terça-feira, 25 de abril de 2017

A liberdade é um estímulo



 A liberdade é um estímulo. Quem a nega, está a pensar em esconder alguma coisa, já que, para nos exercitarmos no bem comum, a liberdade é uma fonte de imaginação permanente, quando não lhe roubam a substância criadora. 


SILVA, Antunes da, Suão, Livros Horizonte, Lisboa, 7.ª Edição, 1985, p 137.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O povo é quem mais ordena

Reivindicação discreta nas traseiras da câmara de Lagoa, Algarve

A vantagem de não ter cabeça...

Ninguém pode seguir o caminho asfaltado que leva à Felicidade Completa sem se sujeitar a este programa bem óbvio. Primeiro: consentir que lhe cortem a cabeça para não pensar, não ter opinião nem criar piolhos ou ideias perigosas.

FERREIRA, José Gomes, Aventuras de João Sem Medo - Panfleto mágico em forma de romance, Lisboa, 17.a edição, Publicações D. Quixote, 1991 pp. 18.

Igreja de Pardais





Concelho de Vila Viçosa

Revolução, segundo Fernando Pessoa

Todo o dia, em toda a sua desolação de nuvens leves e mornas, foi ocupado pelas informações de que havia revolução. Estas notícias, falsas ou certas, enchem-me sempre de um desconforto especial, misto de desdém e de náusea física. Dói-me na inteligência que alguém julgue que altera alguma coisa agitando-se. A violência, seja qual for, foi sempre para mim uma forma esbugalhada da estupidez humana. Depois, todos os revolucionários são estúpidos, como , em grau menor, porque menos incómodo, o são todos os reformadores.
Revolucionário ou reformador - o erro é o mesmo. Impotente para dominar e reformar a sua própria atitude para com a vida, que é tudo, ou o seu próprio ser, que é quase tudo, o homem foge para querer modificar os outros e o mundo externo. Todo o revolucionário, todo o reformador, é um evadido. Combater é não ser capaz de combater-se. Reformar é não ter emenda possível


PESSOA, Fernando, Palavras do Livro do Desassossego, Vila Nova de Famalicão, Edição Libório Manuel Silva, 2013, p. 44.

domingo, 23 de abril de 2017

Bandeira tão pequenina para um palácio tão grande...



Forretice do Estado bem visível no Palácio Nacional da Ajuda

S Jorge

São Jorge (entre 275 e 280 - 23 de abril de 303) foi, conforme a tradição, um soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo (tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa como também na Comunhão Anglicana). É imortalizado na lenda em que mata o dragão. É também um dos Catorze santos auxiliares.
Imagem do Núcleo Museológico da Igreja de S. Francisco, Évora
Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, a memória de São Jorge é celebrada nos dias 23 de Abril e 3 de Novembro. Nestas datas, por toda a parte, comemora-se a reconstrução da igreja que lhe é dedicada, em Lida (Israel), na qual se encontram as suas relíquias. São Jorge é o santo padroeiro em diversas partes do mundo tais como: (países) Inglaterra, Portugal (orago menor), Geórgia, Catalunha, Lituânia, Sérvia, Montenegro, Etiópia, e (cidades) Londres, Barcelona, Génova, Régio da Calábria, Ferrara, Friburgo em Brisgóvia, Moscovo e Beirute.

 Fonte: Wikipédia

Ponte ferroviária do Jamor


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Alentejo


Terra da nossa promissão, da exígua promissão de sete sementes, o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito e a realidade dum solo exausto. 

 TORGA, Miguel, Portugal, Alfragide, 10.ª edição, Leya,2015,p 83

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Trindade de vácuo

Vivemos da memória, que é a imaginação do que morreu; da esperança, que é a visão no que não existe; do sonho que é a figuração do que não pode existir. Nesta trindade de vácuo.


PESSOA, Fernando, Palavras do Livro do Desassossego, Vila Nova de Famalicão, Edição Libório Manuel Silva, 2013, p.16.

Mercês espera mercês

Igreja eborense que se encontra ao abandono e em ruína... 
Alvo da ganância e da descuido dos homens

Jardim do Largo das Necessidades



O Jardim Olavo Bilac, também conhecido por Jardim do Largo das Necessidades, é um jardim da cidade de Lisboa. Foi construído em 1747 e seu projeto atribuído ao arquitecto Manuel Caetano de Souza. O Jardim possui um parque infantil e um chafariz (Chafariz das Necessidades) e está situado em frente ao Palácio das Necessidades. Possui este nome em homenagem ao escritor e poeta brasileiro Olavo Bilac.

