamente danificado, produzindo-se a derrocada total da Cadeia da Cidade e parcial da Cadeia da Corte. Realizadas obras, o edifício ficou, a partir daí, com uma configuração exterior próxima da actual. É negro o quadro traçado por Oliveira Martins, na sua obra «Portugal Contemporâneo», reportando-se ao Limoeiro no tempo do terror miguelista: "Os homens eram amontoados, empurrados a pau para
a sociedade dos assassinos, davam-lhes sovas e por dia um quarto de pão e caldo, onde flutuava, raro, alguma erva".
Fonte: Direcção Municipal de Conservação e Reabilitação Urbana (dados: de 2007 a 22/9/2010)

FONTE: http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/00050/ind/folhas/2010/santiago.pdf

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Casa dos Bicos



A Casa dos Bicos ou Casa de Brás de Albuquerque localiza-se em Lisboa. A casa foi construída em 1523, a mando de D. Brás de Albuquerque, filho natural legitimado do segundo. É situada a oriente do Terreiro do Paço, perto de onde ficavam a Alfândega, o Tribunal das Sete Casas e a Ribeira Velha (mercado de peixe e de produtos hortícolas, com inúmeras lojas de comidas e vinhos).



Sua fachada está revestida de pedra aparelhada em forma de ponta de diamante, os "bicos", sendo um exemplo único de arquitectura civil residencial no contexto arquitectónico lisboeta. Os "bicos" demonstram uma clara influência renascentista italiana.


Na verdade, o proprietário da Casa dos Bicos mandou-a construir após uma viagem sua a Itália, onde terá visto pela primeira vez o Palácio dos Diamantes ("dei diamanti") de Ferrara e o Palácio Bevilacqua, em Bolonha. No entanto, sendo naturalmente menor que este palácios, a distribuição irregular das janelas e das portas, todas de dimensões e formatos distintos, conferem-lhe um certo encanto, reforçado pelo traçado das janelas dos andares superiores, livremente inspiradas nos arcos trilobados da época.



Na sua planta inicial tinha duas fachadas de pedras cortadas em pirâmide e colocadas de forma desencontrada, onde sobressaltavam dois portais manuelinos, o central e o da extremidade oriental, e ainda dois andares nobres. A fachada menos importante, encontrava-se virada ao rio.
Com o terramoto de 1755 tudo isto se destruiu e desapareceram estes dois últimos andares. A família Albuquerque vendeu-a em 1973, tendo até então sido utilizada como armazém e como sede de comércio de bacalhau.


Em 1983, por iniciativa do comissariado da XVII Exposição Europeia de Artes, Ciência e Cultura, foi reconstruída e foi reposta a sua volumetria inicial (foram acrescentados os dois andares que haviam desaparecido na tragédia), tendo servido como local de exposições. Na Casa dos Bicos funcionam hoje serviços da Câmara Municipal de Lisboa e, num futuro breve, a Fundação José Saramago, acolhendo a biblioteca do escritor prémio Nobel da Literatura.

FONTE: WIKIPÉDIA

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

José de Guimarães


É uma obra alegórica, de homenagem aos construtores da cidade, que ao longo dos séculos, com tenacidade e espírito imaginativo, venceram as vicissitudes dos tempos, desde os períodos de explendor, aos das grandes dificuldades. Pretendi também que fosse uma obra paradigmática da cidade moderna - mágica, mítica e premonitória, e, ao mesmo tempo símbolo de vitalidade, de perenidade e de prazer, tal como o é a própria cidade de Lisboa.

A forma, em si, é fragmentada, abstrata e intemporal, embora com elementos reconhecíveis.


A rotunda central é revestida de calçada à portuguesa, cujo desenho, envolvente da escultura, não só a complementa, como lhe reforça o seu carácter simbólico.


A escultura possui uma estrutura metálica resistente, recoberta de betão, que por sua vez é revestida de mosaico vitroso italiano, de 2X2 cm, nas cores vermelha, verde e branca.

