quarta-feira, 13 de julho de 2022
terça-feira, 12 de julho de 2022
Monumento ao Bombeiro Voluntário de Évora
segunda-feira, 11 de julho de 2022
domingo, 10 de julho de 2022
Soneto de amor da hora triste
Rapariga que passas perguntando
talvez por mim
se a nossa pátria eu quis mais livre para ti
e se por ela me perdi
tu que por nós andas há séculos chorando
deixa correr na tua face
como se fosse a própria pátria que chorasse
uma lágrima por mim.
Agora que me vou
com mil punhais no pensamento
e um pedaço de terra portuguesa
tu que não sabes quem eu sou
veste o teu rosto de tristeza
e em segredo por mim acende lágrimas no vento.
ALEGRE, Manuel, Praça da Canção, Lisboa, 5.ª edição, D, Quixote, 2015, p. 93.
sábado, 9 de julho de 2022
Nascer no cemitério
Suspeito que...
Suspeito que não irei atingir
a santidade, que nem mantras,
nem sexo tântrico
conseguirão transportar-me
ao esplendor dos transfigurados,
mas isso fará de mim
um desencantado, um destruidor
de ilusões, um corruptor
de neofitos empenhados
em entender o mundo e a vida?
OLIVEIRA, José Alberto, Rectificação da linha geral, Porto, Assírio e Alvim, 2020, p. 72
A desgraça é a pedra de toque onde se aquilatam os amigos
LOPES, Adília, Bandolim, Porto, Assírio e Alvim, 2016, p. 34.
sexta-feira, 8 de julho de 2022
Senhora da Saúde
Seu rosto seria a cintilante claridade
De uma praia
E em sua humana carne brilharia
A luz sem mancha do primeiro dia.
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner, Ilhas, Assírio & Alvim, 6.ª edição, 2016, p. 44.
quinta-feira, 7 de julho de 2022
terça-feira, 5 de julho de 2022
sábado, 2 de julho de 2022
Dona Abastança
"A caridade é o amor"
Proclama dona Abastança
Esposa do comendador
Senhor da alta finança.
(...)
o bem da bolsa lhes sai
E sai caro fazer o bem
Ela dá ele subtrai
Fazem como lhes convém
Ela aos pobres dá uns cobres
Ele incansável lá vai
Com o que tira a quem não tem
Fazendo mais e mais pobre.
Já se deixa ver
Que não pode ser
Dar sem ter
E ter sem tirar.
(...)
FONSECA, Manuel, Obra poética, Alfragide, Caminho 11.ª ed., 2011, pp. 196-197.
Quem controla o passado controla o futuro: quem controla o presente controla o passado.
ORWELL, George, 1984, Alfragide, D. Quixote, 2019, p. 274.
Teu corpo de terra e água
Onde a quilha do meu barco
Onde a relha do arado
Abrem rotas e caminho
Teu ventre de seivas brancas
Tuas rosas paralelas
Tuas colunas teu centro
Teu fogo de verde pinho
Tua boca verdadeira
teu destino minha alma
tua balança de prata
Teus olhos de mel e vinho
Bem que o mundo não seria
Se o nosso amor lhe faltasse
Mas as manhãs que não temos
São nossos lençóis de linho
SARAMAGO, José, Provavelmente alegria, Lisboa, Porto Editora, 2014, p. 81.
sexta-feira, 1 de julho de 2022
Prova
Prova a alegria da verdadeira fé
e as tentações do mundo desaparecerão
RUMI, O Pequeno livro da vida - o jardim da alma, do coração e do espírito, Alma dos Livros, 2020, p. 48
Vasco da Gama
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| Ilha Terceira, Açores |
Vasco da Gama iniciou a viagem de regresso da Índia a 29 de agosto de 1498.
Vasco da Gama regressou a Portugal em setembro de 1499, um mês depois de seus companheiros, pois teve de sepultar o irmão mais velho Paulo da Gama, que adoecera e acabara por falecer na ilha Terceira, nos Açores. No seu regresso, foi recompensado como o homem que finalizara um plano que levara oitenta anos a cumprir. Recebeu o título de "almirante-mor dos Mares das Índia", sendo-lhe concedida uma renda de trezentos mil réis anuais, que passaria para os filhos que tivesse. Recebeu ainda, conjuntamente com os irmãos, o título perpétuo de Dom e duas vilas, Sines e Vila Nova de Milfontes.
Fonte: Wikipédia
































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