sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Rotunda dos Colegiais

A escultura do mestre António Charrua na Rotunda dos Colegiais existente em Évora desde 2005, denomina-se o Diálogo de Ícaro com o Sol e está no centro da fonte ornamental que a delimita.
Esta peça, executada em aço cortene, tem cerca 6,5 m de altura e base quadrangular. A fonte ornamental tem um anel de pulverização implantado a um nível superior (envolvente à base quadrangular) e uma cascata circular, formada por um conjunto de degraus à volta. A água projectada é recuperada por um tanque perímetral, assegurando assim a sua recirculação. A iluminação cénica da fonte e da escultura valorizam o local durante a noite.
António Charrua nasceu em 1925 em Lisboa. Viveu até à sua morte em Évora, em 2008, terra de onde é natural a sua família. Ingressou em Arquitectura, mas desde cedo preferiu as artes plásticas, nomeadamente pintura e escultura. A sua obra é apontada como uma das grandes referências da arte portuguesa da segunda metade do século XX.
Expôs com regularidade em Portugal e no estrangeiro nas mais conceituadas mostras e locais, tendo recebido, entre outras distinções, a Medalha de Mérito Municipal (Classe Ouro) em 2000 por ocasião do Dia da Cidade de Évora, sendo apontado como “exemplo de qualidade e coerência estilística e de dedicação à arte”.
António Charrua dedicou-se à escultura, pintura, gravura e cerâmica. Em 1953 fez a sua primeira exposição, na cidade do Porto, data a partir da qual efectuou exposições, regularmente a nível internacional e nacional . Foi galardoado em 1960 pela Fundação Calouste Gulbenkian, onde está representado. Obras do pintor estão também expostas no Museu Nacional de Soares dos Reis, e no Museu de Helsínquia.

Tive o prazer de o conhecer em 2000, aquando da exposição de retrospectiva da sua obra no Museu de Évora, local onde comecei a minha vida profissional! António Charrua era uma pessoa divertida que adorava contar as suas histórias de vida durante tardes inteiras, histórias irresistíveis!!

Campos Luxemburgueses



Filmagem feita na viagem de comboio entre o Luxemburgo e Trier

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Casino/ Arte Contemporânea


O antigo Casino do Luxemburgo é agora um Forum de Arte Contemporânea, arte que nos surpreende, como o da peça na imagem superior. Este quadro negro foi feito, propositadamente, para uma exposição que visitei no ano passado. Percebi apenas no que consistia quando visualizei o filme da sua criação, feito num campo de tiro. O artista apenas pintou pequenos círculos, de diferentes cores no verso, para que de acordo com determinado tipo de arma, se pudesse acertar no alvo. Os orifícios são causados por buracos de diferentes tipo de armas. Um instrumento bélico criou assim uma obra de arte.
Mas engane-se quem pensa que esta exposição valorizava a sua utilização, pelo contrário, num dos núcleos podíamos perceber como as minas matavam ou incapacitavam pessoas para o resto as suas vidas camponeses em Angola...
Para conluir, cito uma breve apresentação deste espaço museológico: The Forum for Contemporary Art is organising throughout the year exhibitions on today's art, insisting on the diversity and the complexity of new artistic tendencies. The 13 rooms of the restored historical building are used in such a way that various exhibitions can take place simultaneously, accompanied by a rich cultural programme, ranging from general guided tours and thematic tours, conferences and round tables, to concerts with contemporary music.

Fonte: http://www.luxembourg.co.uk/museums.html

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Braderie no Luxemburgo

Tanto as lojas de grandes marcas ou de electrodomésticos em toda a cidade do Luxemburgo fazem descontos especiais neste dia. Esta actividade comercial só acontece duas vezes no ano, de acordo com a estação.
Neste dia até tivemos sorte de apanhar uma vaga de calor, estava 30 graus no Luxemburgo!

Esta era uma boa forma das Associações comerciais em Portugal resolverem o problema do comércio local e de dar dinamismo às cidades. Porque este foi dos poucos dias ao fim-de-semana que havia confusão na zona comercial da cidade, geralmente deserta nos dias "inúteis".


