sexta-feira, 20 de maio de 2022

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Dinheiro no Museu










Museu do Dinheiro, Lisboa

Flores de Alcobaça







 

Gato primaveril


Évora 
 

Adorei...

Adorei segurar a tua mão 

Abraçar-te

E receber o teu primeiro beijo

Foste meigo

Mandão.

Posterior apalpação

Recusaste-me a mão

Ansiava conhecer os teus lábios

mas fugi com medo...

Desabafei a minha sensiblidade

como forma de me revelar

Assusta-me muito a minha inexperiência

Revolta-me a tua estranheza

Nunca conheceste pureza?

És a minha diabólica tentação

Só que o furacão

não tem paciência

para eliminar a minha incerteza...

Sem gentileza e meiguice 

não se é bom professor,

nem nunca serei boa aluna!

Dar-me-ás um ano lectivo

ou apenas um exame?

Chumbo à primeira, de certeza...

Magoando-me depois???


 XPTO

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Casa Museu Padre Belo







 Crato

Anjos no museu


Núcleo Museológico da Igreja de São Francisco de Évora 

Muralha D. Dinis



Classificada como Monumento Nacional, a Muralha de D. Dinis é uma construção medieval que nos leva numa viagem no tempo, percorrendo mais de 1000 anos da história de Lisboa.
O achado pode ser apreciado e compreendido no Núcleo de Interpretação do Museu do Dinheiro que expõe artefactos arqueológicos de vários períodos, indispensáveis para conhecer o passado da cidade.


A exposição inicia-se na cripta da antiga Igreja de S. Julião e convida a descobrir objetos, sons e imagens que caraterizavam os areais do Tejo nos períodos romano, medieval e moderno. O Núcleo de Interpretação da Muralha de D. Dinis tem por missão assegurar a salvaguarda dos achados, o estudo da coleção, a divulgação e a acessibilidade a todos os visitantes
Em finais do séc. XIII, Lisboa era um importante centro económico e de comércio sujeito a ataques vindos do mar. Para defender pessoas e bens, D. Dinis mandou construir uma muralha na zona ribeirinha da cidade.


Anterior à Cerca Fernandina, que ditou o seu progressivo abandono, a Muralha de D. Dinis esteve em uso durante cerca de 75 anos. Junto a ela desenrolava-se o dia-a-dia das gentes e sentia-se o bulício próprio da capital do reino.
Ao longo dos séculos, muitos edifícios aproveitaram a solidez desta construção para aí apoiarem as suas paredes, entre os quais o Paço Real da Ribeira construído por D. Manuel no período dos Descobrimentos.
Em 1755, o Terramoto de Lisboa danificou quase por completo a estrutura, que permaneceu soterrada mais de 250 anos.
Em 2010, escavações arqueológicas realizadas durante a remodelação da sede do Banco de Portugal trouxeram o monumento de novo à luz do dia.


No Núcleo de Interpretação da Muralha de D. Dinis é possível compreender o modo como esta estrutura defensiva do séc. XIII influenciou o posterior urbanismo da capital. A exposição está dividida por áreas temáticas e reúne várias histórias: sobre o rei e o seu tempo, o devir histórico e o contributo da arqueologia para a interpretação dos vestígios.
A muralha é apresentada ao visitante num cenário intimista, que privilegia a interpretação dos fragmentos e da iconografia e tira partido da imersão nos ambientes da cripta e dos subterrâneos do edifício. O troço de muralha expõe as evidências da história através de vestígios arqueológicos que identificam diferentes momentos da sua evolução.

São utilizadas diferentes formas de exposição: recursos multimédia, que recriam atmosferas sensoriais da época, sons do quotidiano, música medieval, representações gráficas, animações 3D, documentos escritos, filmes e fragmentos de objetos reais.
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Fonte: https://www.museudodinheiro.pt/patrimonio/2/muralha-d-dinis

terça-feira, 17 de maio de 2022

Claque futebolística


 Portimonense sempre

A baleia no museu















Museu da Fábrica da Baleia do Porto Pim
Ilha do Faial, Açores

Nenhuma música


O gato olha-me

ou o meu olhar olhando-o?

E eu o que vejo senão

a mesma Única solidão?


Chamo-o pelo nome,

pela oposição.

Em vão:

sou eu quem responde.


Virou-se e saltou

para o parapeito

real e perfeito, sem nome e sem corpo

(Também eu estou,

como ele, morto).


PINA, Manuel António, Todas as palavras - poesia reunida, Porto, Assírio e Alvim, 2012, p. 209.

Todas as noites não chegam para o amor

Todas as noites não chegam para o amor. Mas de manhã

ficam-te os lábios  estreitos para as palavras ditas ao ouvido

que pontuam os gestos, como as pedras enfeitam o leito

das correntes. A minha boca decerto sobreviviria aos próprios

gritos - e o meu corpo às queimaduras do teu corpo; mas


a manhã passou as janelas a limpo e o que ficou é uma caligrafia

trémula que lembra um bilhete de despedida - o corpo que se

oferece às dentadas da morte no campo imenso da sua solidão.


Eu não sabia que todas as noites do mundo eram efémeras.


PEDREIRA, Maria do Rosário, Poesia reunida, Lisboa, Quetzal, 2012, p. 100.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Mar transparente

 


Praia da Rocha

Igreja de S. Tiago de Montemor-o-Novo



















Actual Centro Interpretativo do castelo de Montemor-o-Novo,com uns belos frescos e uma exposição exemplificativa da importância deste espaço.

"Ao centro da esmeralda"

Ao centro da esmeralda vou, noturno,

Secreto como os astros, entre as luas

Do espaço rigoroso do teu mundo.

Banho, calado, em luz e água virgem,

e na pureza  verde desses pastos

tenho o corpo do sol, como ele fecundo.


 SARAMAGO, José, Provavelmente alegria, Lisboa, Porto Editora, 2014, p. 29.

Eureka!

Arquimedes descobriu a lei da impulsão quando estava a tomar banho na banheira, não foi quando estava a dedilhar no telemóvel.


 LOPES, Adília, Bandolim, Porto, Assírio e Alvim, 2016, p. 52.

domingo, 15 de maio de 2022

São Pedro

Museu Municipal do Crato



São Pedro (1 a.C.- 67) foi apóstolo de Cristo, um de seus primeiros discípulos. É considerado o fundador da Igreja Cristã em Roma e o seu primeiro papa.

As principais fontes que relatam a vida de São Pedro são os quatro Evangelhos Canônicos, pertencentes ao Novo Testamento, escritos originalmente em grego e em diferentes épocas, pelos discípulos Mateus, Marcos, Lucas e João. O dia de São Pedro é comemorado em 29 de junho.

São Pedro nasceu na Betsaida, na Galileia. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome de nascimento era Simão (ou Simeão). Pedro era pescador e trabalhava com o irmão e o pai. Por indicação de João Batista foi levado por seu irmão André para conhecer Jesus Cristo. No primeiro encontro Jesus o chamou de Kepha (pedra, em aramaico) Petros em grego. Nessa época de seu encontro com Cristo, Pedro morava em Cafarnaum, com a família de sua mulher.

Pedro fez parte dos discípulos mais íntimos de Jesus, tendo se dedicado a Jesus com zelo extremado, marcado por atitudes impulsivas, como quando usou a espada para defender seu mestre. Seu nome ocupa sempre o primeiro lugar nas listas de discípulos mencionados nos Evangelhos Sinóticos.

https://www.ebiografia.com/sao_pedro/

Vandalismo profético?


 Arraiolos