Estes são os tempos futuros que temia
O teu coração que mirrou sob as pedras,
Que podes recear agora tão fundo,
onde não chegam as aflições nem as palavras duras?
Desceste em andamento; afinal era
Tudo tão inevitável como o resto
Viraste-te para o outro lado e sumiram-se
da tua vista os bons e os maus momentos.
PINA, Manuel António, Desimaginar o mundo - ensaios, Lisboa, Documenta, 2020, p. 24
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