Quem quiser imitar, já sabe, junte-se com os seus colegas lojistas, e ponha-se na rua (à entrada na loja) a vender aqueles restos de colecção que já não consegue livrar-se.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Casa de Vitor Hugo

Entre 1862 e 1865 Victor Hugo vinha passar aqui as suas férias, mas em 1871, ele foi recebido no Grão Ducado do Luxemburgo como um refugiado político.
A sua casa, em Vianden, que se tornou num museu de literatura em 1935, fica no centro da localidade, bem perto do rio! Aqui podemos ficar a conhecer mais sobre a vida e obra deste escritor francês. Fecha é muito cedo, o que me impossibilitou de conhecer o seu interior...

Quem desejar mais informações pode sempre consultar o site musee@victor-hugo.luhttp://www.victor-hugo.lu/
Fonte: Wikipédia.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vianden

Vianden (em luxemburguês Veianen) é uma comuna de Luxemburgo com estatuto de cidade, pertencente ao distrito de Diekirch e ao cantão de Vianden, do qual é capital.

Vianden tem as duas margens rodeadas pelo Rio Our, próximo da fronteira entre o Luxemburgo e a Alemanha.

Fica a cerca de 50 km da capital do Luxemburgo e a cerca de 5 km da fronteira com a Alemanha. É conhecida pelo seu castelo e pela localização no vale de Our. Esta foi, inclusive, a última cidade luxemburguesa a ser libertada pelas forças aliadas na II Guerra Mundial.


Adorei este castelo, lá bem no alto! É enorme, tendo sido sempre crescendo ao longo dos tempos, até se tornar num palácio mais confortável para os nobres.

Foi palco de filmes e é como uma sala de boas vindas aos representantes de outros países, descobri numa sala a fotografia de Mário Soares e de António Guterres, numa visita oficial que fizeram ao Luxemburgo, como primeiro-ministros de Portugal.

Vianden foi a localidade que recebeu o escritor francês Vitor Hugo, no seu exílio, existindo um pequeno museu na casa onde morou, perto do rio Our.


FONTE: Wikipédia

sábado, 18 de setembro de 2010

Design city - Luxemburgo


Este Verão, o Luxemburgo estava diferente... Em vários espaços públiocs podíamos encontrar diferentes tipos de assentos. Uma iniciativa organizada pelo MUDAM, onde o design vai ao encontro da cidade e que as pessoas usufrem dele. Neste parque vários eram os bancos ondulantes, mais cómodos para deitar do que para sentar!


Segue-se a sua explicação em inglês e francês:

DESIGN CITY LUXEMBOURG
“EDITION 0” BY MUDAM

23/04/2010 - 06/06/2010
Design City Luxembourg propose une série d’événements qui mettent le design industriel et urbain à l’honneur dans différents lieux de la Ville de Luxembourg. Il s'agit, à long terme, d’intégrer le design comme une philosophie de vie (et de ville). Ainsi, aspirer à devenir une « ville de design », c’est avant tout se préoccuper du bien-être de ses habitants et militer en faveur de leur qualité de vie.

DESIGN CITY LUXEMBOURG
“EDITION 0” BY MUDAM
23/04/2010 - 06/06/2010
Design City Luxembourg offers a series of events in honor of industrial and urban design, in different parts of the City of Luxembourg. The long-term aim is the integration of design as a philosophy of life (and of the city). Thus, aspiring to become a “city of design”, means above all being concerned with the well-being of its inhabitants and acting in favour of their quality of life.



Fonte: http://www.mudam.lu/fr/expositions/archives/

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

FEIRA ANGLICANA

Este Verão visitei uma "Church Fair", organizada pela Igreja Anglicana para apoiar o Zaire. Todos pagam o seu bilhete de entrada e contribuem nesta quermesse, organizada em Useldange. O proprietário cedeu a quinta, quem tem livros e objectos que já não gosta vende a preços acessíveis. Também havia um clube de poesia, uma venda de flores, de morangos, de champanhe e muitas actividades para as crianças! E petiscos é o que não falta! Dispensei bem a salsicha no pão mas não consegui resistir a uma tarte de framboesa caseira...
Um bom motivo para a comunidade interagir entre si, ajudando com doações ao conviver entre todos, num sábado à tarde, que seria mais agradável se não tivesse chovido no início da feira... Mas o que se podia fazer, estava no Luxemburgo!



