domingo, 18 de junho de 2023

Puxador reluzente

Rua da Oliveira

 Quando um puxador brilha não resistes a fotografar-te como num espelho

sábado, 17 de junho de 2023

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Vidro côncavo

Tenho sofrido poesia

como quem anda no mar.

Um enjoo.

Uma agonia.

Sabor a sal.

Maresia.

Vidro côncavo a boiar.


Dói esta corda vibrante.

A corda que o barco prende

à fria argola do cais.

Se vem onda que a levante

vem logo outra que a distende.

Não tem descanso jamais.


GEDEÃO, António, Poemas, Lisboa,  Palavrão Associação Cultural, 2015, p. 20.

terça-feira, 13 de junho de 2023

Arte contemporânea


 Museu Pompidou Metz

Amor veneris




 Palácio Anjos, Dezembro de 2022

Quando vais a uma exposição aprendes sempre algo, mas nesta então... aprendes a conhecer o interior o teu corpo :)

Jardim do amor

























 ALCOBAÇA

Por mais pequena que seja...


 Sabem bem fazer uma pausa ;)

Jardim Público de Évora 

Borboletas a namorar


 Zoomarine , Albufeira 

O amor é a cura milagrosa

O amor é a cura milagrosa... E quando uma pessoa dispõe-se a amar-se mais a si própria, todas as áreas da sua vida começam a correr melhor.

 HAY, Louise , HOLDEN, Robert, A vida ama-me, s.l., Pergaminho, 2015, p. 34.

domingo, 11 de junho de 2023

Largo 1.o de Maio


 Évora 

Solteirice

 Espeta-te com o garfo.

Corta-te com a           faca.

Deita-te no prato.

Espera.


 O' NEILL, Alexandre, Anos 70 - Poemas dispersos, 2.ª edição, Lisboa, Assírio & Alvim, 2009, p 68.

sábado, 10 de junho de 2023

De Lisboa: Uma canção incabada...

 Não será irreal, nem terá,

como a outra, um tamisa a banhá-la,

mas o seu rio, de estuário tão largo como

o céu, não deixa de ser belo

 

É, por vezes, de muito mais pungente nitidez

do que aquela que encosta a sua pele

às margens

de outros rios (o que inspirou em ninfas

o poeta inglês, ou em louras

guerreiras o músico alemão)


(...)

 AMARAL, Ana Luísa, Imagias, Gótica, Viseu, 2002, p.34.

Linha ferroviária


 Portimão 

Barulho do vento


 Para relaxar

Na Praia da Rocha


Quando tudo é claro ao meu redor

como aquela luz (onde a vi?)

do princípio e do ardor do mundo

e estão presentes com seus aromas

a terra a mulher e o mar

e as garras  de seda do desejo

lembro-me António dos poemas

que nos leste ora ao sol ora

ao abrigo de uma rocha

ou animal mitológico

Sob o vasto céu do verão

ouvíamos-te Nem uma abelha

nenhum zumbido Mas se desse

espaço sagrado nos afastássemos

um metro o sol abraçava-nos e a labareda

ardia Havia ali perto uma bilha

com sangria que um turista

enterrara na areia Toda a orla

da praia devastada pela luz

O Casimiro foi buscar água

e eram à sua volta rochas de sol

e diamantes figuras pagãs

de um esquecido culto

Teu olhar sem fundo

sábio e triste por vezes exaltado

inquiria o lume daquela areia

sem fim como se pudesse nela achar

no seu absoluto silêncio

a unidade perdida

de todos os seres vivos e mortos

do tempo em rotação.


RODRIGUES, Urbano Tavares, Poesia - Horas de vidro, Alfragide, Publicações D. Quixote, 2010,  pp. 59-60.

Teatro amador


No início da vida de uma Diva
 SOIR, Évora

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Sinto-me tão só

Quando passo na rua

Todos olham para mim

Menos tu

Que nem pensas em mim

Colocaste-me numa prateleira 

Sem saber porquê 

Mãe era mais uma desculpa?

Graças a ti me descobri...

Para quê?

Só para me entristecer 

Com as tuas promessas de prazer

És tão frontal 

Para mim não 

Escondes-te atrás da net

E eu sinto-me a perder o brilho

Ofusco me 

E quando te vejo

O meu coração aperta-se

És mesmo parvo

não reconheces o valor de ser só tua

Cada noite que passa

a oportunidade acaba

e eu parva sou

por me encantar pelo oposto de mim

e não conseguir esquecer-te

pois sei que é esse o teu objetivo

"quem não aparece esquece"

A expectativa dói

quando a oportunidade não se cumpre

no silêncio da noite


XPTO 


Andorinhas


 O símbolo da Primavera