quinta-feira, 13 de abril de 2023
quarta-feira, 12 de abril de 2023
Preparar para caminhar
segunda-feira, 10 de abril de 2023
sábado, 8 de abril de 2023
sexta-feira, 7 de abril de 2023
Deus é o prolongamento lógico do Espírito
Deus é o prolongamento lógíco do espírito
Deus é uma flor que cresce inevitavelmente
por dentro do nosso coração
Deus é uma criança que pede esmola
Deus é uma criança com uma bola
na palma da mão.
PIMENTA, José António, Deixa entrar a noite na palavra, Coimbra, MinervaCoimbra, 2019, p. 22.
quinta-feira, 6 de abril de 2023
As aldeias
Eu gosto das aldeias sossegadas,
com seu aspecto calmo e pastoril
erguidas nas colinas azuladas,
mais frescas que as manhãs finas de Abril.
Levanta a alma às coisas visionárias
A doce paz das suas eminências,
E apraz-nos, pelas ruas solitárias,
Ver crescer as inúteis florescências
Pelas tardes das eiras, como eu gosto
Sentir a sua vida activa e sã!
Vê-las na luz dolente do sol-posto,
e nas suaves tintas da manhã!
As crianças do campo, ao amorosos
Calor do dia, folgam seminuas;
E exala-se um sabor misterioso
Da agreste solidão das suas ruas....
Alegram as paisagens as crianças,
Mais cheias de murmúrios do que um ninho,
E elevam-nos às coisas simples, mansas,
Ao fundo, as brancas velas dum moinho.
(...)
Gomes Leal in QUENTAL Antero de, Tesouro poético da Infância (Antologia), Lisboa, D. Quixote, 2003, p.74.
domingo, 2 de abril de 2023
sábado, 1 de abril de 2023
A poesia
Para os nossos antepassados
A poesia era um objecto de luxo
Mas para nós
É um artigo de primeira necessidade:
Não podemos viver sem poesia.
PARRA, Nicanor, Acho que vou morrer de poesia, Língua Morta, 2019, p111.
batem as sílabas da loucura/ ao mesmo tempo que bate o coração
PIMENTA, José António, Deixa entrar a noite na palavra, Coimbra, MinervaCoimbra, 2019, p. 55.
quarta-feira, 29 de março de 2023
segunda-feira, 27 de março de 2023
sábado, 25 de março de 2023
O preço é ser indiferente
O preço é ser indif'rente:
Bebi em todas as fontes
Por conchas de carne viva!
Bebi em todas as fontes
De sangue e de náuseas ardente
Vidas que levo à deriva...
Cinzentos são os meus dias
Que já nascem revelados
Sem surpresas nem amor!
Cinzentos são os meus dias,
Cinzentos, impuros fados
Sem alegria nem dor!...
RODRIGUES, Urbano Tavares, Poesia - Horas de vidro, Alfragide, Publicações D. Quixote, 2010, p.29
Chuva na areia
Terça-feira,
quarta-feira,
quinta,
sexta,
tanto faz.
Ou desta ou doutra maneira,
domingo ou segunda-feira,
nenhuma esperança me traz.
Que eu nem sei bem pelo que espero.
Se aprender o que não sei,
se esquecer o que aprendi,
se impor meu sou e meu quero,
se, num ti que eu inventei,
nenúfares boiar em ti
Que esta coisa que se espera
é no dobrar de uma esquina.
Um clarão que dilacera,
a explosão de uma cratera,
vida, ou morte, repentina.
GEDEÃO, António, Poemas, Lisboa, Palavrão Associação Cultural, 2015, p.42



















