Esta corrida de patos foi mais uma curiosidade que descobri na feira, patos que costumam brincar nas banheiras são numerados de 1 a 100, e lançados à água depois de cada um apostar no seu número. Quem apostou no primeiro pato a chegar à ponte recebe um pequeno prémio e a alegria de descobrir que o seu pato foi o mais veloz! A corrente e a ajuda dos escuteiros em tirá-los das margens, quando presos na vegetação, é a sua única força motora.

O Concurso de cães foi o mais pitoresco e mais british que encontrei na feira! Foi uma autêntica passagem de modelos, onde a apresentação de cada animal foi levada ao pormenor! Ficamos a saber o seu nome, o que gostam de fazer e até do que têm medo! Todos nos rimos quando o apresentador nos contou que um cão tinha medo de vacas! mas o mais medricas de todos foi um chihuwa, que até fugia da sua medalha, ao ter ganho o 3.º prémio...

Depois disto, só a exibição do homem mais forte do mundo, que com a boca, levantou um homem. Aqui nada de bailaricos e músicas pimbas para animar, tão tradicionais no nosso país.



O Paraíso é uma casa que se constrói cá e se habita lá.



C. Lubich, La parabola del corpo, Città Nuova, Roma, 2000.

Desfile canino


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Laranjeiras

A laranja é o fruto produzido pela laranjeira (Citrus x sinensis), uma árvore da família Rutaceae. Este é um fruto híbrido, criado na antiguidade a partir do cruzamento do pomelo com a tangerina.

O sabor da laranja varia do doce ao levemente ácido. Frequentemente, esta fruta é descascada e comida ao natural, ou espremida para obter sumo - E não há melhor sumo como o das laranjeiras do meu quintal!. A casca exterior pode ser usada também em diversos pratos culinários, como ornamento, ou mesmo para dar algum sabor.
A laranja doce foi trazida da China para a Europa no século XVI pelos portugueses. É por isso que as laranjas doces são denominadas "portuguesas" em vários países, especialmente nos Balcãs (por exemplo, laranja em grego é portokali e portakal em turco), em romeno é portocala e portogallo com diferentes grafias nos vários dialectos italianos .
A sua flor simboliza a pureza, é por isso que antigamente as noivas levavam sempre um ramo de flor de laranjeira, que também cheira muito bem!

Fonte: Wikipédia.

Useldange




Useldange é uma comuna do Luxemburgo, que pertence ao distrito de Diekirch e ao cantão de Redange. Adorei a pacatez desta vila, que se expande para além do seu romântico castelo, com as suas ruínas bem conservadas, ou seja, quase que fingidas. A ribeira é o topo na cereja para classificar Useldange como a mais tranquila do país, pelo menos para mim, claro!
E o engraçado é que mesmo longe da capital, encontrei portugueses na rua, que iam falando de couves galegas que tinham cultivado no seu quintal! Mesmo ao lado de uma feira anglicana,onde o inglês predominava, ali perto encontrei portugueses! Como há variedade cultural no Luxemburgo!
Um em quatro residentes no Luxemburgo são portugueses, por isso, além do nosso país, este é mesmo o melhor local para passar férias!!!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

CASCAMATES


A construção desta cascamate possibilitou a independência do Luxemburgo ao longo dos seus séculos. Fortaleza intransponível, que poderia ter outros usos:

Casematte were also used as military prisons, making use of their lack of light to add to the punishment.

De facto, a sua visita ao interior não é aconselhável a claustrofóbicos, à medida que vamos descendo no seu interior (mas não se assuste, estes estão bem sinalizados e iluminados). Aliás, aconselho a sua visita a adeptos de desporto. Os corredores são tão longos que sempre dá para perder algumas calorias, no mínimo. Se não for, leve uns bons ténis! Esta construção não foi feita para ser confortável.