FONTE: http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/003/002/artigo.php?ml=3&x=b4a3pt.xml

domingo, 8 de janeiro de 2012

Museu do Fado

Desde a sua abertura ao público em 1998, para o Museu têm convergido os espólios de centenas de intérpretes, autores, compositores, músicos, construtores de instrumentos, estudiosos e investigadores, artistas profissionais e amadores, em suma, de centenas de personalidades que testemunharam e construíram a história do Fado e que não hesitaram em ceder-nos os testemunhos do seu património afectivo e memorial para a construção de um projecto comum.


A todos o Museu do Fado presta a sua homenagem, investigando, conservando e promovendo as singularidades desta arte performativa, oriunda nos bairros históricos de Lisboa e que ao longo de uma história aproximada de 200 anos, foi capaz de absorver influências culturais e tecnológicas diversas, desenhando um trajecto de consagração nas mais diversas áreas, e que se perpetuaram ao longo de quase todo o século XX, na exacta proporção da sua celebração popular.



Integrando um acervo único no mundo, de relevância primordial no estudo do nosso património cultural e etnográfico, o Museu incorporou, desde a sua implementação e ao longo de uma década de actividade, distintas colecções de periódicos, fotografias, cartazes, partituras, instrumentos musicais, fonogramas, trajes e adereços de actuação, troféus, medalhística, documentação profissional, contratos, licenças, carteiras profissionais, entre inúmeros outros testemunhos que coexistiram e/ou criaram o Fado, património essencialmente intangível e imaterial, que todos reconhecemos efémero, fugaz, incorpóreo, irrepetível e, neste sentido, dificilmente se materializando noutro testemunho que não o da memória individual de cada um de nós.

FONTE: http://www.museudofado.pt/

Museu das Artes Decorativas

O Museu de Artes Decorativas Portuguesas - Palácio Azurara O Palácio Azurara, de matriz seiscentista, comprado por Ricardo do Espírito Santo Silva para aí instalar parte da sua colecção privada, foi restaurado com a colaboração do Arquitecto Raul Lino como uma casa aristocrática do século XVIII. Tornou-se assim um espaço museológico excepcional onde as peças expostas adquirem um grande valor patrimonial e cenográfico.


Articulado em várias Salas, o Museu de Artes Decorativas Portuguesas oferece um percurso expositivo de aparato que apela à descoberta de cada peça cultivando o gosto e a sensibilidade através da proximidade do visitante com a obra artística.Um projecto original Ao reunir um espólio tão admirável e ao doá-lo ao país, este grande mecenas impulsionou um projecto original e único para a salvaguarda, a divulgação e o ensino das artes decorativas.


Uma obra que se concretizou na criação de uma instituição de serviço público onde a arte de saber-fazer é mantida e transmitida diariamente por Mestres e assegurada a sua continuidade pelas mãos de aprendizes e alunos.Ao ter permitido que a protecção e salvaguarda do património artístico e imaterial do saber-fazer das artes e ofícios fosse a missão desta Fundação, o seu legado ganhou uma dimensão maior, singular e de excelência nos campos educativo e cultural.

Fonte: http://www.fress.pt/

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Pietá da Sé de Lisboa



Adoro esta escultura pela expressão da Virgem e o corpo de Cristo que repousa ferido, o que mostra o excelente trabalho do artista, só lamento não ter descoberto a sua autoria

Sermão de Santo António aos peixes no painel de azulejos da Sé de Lisboa

O Sermão de Santo António aos Peixes foi proferido na cidade de São Luís do Maranhão em 1654, na sequência de uma disputa com os colonos portugueses no Brasil.



O Sermão de Santo António aos Peixes constitui um documento da surpreendente imaginação, habilidade oratória e poder satírico do Padre António Vieira, que toma vários peixes (o roncador, o pegador, o voador e o polvo) como símbolos dos vícios daqueles colonos.



Com uma construção literária e argumentativa notável, o sermão pretende louvar algumas virtudes humanas e, principalmente, censurar com severidade os vícios dos colonos. Este sermão (alegórico) foi pregado três dias antes de Padre António Vieira embarcar ocultamente (a furto) para Portugal, para obter uma legislação justa para os índios.



