COSTA, Maria Velho da, Da Rosa fixa, Porto, Assírio e Alvim, 2014, p. 76.
sexta-feira, 20 de maio de 2022
quinta-feira, 19 de maio de 2022
Adorei...
Adorei segurar a tua mão
Abraçar-te
E receber o teu primeiro beijo
Foste meigo
Mandão.
Posterior apalpação
Recusaste-me a mão
Ansiava conhecer os teus lábios
mas fugi com medo...
Desabafei a minha sensiblidade
como forma de me revelar
Assusta-me muito a minha inexperiência
Revolta-me a tua estranheza
Nunca conheceste pureza?
És a minha diabólica tentação
Só que o furacão
não tem paciência
para eliminar a minha incerteza...
Sem gentileza e meiguice
não se é bom professor,
nem nunca serei boa aluna!
Dar-me-ás um ano lectivo
ou apenas um exame?
Chumbo à primeira, de certeza...
Magoando-me depois???
XPTO
quarta-feira, 18 de maio de 2022
Muralha D. Dinis
terça-feira, 17 de maio de 2022
Nenhuma música
O gato olha-me
ou o meu olhar olhando-o?
E eu o que vejo senão
a mesma Única solidão?
Chamo-o pelo nome,
pela oposição.
Em vão:
sou eu quem responde.
Virou-se e saltou
para o parapeito
real e perfeito, sem nome e sem corpo
(Também eu estou,
como ele, morto).
PINA, Manuel António, Todas as palavras - poesia reunida, Porto, Assírio e Alvim, 2012, p. 209.
Todas as noites não chegam para o amor
Todas as noites não chegam para o amor. Mas de manhã
ficam-te os lábios estreitos para as palavras ditas ao ouvido
que pontuam os gestos, como as pedras enfeitam o leito
das correntes. A minha boca decerto sobreviviria aos próprios
gritos - e o meu corpo às queimaduras do teu corpo; mas
a manhã passou as janelas a limpo e o que ficou é uma caligrafia
trémula que lembra um bilhete de despedida - o corpo que se
oferece às dentadas da morte no campo imenso da sua solidão.
Eu não sabia que todas as noites do mundo eram efémeras.
PEDREIRA, Maria do Rosário, Poesia reunida, Lisboa, Quetzal, 2012, p. 100.
segunda-feira, 16 de maio de 2022
Igreja de S. Tiago de Montemor-o-Novo
"Ao centro da esmeralda"
Ao centro da esmeralda vou, noturno,
Secreto como os astros, entre as luas
Do espaço rigoroso do teu mundo.
Banho, calado, em luz e água virgem,
e na pureza verde desses pastos
tenho o corpo do sol, como ele fecundo.
SARAMAGO, José, Provavelmente alegria, Lisboa, Porto Editora, 2014, p. 29.
Eureka!
Arquimedes descobriu a lei da impulsão quando estava a tomar banho na banheira, não foi quando estava a dedilhar no telemóvel.
LOPES, Adília, Bandolim, Porto, Assírio e Alvim, 2016, p. 52.
domingo, 15 de maio de 2022
São Pedro
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| Museu Municipal do Crato |
As principais fontes que relatam a vida de São Pedro são os quatro Evangelhos Canônicos, pertencentes ao Novo Testamento, escritos originalmente em grego e em diferentes épocas, pelos discípulos Mateus, Marcos, Lucas e João. O dia de São Pedro é comemorado em 29 de junho.
São Pedro nasceu na Betsaida, na Galileia. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome de nascimento era Simão (ou Simeão). Pedro era pescador e trabalhava com o irmão e o pai. Por indicação de João Batista foi levado por seu irmão André para conhecer Jesus Cristo. No primeiro encontro Jesus o chamou de Kepha (pedra, em aramaico) Petros em grego. Nessa época de seu encontro com Cristo, Pedro morava em Cafarnaum, com a família de sua mulher.
Pedro fez parte dos discípulos mais íntimos de Jesus, tendo se dedicado a Jesus com zelo extremado, marcado por atitudes impulsivas, como quando usou a espada para defender seu mestre. Seu nome ocupa sempre o primeiro lugar nas listas de discípulos mencionados nos Evangelhos Sinóticos.
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