A casemate was originally a vaulted chamber usually constructed underneath the rampart. It was intended to be impenetrable and could be used for sheltering troops or stores. With the addition of an embrasure through the scarp face of the rampart, it could be used as a protected gun position.

Fonte: Wikipédia

domingo, 12 de setembro de 2010

A fortaleza do Luxemburgo e a sua história


A história de Luxemburgo começa com a aquisição de Lucilinburhuc (hoje Castelo de Luxemburgo) por Siegfried, conde de Ardennes, em 963.


Ao redor desta fortaleza, a cidade foi desenvolvendo-se gradualmente, que se tornou o centro de um pequeno estado de grande valor estratégico. Nos séculos XIV e XV os três primeiros membros da Casa de Luxemburgo reinou como Sacro Imperador Romano.
Em 1437, a Casa de Luxemburgo sofreu uma crise sucessória, precipitada pela falta de um herdeiro masculino para assumir o trono, que levou a venda do território para Philip, o Bom de Borgonha.
Nos séculos seguintes, a fortaleza de Luxemburgo foi continuamente alargada e reforçada pelos seus sucessivos ocupantes, das casas dos Bourbons, Habsburgo, Hohenzollern e da França, entre outros.




Após a derrota de Napoleão em 1815, o Luxemburgo foi disputada entre a Prússia e a Holanda. O Congresso de Viena formou um Grão-Ducado de Luxemburgo, em sua união com a Holanda. Luxemburgo também se tornou um membro da Confederação Alemã, como uma fortaleza confederada ocupada por tropas prussianas.

A Revolução Belga de 1830-1839 reduziu o território de Luxemburgo por mais da metade, enquanto os predominantemente francófonos da parte ocidental do país foram transferidos para a Bélgica.
A independência de Luxemburgo foi reafirmada em 1839 pelo Primeiro Tratado de Londres. A independência e neutralidade de Luxemburgo foram novamente afirmada pelo Segundo Tratado de Londres, em 1867, após a Crise de Luxemburgo, que quase levou à guerra entre a Prússia e a França. Depois do último conflito, a fortaleza da confederação foi desmantelada.

O Rei dos Países Baixos manteve-se como Chefe de Estado, bem como Grão-Duque de Luxemburgo, mantendo sua união entre os dois países até 1890. Com a morte de William III, o trono holandês passou a sua filha Guilhermina, enquanto em Luxemburgo (tempo em que o trono era restrito aos herdeiros do sexo masculino pelo Pacto da Família Nassau) passou a Adolph de Nassau-Weilburg.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Grãos- Duques Henri e Maria Teresa em Portugal



Até parece coincidência! Assim que comecei a falar do Luxemburgo no meu blogue, os Grãos-Duque deste país vieram visitar Portugal! E o que gostei mais foi da companhia que eles trouxeram! Só foi pena terem sido poucos dias, de 6 a 9 de Setembro...

A visita foi tão pouco falada nos media portugueses, os grãos-duques mereciam mais destaque, afinal eles sabem acarinhar os portugueses no Luxemburgo, e nós quase que os "ignoraramos"...



Como uma forma de homenagear este casal, publico fotografias desta visita oficial, que tirei do site http://www.monarchie.lu/fr/Galerie/index.php

domingo, 5 de setembro de 2010

GRUND


O Grund é a parte mais antiga do Luxemburgo e, para mim, a mais bonita. Está classificada pela Unesco e se eu tivesse uma casa neste bairro era uma privilegiada!
Inicialmente, esta zona era muito degradada, por isso os primeiros portugueses foram para aqui viver, no início da emigração. Responsáveis pela sua reconstrução, quem vendeu as suas casa fez uma fortuna por esta ser agora a zona mais "in" da cidade. Todos os portugueses contam com orgulho a sua importância na revitalização do Grund.
Pelas imagens, percebe-se facilmente porquê!


