sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Ruínas de Igreja








Castelo de Montemor-o-Novo

Inês de Castro




Túmulos no Mosteiro de Alcobaça de Inês e Pedro


Vi-a chegar vi-a depois partir
vi-a afinal partir no próprio acto de chegar
no seu altivo passo de rainha
que eternamente reinara ali
no meu terrível reino de palavras
Vinha de longe e ia para longe
mas nunca poderia abandonar-me
porque a pudera ver uma só vez
como digo e redigo neste texto e na versão número três
Morrera há muitos séculos mas chamava-se inês

BELO, Ruy, Na Margem da alegria - poemas escolhidos por Manuel Gusmão,  Assírio e Alvim, 2011, p. 154.

domingo, 11 de agosto de 2019

O que é a arte?

A arte é um esquivar-se a agir, ou a viver. A arte é a expressão intelectual da emoção, distinta da vida, que é a expressão volitiva da emoção. O que não temos, ou não ousamos, ou não conseguimos, podemos possuí-lo em sonho, e é com esse sonho que fazemos arte. Outras vezes a emoção é a tal ponto forte que, embora reduzida à acção, a acção, a que se reduziu, não a satisfaz; com a emoção que sobra, que ficou inexpressa na vida, se forma a obra de arte. Assim, há dois tipos de artista: o que exprime o que não tem, e o que exprime o que sobrou do que teve.

PESSOA, Fernando, Palavras do Livro do Desassossego, Vila Nova de Famalicão, Edição Libório Manuel Silva, 2013, p. 30.


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

O rio canta?

 

Rio Alcoa, Alcobaça
 
O rio canta quando é pouco mais que um fio
nesse contorcionismo só possível a um vidro de murano
na transparência própria e exclusiva da infância
O rio brinca joga é como uma criança
quando pelos despenhadeiros lembra ainda o seu humilde nascimento
ou nas pedras o ser líquido lavando purifica
ou nas lezírias tem gorduras e cansaços e remansos traiçoeiros
que uma velhice indesmentível denunciam
O rio dissimula em sua geografia a sua história
esconde nos acidentes naturais os seus conflitos e tragédias
evita obstáculos varia de atitude
é simples ou solene é acessível ou distante
conforme lhe convém me cada circunstância

BELO, Ruy, Na Margem da alegria - poemas escolhidos por Manuel Gusmão,  Assírio e Alvim, 2011, p. 185.

Relógio de sol

O relógio de Sol é um instrumento que mede a passagem do tempo pela observação da posição do Sol. Os tipos mais comuns, são os "relógios de Sol de jardim", que são formados por uma superfície plana que serve como mostrador, onde estão marcadas as linhas que indicam as horas, e com um pino ou placa, cuja sombra projectada sobre o mostrador funciona como um ponteiro de horas num relógio comum. À medida que a posição do Sol muda, a sombra desloca-se pela superfície do mostrador, passando sucessivamente pelas linhas que indicam as horas. Também existem relógios de Sol mais complexos, com mostradores inclinados e/ou curvos. Os relógios de Sol normalmente mostram a hora solar aparente, mas, com pequenas mudanças, também podem indicar a hora padrão, que é a hora do fuzo horário em que o relógio está geograficamente localizado.

E este relógio de sol que está no topo da Sé de Évora ainda está bem conservado.

Fonte: Wikipédia.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Figueira da Foz















Redondo



Redondo, vila onde a hospitalidade é tradição, situa-se no alto Alentejo a 34 Km da capital de distrito, Évora. Outrora declarada por D. João I como passagem obrigatória para todos os viajantes de Évora, Vila Viçosa e Alandroal, assume-se hoje como paragem obrigatória imposta pela sua riqueza histórica, cultural e arquitetónica.

Fonte:  http://www.cm-redondo.pt/pt/visitar

domingo, 4 de agosto de 2019

Rinoceronte branco


O rinoceronte-branco (nome científico: Ceratotherium simum) ou rinoceronte de lábios quadrados é o maior dos rinocerontes, família de mamíferos perissodáctilos. Difere-se do rinoceronte-negro não exactamente pela cor (ambas espécies são acinzentadas) e sim pelo formato de seus lábios. O rinoceronte branco consistia em duas subespécies: o rinoceronte branco do sul é a mais abundante, com uma população estimada em 21.077 indivíduos em 2015, e o rinoceronte branco do norte, que é muito mais raro, sendo que em 2018, morreu o último rinoceronte-branco do norte macho, ficando apenas duas fêmeas da subespécie.