Todo o sermão é uma alegoria, porque os peixes são a personificação dos homens:

Peixe de Tobias
Cura a cegueira
"(...) sendo o pai de Tobias cego, aplicando-lhe o filho aos olhos um pequeno do fel, cobrou inteiramente a vista;"
Expulsa os demónios
"(...) tendo um demónio chamado Asmodeu morto sete maridos a Sara, casou com ela o mesmo Tobias; e queimando na casa parte do coração, fugiu dali o demónio e nunca mais tornou;"



Rémora
Um peixe pequeno mas tem muita força. Representa a força da palavra de Santo António.
A fraqueza e nada com que luz
"(...) se se pega ao leme de uma nau da índia (...) a prende e amarra mais que as mesmas âncoras, sem se poder mover, nem ir por diante."
"Oh se houvera uma rémora na terra, que tivesse tanta força como a do mar, que menos perigos haveria na vida, e que menos naufrágios no mundo!"
"(...) a virtude da rémora, a qual, pegada ao leme da nau, é freio da nau e leme do leme"
Apenas é comparável à língua de Santo António, que serve de guia às pessoas
O demónio está dentro de ti por isso come sal




Torpedo
Peixe que faz descargas eléctricas para se defender. Representa a conversão.
Faz abanar, faz passar a dout, o bom e a virgindade do Espírito Santo
"Está o pescador com a cana na mão, o anzol no fundo e a bóia sobre a água, e em lhe picando na isca o torpedo, começa a lhe tremer o braço. Pode haver maior, mais breve e mais admirável efeito? De maneira que, num momento, passa a virtude do peixezinho, da boca ao anzol, do anzol, à linha, da linha à cana e da cana ao braço do pescador"
Faz t(r)emer os pe(s)cadores



Quatro Olhos
Vê para cima e para baixo. Representa a capacidade de distinguir o bem do mal (céu/inferno).
A Vigilância, providência
"Esta é a pregação que me fez aquele peixezinho, ensinando-me que, se tenho fé e uso da razão, só devo olhar direitamente para cima, e só direitamente para baixo: para cima, considerando que há Céu, e para baixo, lembrando-me que há Inferno" (Senão por amor a Deus (cima), então, por repúdio ao inferno (baixo))

Neste capítulo faz-se repreensões aos peixes em particular, que representam os diversos defeitos humanos:
- Os Roncadores: Soberba, Orgulho. Muita arrogância, pouca firmeza.
- Os Pegadores: Parasitas. Vivem na dependência dos grandes, morrem com eles.
- Os Voadores: Presunção, Ambição. Foram criados peixes e não aves
- O Polvo: Traição. Ataca sempre de emboscada porque se disfarça, comparado a Judas
FONTE:WIKIPÉDIA

sábado, 31 de dezembro de 2011

A mão do arado

Feliz aquele que administra sabiamente
a tristeza e aprende a reparti-la pelos dias
Podem passar os meses os meses e os anos nunca lhe faltará

Oh! como é triste envelhecer à porta
entretecer nas mãos um coração tardio
Oh! como é triste arriscar em humanos regressos
o equilíbrio azul das extremas manhãs do verão
ao longo do mar transbordante de nós
no demorado adeus da nossa condição
É triste no jardim a solidão do sol
vê-lo desde o rumor e as casas da cidade
até uma vaga promessa de rio
e a pequenina vida que se concede às unhas
Mais triste é termos de nascer e morrer
e haver árvores ao fim da rua

É triste ir pela vida como quem
regressa e entrar humildemente por engano pela morte dentro
É triste no outono concluir
que era o verão a única estação
Passou o solidário vento e não o conhecemos
e não soubemos ir até ao fundo da verdura
como rios que sabem onde encontrar o março e com que pontes com que ruas com que gentes com que montes conviver
através de palavras de uma água para sempre dita
Mas o mais triste é recordar os gestos de amanhã
Triste é comprar castanhas depois da tourada
entre o fumo e o domingo na tarde de novembro

e ter como futuro o asfalto e muita gente
e atrás a vida sem nenhuma infância
revendo tudo isto algum tempo depois
A tarde morre pelos dias fora
É muito triste andar por entre Deus ausente

Mas, ó poeta, adiministra a tristeza sabiamente

BELO, Rui, A mão do arado, O Problema da habitação – alguns aspectos, p. 9.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ANTIGA CENTRAL ELEVATÓRIA DE ÁGUA DA CIDADE DE ÉVORA (CEA)



