segunda-feira, 24 de junho de 2024
Minha solidão é festiva
MÃE, Valter Hugo, Contra mim, Porto, Porto Editora, p. 281.
Eu passo muito melhor desde que gosto de ti
Que mata o sonho do amor
Diz uma trova pra aí
Eu passo muito melhor
Desde que gosto de ti...
Augusto Gil - Obra Poética, 1.º vol., Lisboa, Círculo de Leitores, 1983, p. 78.
Teus olhos
Teus olhos imorais,
Mulher, que me dissecas,
Teus olhos dizem mais
Que muitas bibliotecas!
CESÁRIO VERDE in PEDREIRA, Maria do Rosário, DUARTE, Aldina, Esse fado vaidoso, Lisboa, Quetzal, 2022, p. 63.
sábado, 22 de junho de 2024
quinta-feira, 20 de junho de 2024
quarta-feira, 19 de junho de 2024
terça-feira, 18 de junho de 2024
Burocracia
A forma mais dispendiosa da estupidez é, possivelmente, a burocracia. Custa o dobro, pois não só diminui, consideravelmente, a produtividade da população, como lhe dificulta as condições de trabalho.
Não confundir!
sábado, 15 de junho de 2024
Primitivismo
Na esfera histórica e cultural do Ocidente, o primitivismo manifestou-se logo nos anos que se seguiram à descoberta das Américas, pois houve uma marcada tendência de viajantes e missionários para encararem esse Novo Mundo como algo próximo do ideal da Natureza, uma espécie de Jardim do Éden, onde os nativos pareciam gozar a inocência e a felicidade de um tempo anterior à Queda. É verdade que também houve quem discordasse deles e visse os índios como idólatras que cometiam pecados contra a natureza, e a América como um universo negativo, uma terra de canibalismo e de brutalidade. Mas a ideia primitivista resistiu, atravessou os tempos, passou pelo Bom Selvagem de Rousseau, adquiriu fortíssimas reverbações românticas e tornou-se muito popular entre as pessoas politicamente correctas. Essas pessoas têm tendência para negar várias evidências porque se banham numa cultura que tem sido adubada e regada por séculos de ilusões primitivistas.
MARQUES, João Pedro, Combates pela verdade - Portugal e os escravos, Lisboa, Guerra e Paz, 2020, p. 112-113.
Viver em Junho
MÃE, Valter Hugo, Contra mim, Porto, Porto Editora, 2020 p. 281.
sexta-feira, 14 de junho de 2024
Nada dura para sempre
quinta-feira, 13 de junho de 2024
We are our dreams of ourselves souls...
Fernando Pessoa, Obra poética, Lisboa, Círculo de Leitores, 1986.
Ao procurar-te, Amor
Por toda a liberdade autêntica sumida
na noite de uns tempos que jamais houve, e errado é lamentá-los,
por toda a liberdade, a que do horizonte avança,
como um soluço inadiável exigindo lágrimas
e uma divisão tão vasta que me apagarei,
é preciso que eu me perca entre muitos outros,
que ninguém me conheça, que ninguém me veja,
ao procurar-te, Amor, cansadamente,
à luz terrível de saber que me esqueço
do teu rosto, do teu nome, do teu corpo eterno.
SENA, Jorge de, A derradeira visita - Coroa da Terra, Assírio e Alvim, 2021, p. 56.
Sonho de núpcias
Eu punha no teu lábio a nota quente,
A música vibrante dos desejos,
Poisava-te no colo branco, ardente,
O poema rendilhado dos meus beijos.
Ao íntimo contacto desses beijos,
Erguia-se em volutas de serpente
A curva delicada, alvinitente,
Das tuas formas, trémulas de pejos.
Senti então, alucinado e mudo,
O elo dos teus braços de veludo
Cingir-me contra a carne feiticeira.
E sobre o véus de gaze delicado,
Murchavam na capela doo noivado
Os albentes botões da laranjeira...
Augusto Gil - Obra Poética, 1.º vol., Lisboa, Círculo de Leitores, 1983, p. 16.
Ah quanta melancolia
Ah quanta melancolia!
Quanta, quanta solidão!
Aquela alma que vazia,
Que sinto inútil e fria
Dentro do meu coração!
FERNANDO PESSOA in PEDREIRA, Maria do Rosário, DUARTE, Aldina, Esse fado vaidoso, Lisboa, Quetzal, 2022, p. 76.
quarta-feira, 12 de junho de 2024
... de nada serve
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