Talvez o teu sonho
Se tivesse separado do meu
E pelo mar obscuro
Me procurasse
como antes,
Quando ainda não existias,
Quando sem dar por ti
Naveguei por onde andavas,
E os teus olhos procuravam
O que agora
- pão, vinho, amor e cólera -
Te dou às mãos cheias
Porque tu és a taça
Que esperava os dons da minha vida.
NERUDA, Pablo, Poemas de amor, Lisboa, 2.a edição, Publicações D. Quixote, 2019, p. 25.
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