A Central Elevatória de Água, localizada no centro histórico de Évora, está actualmente desactivada, e funciona como uma unidade museológica, patente ao público. Construída para permitir o fornecimento de água a todos os pontos da cidade, esta central era parte essencial da rede de distribuição de água ao domicílio inaugurada a 4 de Junho de 1933.Com este sistema, que reconstruiu as captações e os troços do Aqueduto da Água da Prata, desde a Graça do Divor até à cidade, passou a ser possível a elevação da água à parte alta da cidade, assegurando uma pressão conveniente nos andares superiores dos prédios e permitindo um combate eficaz contra os incêndios.


Até então, o abastecimento de água à população era feito exclusivamente através das fontes e chafarizes, chegando apenas a algumas casas, através do aqueduto.Todo este projecto é da autoria do Engenheiro Viriato Castro Cabrita, posteriormente substituído pelo Engenheiro Ricardo Teixeira Duarte, e as suas construções em cimento armado foram da responsabilidade do Engenheiro Virgílio Preto.Importante testemunho da história eborense, que deve ser preservado devido ao seu valor artístico e industrial, a CEA engloba um conjunto ímpar de estruturas imóveis, nomeadamente uma câmara de manobras, quatro reservatórios de chegada, uma estação elevatória e um reservatório de serviço regulador de distribuição de água.De todo este complexo, evidencia-se a estação elevatória, que alberga ainda a última maquinaria que aí funcionou, tendo o seu edifício a particularidade de apresentar elementos arquitectónicos de estilo internacional e estando decorado com elementos Arte Déco.


A CEA, desde o início usando energia eléctrica, funcionou durante várias décadas, passando em 1966 a receber água da Albufeira do Divor. Na década de 70, a construção de depósitos soterrados na encosta do Alto de São Bento levaram ao seu encerramento.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Convento e Igreja do Salvador

O Convento do Salvador do Mundo fica situado na Praça do Sertório, freguesia de Santo Antão, em Évora. Este convento foi sagrado em 24 de Julho de 1610, depois de a comunidade de freiras clarissas que o ocupavam terem primitivamente habitado no sítio onde depois, por ordem do Cardeal D.Henrique, Arcebispo de Évora, se construiu a Igreja do Colégio dos Jesuítas.



A igreja é um puro exemplar da arte barroca conventual do século XVII. Ao seu lado, subsiste a antiga torre da cerca velha da cidade, construção do século XIV (com prováveis origens visigóticas), depois integrada pelas freiras no Mosteiro, como torre-mirante (com as habituais janelas de tijoleira, que também existem nos outros dois conventos de clarissas da cidade, Santa Clara e Calvário.


Encerrado por força da expulsão das Ordens Religiosas, no final do século XIX, serviu como Quartel de Artilharia 1 até ser demolido, na década de 1940, dando lugar ao edifício da Estação dos Correios de Évora e à nova Rua de Olivença. Escaparam à destruição a Igreja, a Torre-Mirante (hoje sede da extinta Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais - Sul) e parte do Claustro.


Fonte: Wikipédia.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Frescos no Recolhimento dos Religiosos Paulistas



O Recolhimento dos religiosos paulistas da congregação da Serra de Ossa deveu-se ao auxilio prestado pelo Cardeal Infante D. Henrique, que para o efeito adquiriu, em 1578, o devoluto Paço do Fidalgo Rui Palha de Almeida, conselheiro de D. Manuel I, edifício que se apoiava no Torrejão da Porta Nova dos judeus, onde se guardavam documentos e o tesouro do Infante D. Luís, Duque de Beja e Prior do Casto, Torre da Muralha Medieval que se perdeu parcialmente em 1650, pela pavorosa explosão de pólvora nela armazenada durante a Guerra da Restauração.



