sábado, 18 de novembro de 2017

O cantar da cegonha

Torre da igreja do Sobral da Adiça

Estradas do Alentejo

A caminho do Sobral da Adiça

Há quem se canse de percorrer as estradas intermináveis e lisas desse latifúndio sem relevos. Há quem adormeça de tédio a olhar a uniformidade da sua paisagem, que no inverno se veste dum pelico castanho e no verão duma croça madura. Que é parda mesmo quando o trigo desponta e loura mesmo quando o ceifaram.  

TORGA, Miguel, Portugal, Alfragide, 10.ª edição, Leya, 2015, p. 84.

Chaminés do Sobral da Adiça




























segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O mundo mata

O mundo mata, desagrega, põe um homem a discutir consigo mesmo e com ninguém. A mão invisível está a destruir a harmonia do homem com o homem.
É perigoso estar sentado numa esplanada. Perigoso passear. Perigoso estar acordado. Perigoso adormecer.

ALEGRE, Manuel, Tudo é e não é, Alfragide, Publicações D. Quixote, 2013, p.76.

sábado, 11 de novembro de 2017

Choro

E uma saudade densa caiu-me, como um peso, na alma. E chorei longamente, um choro recolhido, só choro para mim. Chorei quanto pude, até que a noite foi minha irmã e eu fui irmão da noite, um diante do outro, calados e de mão dadas.

FERREIRA, Vergílio, Manhã submersa, Amadora, 11.a edição Livraria Bertrand, 1954, p. 30.

Monumento aos mortos da Grande Guerra



Évora homenageia os seus mortos no Rossio de S. Brás, mas a sua memória vai evaporando-se...

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A Grande Guerra num Museu Português









No Museu do Combatente de Lisboa, em Belém, existem várias recriações do ambiente vivido nas trincheiras em França pelos soldados portugueses. Ao estarmos a celebrar os 100 anos que passaram sobre esta guerra horrível deveriam existir mais iniciativas no país sobre este tema. O site sobre as comemorações não chega a todos...