Sinto-me à deriva
O passado à minha beira
Agarro-o pensando
Que o futuro não vem
Desejo a vinda dele
Para me soltar desta melancolia
Quero sentir companhia
Manter a felicidade
Mas traduz-se por amargo desgosto
Nunca serei o que gostaria
Presente sonhos desmente
Os sonhos que fugiram
Amor sem ver
Estudar foi um realizar
Sem concretizar
A casa chegar
Sem ninguém para amar
Nem sequer um palavra
Todos os meus abraços morreram
E eu apenas guardo as paredes
Que não me amam
Muito menos às frustações respondem
Definho porque ele não vem
De que serviu confessar
Se nunca serei alguém
E, cada dia que passa, só a morte se me aproxima
Xpto
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