quarta-feira, 13 de julho de 2022

terça-feira, 12 de julho de 2022

Buda deitado





BudaEden, Bombarral
 

Monumento ao Bombeiro Voluntário de Évora


Escultura eborense de Alípio Pinto (n. Ligares, 1951) que licenciou-se em Artes Plásticas — Escultura em 1982 pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. O conhecimento em torno dos metais reflecte-se nas suas esculturas criando uma nova linguagem plástica através do recurso do aço, aço corten e aço inox e da policromia destas matérias. Rompe com as patines monocromáticas aplicadas nos antigos bronzes e explora um novo caminho, recorrendo-se das técnicas tradicionais e das novas técnicas que a experiência metalúrgica proporcionou, nomeadamente o processo da galvanoplastia. 

Na década de oitenta Alípio Pinto ousou desenvolver este conjunto escultóricos em aço inox  — o Monumento ao Bombeiro Voluntário de Évora, 1984, em Évora. O aço inox começou a ser escolhido para a realização de esculturas e monumentos pois possui resistência a amplitudes térmicas, mas sobretudo resistência à oxidação atmosférica que é a sua principal característica, sendo mais duradoiro. Todavia é mais atractivo pois suporta uma diversidade de acabamentos de superfície, não liberta manchas de corrosão como acontece com o aço corten permitindo facilmente a sua limpeza que perdura mais tempo que o habitual. O Monumento de Évora é um exemplo do forte apelo visual que o ferro  e o aço trouxeram para a modernidade, pois a escultura com onze metros de altura é composta por uma linha curvilínea em aço inox, que está fixa ao capacete do Bombeiro (superfícies em aço policromado de vermelho) em apenas um ponto, transmitindo uma enorme leveza e exaltação. 


FONTE: Alípio Pinto ANA SOFIA MOREIRA MENA* Artigo completo submetido a 30 de dezembro de 2015 e aprovado a 10 de janeiro de 2016. *Portugal, escultora. Estudante de doutoramento. Licenciatura em Artes Plásticas / Escultura, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL). Mestrado em Escultura Pública, FBAUL. AFILIAÇÃO: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes (CIEBA).

domingo, 10 de julho de 2022

Soneto de amor da hora triste

Rapariga que passas perguntando

talvez por mim

se a nossa pátria eu quis mais livre para ti

e se por ela me perdi


tu que por nós andas há séculos chorando

deixa correr na tua face

como se fosse a própria pátria que chorasse

uma lágrima por mim.


Agora que me vou

com  mil punhais no pensamento

e um pedaço de terra portuguesa


tu que não sabes quem eu sou

veste o teu rosto de tristeza

e em segredo por mim acende lágrimas no vento.


ALEGRE, Manuel, Praça da Canção, Lisboa, 5.ª edição, D, Quixote, 2015, p. 93.

sábado, 9 de julho de 2022

Ria







ALVOR

Mar de Sagres


 

Nascer no cemitério


Em Portimão, com o fecho das maternidades as gaivotas antecipam-se e criam ninhos no cemitério local, espaço que está a abarrotar. Parece que a minha terra tem mais morte que vida :(

Suspeito que...

Suspeito que não irei atingir

a santidade, que nem mantras,

nem sexo tântrico

conseguirão transportar-me

ao esplendor dos transfigurados,

mas isso fará de mim

um desencantado, um destruidor

de ilusões, um corruptor

de neofitos empenhados

em entender o mundo e a vida?


 OLIVEIRA, José Alberto, Rectificação da linha geral, Porto, Assírio e Alvim, 2020, p. 72

A desgraça é a pedra de toque onde se aquilatam os amigos

LOPES, Adília, Bandolim, Porto, Assírio e Alvim, 2016, p. 34.

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Senhora da Saúde


Seu rosto seria a cintilante claridade

De uma praia

E em sua humana carne brilharia

A luz sem mancha do primeiro dia.

 

ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner, Ilhas, Assírio & Alvim, 6.ª edição, 2016, p. 44.

Transparência

 


Meia Praia, Lagos 

Évora




 

sábado, 2 de julho de 2022

À janela


 PORTIMÃO

Quinta da Loriga






 Bombarral 

Gato em telhado de barro




 BAIRRO DA CÂMARA, ÉVORA

Lambusadelas


 Cruz Quebrada - Dafundo 

Dona Abastança

"A caridade é o amor" 

Proclama dona Abastança

Esposa do comendador

Senhor da alta finança.


(...)

o bem da bolsa lhes sai

E sai caro fazer o bem

Ela dá ele subtrai

Fazem como lhes convém

Ela aos pobres dá uns cobres

Ele incansável lá vai

Com o que tira a quem não tem

Fazendo mais e mais pobre.


Já se deixa ver

Que não pode ser

Dar sem ter

E ter sem tirar.

(...)


 FONSECA, Manuel, Obra poética, Alfragide, Caminho 11.ª ed., 2011, pp. 196-197.

Quem controla o passado controla o futuro: quem controla o presente controla o passado.

ORWELL, George, 1984, Alfragide, D. Quixote, 2019, p. 274.

Teu corpo de terra e água


Teu corpo de terra e água

Onde a quilha do meu barco

Onde a relha do arado

Abrem rotas e caminho


Teu ventre de seivas brancas

Tuas rosas paralelas

Tuas colunas teu centro

Teu fogo de verde pinho


Tua boca verdadeira

teu destino minha alma

tua balança de prata

Teus olhos de mel e vinho


Bem que o mundo não seria

Se o nosso amor lhe faltasse

Mas as manhãs que não temos

São nossos lençóis de linho



 SARAMAGO, José, Provavelmente alegria, Lisboa, Porto Editora, 2014, p. 81.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Prova

Prova a alegria da verdadeira fé

e as tentações do mundo desaparecerão

 

RUMI, O Pequeno livro da vida - o jardim da alma, do coração e do espírito, Alma dos Livros, 2020, p. 48

Pavão no muro


 Évora 

Vasco da Gama

Ilha Terceira, Açores

Vasco da Gama (SinesPortugal1469 — CochimÍndia24 de dezembro de 1524) foi navegador e explorador português. Na Era dos Descobrimentos, destacou-se por ter sido o comandante dos primeiros navios a navegar da Europa à Índia, na mais longa viagem oceânica até então realizada, superior a uma volta completa ao mundo pelo Equador No fim da vida foi, por um breve período, Vice-Rei da Índia.


Vasco da Gama iniciou a viagem de regresso da Índia a 29 de agosto de 1498. 

Vasco da Gama regressou a Portugal em setembro de 1499, um mês depois de seus companheiros, pois teve de sepultar o irmão mais velho Paulo da Gama, que adoecera e acabara por falecer na ilha Terceira, nos Açores. No seu regresso, foi recompensado como o homem que finalizara um plano que levara oitenta anos a cumprir. Recebeu o título de "almirante-mor dos Mares das Índia", sendo-lhe concedida uma renda de trezentos mil réis anuais, que passaria para os filhos que tivesse. Recebeu ainda, conjuntamente com os irmãos, o título perpétuo de Dom e duas vilas, Sines e Vila Nova de Milfontes.


Fonte: Wikipédia