A única dificuldade aqui seria em estacionar o carro... As ruas são estreitas e os acessos são poucos... A forma mais cómoda de ir é descer pelo elevador público, que se apanha na cidade da justiça. Rápido e gratuito! É de aproveitar, por ser das poucas coisas que não se paga na cidade.


Segue-se um excerto em inglês, a descrever a vida nocturna da zona:


Grund is a quarter in central Luxembourg City, in southern Luxembourg. It is located in the valley below the centre of Luxembourg City on the banks of the Alzette River and, in addition to being a picturesque area, is a popular nightlife precinct which can be accessed by foot or via a lift which descends through the cliff. In 2001, the quarter had a population of 781 people.


Over the past 20 years it has been transformed into a very lively place with several popular bars. If you want to check out the night life then I recommend that you leave your car up the town, the narrow streets in the Grund very quickly become congested on Friday/Saturday nights and finding a parking spot is near impossible.









Fonte: http://wikimapia.org/1600663/Grund

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Luxemburgo


Luxemburgo é a capital do Grão-Ducado do Luxemburgo, país que conheço desde 2009, por motivos pessoais. Este pequeno país situado na Europa Ocidental, fascina-me por estar no centro de vários países, ao contrário do Portugal periférico, o que me possibilita passear tão facilmente entre a Bélgica, a França e Alemanha.
O Luxemburgo tem uma população de menos de meio milhão de pessoas, numa área de aproximadamente 2.586 quilómetros quadrados, e ouvir o português é algo natural neste país ( país trilingue, onde o alemão, o francês e o luxemburguês são línguas oficiais) , uma democracia representativa parlamentar com um monarca constitucional, e que é governado por um Grão-Duque.

Luxemburgo é membro fundador da União Europeia, NATO, OCDE, Nações Unidas, Benelux e da União da Europa Ocidental, o que reflecte o consenso político em favor da coesão económica, política e integração militar.
A cidade de Luxemburgo, a capital e maior cidade, é sede de várias instituições e organismos da União Europeia.O país tem uma economia altamente desenvolvida, com o maior Produto Interno Bruto per capita no mundo, de acordo com o FMI e o BM.
Fonte: Wikipédia

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A província



A província, senhores, deixai-me contar: todas as suas violências do lugar-comum, todas as sevícias do sentimento que se não espelha nos interesses têm aí o seu reinado. Se sois altruísta, magnâmino, desafectado de ambições, pródigo de certas profecias do coração, não demoreis os vossos passos nessas belas vilas tão inofensivas para o forasteiro e tão inquietantes para o que projecta mudança. Na província, o costume é o soberano. Pensai alterá-lo, e tereis arcontes e beleguins, trovadores e donas contra a vossa vida.
Proclamai uma inovação, e cozinheiras honestas, magas do bolinho de bacalhau e da lampreia bordalesa, hão de ministrar-vos uma mistura ervada. A paz da província chama-se prudência. Uma prudência ataviada de simpatias e consentimentos, às vezes uma prudência chamada instinto clerical, botâncio, que destila veneno e doçura da mesma planta. Se quereis viver seguro, não useis dos vossos demónios na província, ou o vosso fígado será devorado.
LUÍS, Agustina Bessa, A Brusca, Lisboa, Editorial Verbo, p.p. 10-11.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Raio de sol



Nada me alegra mais que um raio de sol, sobretudo se dá na verdura da
folhagem de uma árvore, e o raio de sol não está alegre nem triste, e quem
sabe... se calhar o seu próprio calor devora-o.... O raio de sol alegra porque
está limpo; tudo o que é limpo alegra...


UNAMUNO, Miguel de, A Tia Tula, Lisboa, Editorial Verbo, 1971 (?), p. 107

domingo, 29 de agosto de 2010

SOMBRA

No Verão é algo que procuramos para fugir ao calor. Afinal, um bom alentejano anda sempre à sombra dos 40 graus e muitos! Mas a sombra é algo que transcende a nós e nos aprisiona, quando caminhamos na rua...