Do velho paço subsistem, embebidos nos alçados, algumas portas e janelas geminadas, do estilo Gótico, de granito, quatrocentistas, e do instituto a Arcada da Portaria, com abóbada revestida de pinturas a fresco, datada de 1689, com ornatos Barrocos, de grotescos, laçaria e alegorias de monges eremitas: a casa do lavabo e refeitório, ambos de cobertura artesoadas e este de lambril azulejar monocromo, com, com motivos de açafates e de figura avulsa (séc. XVII – XVIII). Da sóbria frontaria voltada para a antiga praça do peixe (Sertório) subsiste, profanada, a Igreja Colegial, com tecto pintado no estilo pompeiano e perspectivado, da tradição italiana setecentista e, no alto rodapé uma interessante barra de azulejos policromos, do modelo de tapete e motivação pouco vulgar (séc. XVII), local onde hoje é a Direcção Escolar, Repartição de Finanças.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

Presépio dos Jerónimos


O presépio é uma referência cristã que remete para o nascimento de Jesus na gruta de Belém, na companhia de José e Maria. Conta a Bíblia que, depois de muito tempo à procura de um lugar para albergar o casal, que se encontrava em viagem por motivo de recenseamento de toda a Galileia, José e Maria tiveram que pernoitar numa gruta ou cabana nas imediações de Belém.
De acordo com a mesma fonte, Jesus nasceu numa manjedoura destinada a animais (no presépio, uma vaca e um burro) e foi reconhecido, no momento do nascimento, por pastores da região, avisados por um anjo, e, dias mais tarde, por magos (ou reis) vindos do oriente, guiados por uma estrela, que teriam oferecido ouro, incenso e mirra ao recém-nascido. Segundo a história, estes acontecimentos ocorreram no tempo do rei Herodes, que teria mandado matar todas as crianças por medo de perder o seu trono para o futuro rei dos judeus.
Fonte: Wikipédia.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Presépio

O presépio tradicional português é decorado com musgo, vegetação e peças de cerâmica avulsas, como o presépio da Igreja de N. Sra. do Cabo, em Linda-a-Velha.


Em Portugal, o presépio tem tradições muito antigas e enraizadas nos costumes populares. Este é montado no início do Advento sem a figura do Menino Jesus, que só é colocada na noite de Natal, depois da Missa do Galo. Tradicionalmente, é perto do presépio que são colocados os presentes que são distribuídos depois de se colocar a imagem do Menino Jesus. O presépio é desmontado a seguir ao Dia de Reis.


O Menino Jesus, o filho de Deus, o escolhido para ser o salvador do povo, está ao centro. Maria, a mãe do filho de Deus. Do seu ventre, nasceu Jesus Cristo, adora o Menino, assim como José, o seu pai adoptivo.

Fonte: Wikipédia.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Arco de Santa Isabel



Correspondendo a uma das portas da cidade romana de Ebora, esta estrutura militar, civil e pública foi edificada entre finais do séc. II e os inícios do séc. III d. C. Construída em cantaria de granito, e sem a presença das vigias que a compunham, chegou até aos nossos dias apenas o amplo vão rasgado na muralha da cidade de Évora.

Possui na altura c. de 4,5 m e 4 m de largura, trata-se de um arco de volta perfeita, composto por 29 silhares colocados em cunha. Estes encontram-se, por sua vez, apoiados em impostas e robustos pilares de cantaria esquadriada e almofadada.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

CARRANCAS


Carrancas da casa dos conspiradores de 37 - Rua do Raimundo, 73

DAVID, Celestino, Eça de Queiroz em Évora, Montemor-o-Novo, s.n., 1945, p. p23.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Igreja de Santo Antão




A Igreja de Santo Antão ou Igreja Paroquial de Santo Antão é um monumento religioso da cidade de Évora, estando situado na Praça de Giraldo, freguesia de Santo Antão. Foi mandada construir pelo Cardeal D.Henrique, Arcebispo de Évora, no lugar onde se erguia a medieval Ermida de Santo Antoninho. Para a sua construção demoliu-se o Arco do Triunfo romano.


A igreja começou a ser construída em 1557, sendo um exemplar do período final da Renascença, de três naves, apresentando as características das chamadas igrejas-salão. Apresenta um considerável conjunto de altares de talha dourada, destacando-se ainda o raro frontal de mármore do altar-mor representando o Apostolado, obra do século XIV, proveniente da velha ermida de Santo Antoninho.


Fonte: Wikipédia.