Apesar do nome, sua pele é escura e lisa. A explicação para o nome de rinoceronte-branco, "white rhinoceroses" em inglês, é originária da África do Sul quando a língua afrikaans se desenvolveu a partir do holandês. A palavra do afrikaans "wyd" (derivada do holandês "wijd"), significa largo ou "wide" em inglês, referindo-se a boca larga do rinoceronte. Os primeiros colonizadores britânicos na região interpretaram a palavra "wyd" por "white". A partir de então, o rinoceronte da boca "larga" foi chamado de rinoceronte-branco, enquanto que o rinoceronte da boca "estreita" ou "narrow pointed", foi chamado de rinoceronte-negro. A boca "larga" é adaptada para comer grama rasteira, a boca "estreita" é adaptada para comer as folhas dos arbustos. Essa seria a explicação do nome do rinoceronte-branco, espécie que pude conhecer melhor no Zoo de Lisboa.


A espécie tem uma distribuição geográfica descontínua. A subespécie C. s. cottoni ocorria no sul do Chade, no leste da República Centro-Africana, sudoeste do Sudão, nordeste da República Democrática do Congo e noroeste de Uganda. O C. s. simum ocorria no sul da África, no sudeste de Angola, possivelmente no sudoeste da Zâmbia, centro e sul de Moçambique, Zimbábue, Botsuana, leste da Namíbia e norte e leste da África do Sul. O rinoceronte habita nas zonas descampadas e planas da África, comparado às outras espécies, é pacato e inofensivo.


O rinoceronte branco é a maior das cinco espécies existentes de rinocerontes.  Tem um corpo maciço e uma cabeça grande, um pescoço curto e grosso. O comprimento total da espécie é de 3,7 a 4 m nos machos, que pesam 3.600 kg em média, e 3,4 a 3,65 m nas fêmeas relativamente mais leves com 1.700 kg, com a cauda tendo mais de 70 cm, a altura no ombro varia de 1,70-1,86 m no macho e 1,60-1,77 na fêmea, o tamanho máximo que a espécie é capaz de atingir não é definitivamente conhecido, espécimes de até 3.600 kg já foram registados, sendo que o maior espécime tinha cerca de 4.530kg . No focinho possui dois chifres, que são feitos de queratina endurecida, o que os difere dos chifres existentes nos bovídeos. O chifre dianteiro é maior, e tem uma média de 60 cm de comprimento, atingindo até 150 cm, mas apenas em fêmeas. O rinoceronte branco também possui uma corcunda notável na parte de trás do pescoço, cada uma de suas quatro patas são dotadas de três dedos. A cor do corpo varia de castanho amarelado a cinza, os únicos pelos de seu corpo estão presentes nas orelhas e na cauda. As orelhas são capazes de se mover de forma independente para captar melhor os sons do ambiente, seu olfacto é relativamente aguçado e os rinocerontes brancos possuem as mais largas narinas de todos os animais terrestres. 

Fonte: Wikipédia

Camelos do Zoo

Os camelos (Camelus) contém duas espécies: o dromedário (Camelus dromedarius), de uma bossa, e o camelo-bactriano (Camelus bactrianus), de duas bossas. Ambos são nativos de áreas secas e desérticas da Ásia. Ambas as espécies são domesticadas, fornecendo leite e carne para consumo humano, e são animais de tração.


O nome camelo vem do grego kamelos a partir do hebraico ou fenício gāmāl, "camelo", possivelmente a partir de uma raiz que significa suportar ou carregar (relacionado com o árabe jamala). As evidências fósseis indicam que os ancestrais dos camelos modernos evoluíram na América do Norte durante o período Paleogeno, os Camelops, e depois se espalhou para vários lugares da Ásia e Norte da África. Povos antigos da Somália, os Punts, domesticaram primeiros camelos muito antes de 2000 a.C.


Mesmo com a existência de mais de 13 milhões de dromedários hoje, eles foram extintos como animais selvagens. Há, porém, uma população selvagem considerável de cerca de 32 000 que vivem nos desertos da Austrália central, descendentes de indivíduos que escaparam no século XIX.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Continua de pé!!

Tenho de me sentar. Tenho um corpo velho de mais. São muitos anos a ver o mundo a desmoronar-se. Isso faz muitas rugas, faz cair o cabelo e os dentes, faz encurvas as costas. Mas apesar disto tudo, apesar de estar tão encolhido pela idade, a alma continua de pé.

CRUZ, Afonso, O pintor debaixo do lava-loiças, 3.ª edição, Alfragide, Caminho, 2014, p. 158.

