quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Mar no rochedo


 Praia do Amado, Portimão 

Para que quero o livro?

Para que quero o livro? São só fantasias! O romance é um disparate, escrevem-no por nada, só para ser lido por quem não tem mais nada que fazer;


DOSTOIÉVSKI, Fiódor, Gente pobre, Lisboa, 3.ª edição, Editorial Presença, 2021, p. 87.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Memória social versus memória individual

A memória é "social" e "colectiva" por várias razões e de diversos modos. Primeiro, a memória colectiva é "muito diferente da soma das recordações pessoais dos seus vários membros individuais, uma vez que inclui apenas aquelas que são partilhadas por todos" (Zerubavel, 1999, 96). Segundo, é social porque "é a sociedade que assegura o que recordamos e como e quando o recordamos" (Mistzal 2003, 11) e determina quais os acontecimentos que são considerados "memóriaveis" e quais os "esqueciveis". Terceiro, a memória é social porqueo recordar "não se realiza num vácuo": "existe através das suas relações com o que foi partilhado com outros: língua, símbolos, acontecimentos e contextos sociais e culturais" (Misztal 2003, 11-12). Quarto,  a memória é social porque requer transmissão,  articulação e acções cooperativas. A memória "só pode ser social se é passível de ser transmitida e, para ser transmitida, uma memória deve primeiro ser articulada" (Fentress e Wickham 1992, 47). A memória social é "interativa, promovida por artefactos e sinais utilizados com fins sociais e até realizada por actividade cooperativa" (Schudson 1997).

...

A memória individual "encavalita-se na prática social e cultural da memória" e a memória colectiva combina o que recordamos de facto e um "passado construído que é constitutivo da colectividade " (Schudson 1995, 347).


PINTO, António Costa (Org.), A Sombra das ditaduras - a Europa do Sul em comparação, Lisboa, ICS, 2013, p. 45.

Balão sobe



 Évora 

Sinto-me aquém...

Chove na careca de alguém 

Faço a cama para ninguém 

Por desejar o bem

Fico aquém 


Vivo num além 

Tempo para mim? Sem

Desorientada a cem

Só me resta viver com desdém...


Xpto



Está aberta a nova temporada



 A temporada da gulodice lol por isso não pode faltar uma visita à famosa Fábrica dos Gelados de Évora 

sábado, 2 de novembro de 2024

Criando arte com os ossos


















 Capela dos Ossos de Évora 

Enfadonha realidade

... enfandonha realidade - a erva sussurrando apenas por causa do vento, as ondas na superfície do lago causadas simplesmente pelo agitar dos juncos; o tilintar das chávenas transformando-se no chocalhar das campainhas das ovelhas e os gritos agudos da Rainha na voz do pastor...


CARROL. Lelwis, Aventuras de Alice no país das maravilhas, 4.ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 2010, p. 145.

Morrer-nos alguém...


Morrer-nos alguém são mil anos de leituras. Carregamos nossos mortos importantes como uma biblioteca de ciências cultas, uma infinidade de sabedorias que só se aprendem assim. Quem ainda não ama seus mortos não se educa de modo nenhum para este conhecimento específico. Não acede a uma erudição natural.

 MÃE, Valter Hugo, Contra mim, Porto, Porto Editora, 2020 p. 104.


Circo no Rascunho












Setembro de 2024

Évora