domingo, 15 de fevereiro de 2026

Tristeza não rima

Sinto-me à deriva

O passado à minha beira

Agarro-o pensando

Que o futuro não vem


Desejo a vinda dele

Para me soltar desta melancolia

Quero sentir companhia

Manter a felicidade

Mas traduz-se por amargo desgosto

Nunca serei o que gostaria


Presente sonhos desmente

Os sonhos que fugiram

Amor sem ver

Estudar foi um realizar

Sem concretizar

A casa chegar

Sem ninguém para amar

Nem sequer um palavra

Todos os meus abraços morreram

E eu apenas guardo as paredes

Que não me amam

Muito menos às frustações respondem


Definho porque ele não vem

De que serviu confessar

Se nunca serei alguém

E, cada dia que passa, só a morte se me aproxima


Xpto


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