Mastros de papel




REDONDO

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Túmulo de S. Gonçalo


No interior do mosteiro de S Gonçalo destaca-se o túmulo do beato Gonçalo de Amarante, no lado direito do altar da igreja, perto da sacristia com tecto de caixotões pintados e uma imagem do beato Gonçalo de Amarante.

Gonçalo de Amarante foi um eclesiástico português. Gozando de grande devoção popular que se irradiou a partir do norte do país, é popularmente conhecido como São Gonçalo de Amarante. Na realidade, é considerado beato pela Igreja Católica, pelo que a forma correta de o denominar é Beato Gonçalo de Amarante.

Nasceu na família dos Pereira, de linhagem nobre, e terá efectuado os primeiros estudos com um sacerdote. O arcebispo da Arquidiocese de Braga admitiu-o como seu familiar, e, sob os auspícios deste prelado, Gonçalo cursou as disciplinas eclesiásticas na escola-catedral da Sé, vindo a ser ordenado sacerdote e nomeado pároco da freguesia de São Paio de Vizela. 
Desejoso de visitar os túmulos dos apóstolos São Pedro e São Paulo e os Lugares Santos da Palestina, obteve licença, deixou os seus paroquianos ao cuidado de um sobrinho sacerdote, e partiu em peregrinação primeiro a Roma donde passou a Jerusalém, onde se demorou 14 anos.

De regresso a Portugal, S. Gonçalo partiu, pregando o Evangelho até às margens do rio Tâmega. No local onde hoje se ergue a Igreja e Convento de São Gonçalo, em Amarante, de acordo com a tradição ergueu uma pequena ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção, ali se recolhendo como eremita, consagrando o tempo à oração e à penitência, e saindo esporadicamente a pregar nos arredores.

Fonte: Wikipédia.

Flamingos no Zoo

O flamingo é uma ave pertencente à família Phoenicopteridae da ordem Phoenicopteriformes.

Os flamingos são aves de perna alta, de bico encurvado, que medem entre 90 e 150 cm. Sua coloração vem da alimentação rica em carotenos, que são pigmentos que eles conseguem através de algas e camarões, por exemplo.

Os flamingos vivem em bandos numerosos junto a zonas aquáticas. Algumas espécies conseguem inclusivamente habitar zonas de salinidade extrema. É a ave nacional das Bahamas.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 23 de julho de 2019

Escadaria arquitectónica




Maat, Lisboa

Igreja de N. Sra. da Luz


A Igreja Matriz de Lagoa ou Igreja de Nossa Senhora da Luz situa-se no coração da vila com o mesmo nome, a partir do qual esta parece nascer. Do século XVIII, tem elementos exteriores da época barroca.

No dia 8 de Setembro celebra-se, anualmente, uma grandiosa procissão em honra da padroeira, Nossa Senhora da Luz.

A igreja de Nossa Senhora da Luz, de inspiração barroca e neoclássica, conserva alguns raros elementos de uma primitiva construção manuelina de 1560-1570. No interior do templo destaca-se o magnífico retábulo da Capela Mor onde figuram as imagens de Nossa Senhora da Luz e de S. Sebastião.


Dignos de merecida referência um conjunto de relicários e imagens do séc. XVIII, entre elas a imagem do Menino deitado numa cama de madeira ao gosto rocaille.

Fonte: Wikipédia e  http://vintage.cm-lagoa.pt/pt/725/igreja-de-n-sra-da-luz---lagoa.aspx

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Pormenores do claustro






Convento de S. Gonçalo, Amarante

Pantera do Zoo de Lisboa



Panthera (do grego πάνθηρ) é um felino que inclui animais bem conhecidos, como o tigre, o leão, a onça, o leopardo e o leopardo das neves. Todas as espécies do género possuem um osso hioide incompletamente ossificado, com a laringe tendo cordas vocais proporcionalmente maiores e cobertas por uma grandes almofada fibro-elástica, esta característica permite que todos os membros do género Panthera (com excepção do leopardo das neves), sejam capazes de rugir. 

A espécie mais antiga do género Panthera identificada até o momento é o jaguar europeu (Panthera gombaszoegensis), que viveu há cerca de 1,5 milhão de anos nas actuais Itália e Alemanha. A primeira espécie africana é a Panthera leo fossilis, uma espécie de leão com características de tigre, que habitou a África de Leste há 500 000 anos. 

Popularmente são chamadas de panteras três tipos de felinos: a pantera africana ou leopardo, a pantera americana ou onça e a pantera negra que na verdade pertence à mesma espécie do leopardo. Leões e tigres também estão incluídos no género mas são raramente chamados de panteras.


Fonte: Wikipédia