Conforme nos apercebemos pela leitura de um conto de Lídia Jorge, que nos explicita tão bem algo tão natural a nós, mas por vezes tão ignorado devido à sua rápida metamorfose: ... de dia o sol continuava a cair a pino. Se uma pessoa saísse e atravessasse o largo ou qualquer rua, veria ainda a sua sombra agarrada ao corpo, cabeça pregada a uma mancha de rotação de pernas presas à volta da cintura. Pelo solo. Como anão. Um batráquio.

JORGE, Lídia, O dia dos prodígios, Lisboa, Publicações D. Quixote, 2010, p.p. 212-213.

sábado, 21 de agosto de 2010

Ponta do Altar


O céu, de um azul intensíssimo, está como que esponjado de pequenas nuvens; a Ponta do Altar perfila-se com o seu recorte siracusano, e pouco a pouco, ao declinar do sol, acende-se em oiro.


GOMES, Manuel Teixeira, Vénus momentânea, O sítio da Mulher Morta, s.l., Editorial Verbo, 1972, p. 31.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Abençoado Algarve


(...) abençoado trecho da costa do Algarve, tantas vezes por mim encarecido, que abre da Ponta do Altar à Ponta da Piedade, isto é, da sucessão de praias de areia finíssima e doirada, fechadas e semeadas de rochedos multicores, que se vão lentamente esboroando, e afeiçoando em composições pitorescas, onde parece que entrou a mão de algum artista ao mesmo tempo delicado e poderoso.



GOMES, Manuel Teixeira, Uma cena grega, O Sítio da Mulher Morta, s.l., Editoral Verbo, p. 43.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Viajar

Para que o meu blogue não seja só de imagens de viagens que faço, decidi publicar alguns excertos das minhas leituras de Verão de autores portugueses, por também este ano me ter virado para a literatura. E começo esta nova perspectiva com uma citação de uma escritora algarvia sobre as vantagens de viajar, algo que todos gostamos de fazer:
quem uma vez não saiu de Vilamaninhos não conheceu nem conhecerá a realidade da terra. É preciso cavalgá-la devagar, ver e descer montes e baixuras para se entender que a viagem abre um véu, e fecha outro véu, atrás, atrás da vista. Atrás da cauda da mula.
JORGE, Lídia, O dia dos prodígios, Lisboa, Publicações D. Quixote, 2010, p. 34

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Palácio Bivar


Construído na última década do séc. XVIII, no "sapal" de Portimão, este edifício, do estilo neoclássico pertenceu à família Bivar até ter se tornar na actual sede da Câmara Municipal.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Rio Douro


O rio Douro (do celta dur (água), chamado Duero, em castelhano) é um rio que nasce em Espanha na província de Sória, nos picos da Serra de Urbião (Sierra de Urbión), a 2.080 metros de altitude e atravessa o norte de Portugal. A foz do Douro é junto às cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. Tem 927 km de comprimento. Este é o segundo rio mais extenso da Península Ibérica. E eu consegui tirar-lhe uma fotografia quando vinha no avião!!!
Não foi muito difícil porque a bacia hidrográfica do Douro tem uma superfície de aproximadamente 18.643 km² em território português o que corresponde a cerca de 19,1% da sua área total que é de 97.603 km².
Versões populares para a origem do seu nome são várias. Uma delas diz que, nas encostas escarpadas, um rio banhava margens secas e inóspitas. Nele rolavam, noutros tempos, brilhantes pedrinhas que se descobriu serem de ouro. Daí o nome dado a este rio: Douro (de + ouro). Já outra versão diz que o nome do rio deriva do latim duris, ou seja, 'duro', atestando bem a dureza dos seus contornos tortuosos, e das paisagens que atravessa, nomeadamente as altas escarpas das Arribas do Douro, no trecho Internacional do rio, entre Miranda do Douro e Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo). A derivação por via popular do seu nome sugere romanticamente uma ligação a "Rio de Ouro (D'ouro)", mas tal não tem aderência histórica.

A UNESCO designou em 14 de Dezembro de 2001 a região vinhateira do Alto Douro (45°68' N, 5°93' W) na lista dos locais que são Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural.

Fonte: Wikipédia