A felicidade é o sinal da vertigem.
Concêntrica.
Mesmo no salto mortal e vivo.
Braços abertos, silenciosamente, no ar.
E amando a terra
Cai
E continua.
Deslizando sobre precipícios,
Uma só linha o conduz
E o envolve,
Uma superfície isenta para todos os traços.
Afável e mortal,
Dura e fria.
Renascente,
Extremamente visível.
Um só entusiasmo.
ROSA, António Ramos, Poesia presente - Antologia, Porto, Assírio e Alvim, 2014, pp. 61-62.
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