Fonte: Wikipédia.



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Campo alentejano




Montemor-o-Novo

Gostar de alguém diferente

- Tu é uma gaivota. Nisso o chimpanzé tem razão, mas só nisso. Todos gostamos de ti, Ditosa. E gostamos de ti porque és uma gaivota, uma linda gaivota. Não te contradissemos quando te ouvimos grasnar que és um gato, porque nos lisonjeia que queiras ser como nós; mas és diferente, e gostamos de que sejas diferente (...) e é bom que saibas que contigo aprendemos uma coisa que nos enche de orgulho: aprendemos a apreciar, a respeitar e a gostar de um ser diferente. É muito fácil aceitar e gostar dos que são iguais a nós, mas fazê-lo com alguém diferente é muito difícil e tens de seguir o teu destino de gaivota.

SEPÚLVEDA, Luís, História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, Porto, Edições Asa, 1997, pp. 92-93.

Sombra de compadres

Praça do Geraldo 
Évora

domingo, 16 de abril de 2017

Túnel do Marão



A Auto-estrada do Marão, que inclui um túnel rodoviário com quase seis quilómetros, demorou sete anos a ser construída e abriu ao trânsito à meia-noite a 8 de Maio de 2016. A nova autoestrada apresenta-se como alternativa ao sinuoso Itinerário Principal 4 (IP4), onde, entre 1996 e 2015, só na área dos concelhos de Amarante e Vila Real, perderam a vida 136 pessoas... E eu fui a primeira pessoa da minha família a passar pelo novo túnel, já que malta do sul raramente vai passar por aqui ;) ainda no ano passado!



Fonte: http://www.jn.pt/nacional/interior/jn-atravessou-a-serra-do-marao-por-estrada-em-quatro-minutos-5163592.html

Igreja de N. Sra. da Assunção







CASCAIS

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Maria Amália Carvalho em Cascais


 




Maria Amália Vaz de Carvalho morou em Cascais nesta casa, tendo o município assinalado o local. (Lisboa, 2 de Fevereiro de 1847 — Lisboa, 24 de Março de 1921) foi uma escritora polígrafa e poetisa, autora de contos e poesia, mas também de ensaios e biografias. Teve como excepcionalidade o facto de ter sido a primeira mulher a ingressar na Academia das Ciências de Lisboa, sendo eleita em 13 de Junho de 1912.

Fonte: Wikipédia.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Ruínas ao longe

Interior do Castelo de Montemor-o-Novo

Armamento






No Museu do Combatente de Lisboa está patente ao público esta exposição de espingardas e outros tipos de armamento. Aqui "desfaz-se" uma arma, e conhece-se o tipo de balas.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Andorinha portuguesa

Montemor-o-Novo

Dois lados

Nenhuma moeda tem apenas um lado. Assim como não há vida sem morte nem luz sem sombra, da mesma forma o bem não faz qualquer sentido se não houver o mal.

AGUALUSA, José Eduardo, Um estranho em Goa, 5.ª edição, Lisboa, Cotovia – Fundação Oriente, 2006, p. 156.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Política

... a política é a projecção da frustração individual sobre o colectivo. (...) A política, quer se queira, quer não, destrói sempre o indivíduo.

PIRES, José Cardoso, Balada da praia dos cães - Dissertação sobre um crime, Lisboa, Publicações D. Quixote, 17.ª edição, 1998, p..

Lisboa sobre o céu dos eléctricos


quarta-feira, 5 de abril de 2017

domingo, 2 de abril de 2017

Árvores rendadas


Montemor-o-Novo

Misérias de antigamente

De qualquer maneira era tudo sofrer, eu como outros mais nas minhas circunstâncias. Nem merece a pena dizer que eu, com os meus dez filhos a cargo, e durante algum tempo os tive todos no nosso lar, mais a minha mulher, fazíamos a conta de uma dúzia de seres humanos deserdados do bem e tidos na conta dos trabalhadores mais pobrezinhos. Como digo, habitávamos numa casa de duas divisões com três metros quadrados, doze pessoas. os meus filhos dormiam em duas camas e, sem termos roupas suficientes para nos agasalharmos do frio, fui obrigado a pedir umas saquitas aos patrões onde trabalhava para me embrulhar quando chovia ou quando fazia frio.

SERRA, João Domingos, Uma Família do Alentejo - Mistérios da Natureza e da Política, s.l., Fundação José Saramago, 2010, pp. 147-148..

Caminhos que já foram ruas








Interior do Castelo de Montemor-o-Novo