sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Quando nos deixamos levar pelas pernas


Não me pude ter. As pernas desceram-me os três degraus que davam para a chácara, e caminharam para o quintal vizinho.  Era costume delas, às tardes, e às manhã também. Que as pernas também são pessoas, apenas inferiores aos braços, e valem de si mesmas, quando a cabeça não as rege por meio de ideias.  

ASSIS, Machado de, Dom Casmurro, Lisboa, Universitária Editora, 1977, p. 33.

Gabriel Pereira

Gabriel Victor do Monte Pereira (Évora, 1847 - Évora, 1911) foi um conservador e diretor da Biblioteca Nacional. Possui uma escola secundária com o seu nome em Évora, encontrando ainda hoje numa rua da cidade, a placa a assinalar a casa onde nasceu na antiga rua da Ladeira, actualmente com o seu nome.
 
Entre 1888 e 1902 foi conservador e director da Biblioteca Nacional. Desempenhou também o cargo de Inspector das Bibliotecas e Arquivos.

Apaixonado pela história e a arqueologia, encontrou em Évora um conjunto de fundos bibliográficos e arquivísticos assim como um vasto espólio arqueológico de suporte ao seu trabalho enquanto erudito. Traduziu do latim os grandes escritores gregos e romanos, nomeadamente Estrabão e Plínio, que caracterizaram a geografia da Península Ibérica. Estas obras constituem ainda hoje uma fonte importante para o exercício da arqueologia.
 
 
Uma das suas obras mais conhecidas: "Estudos Eborenses" constitui uma importante referência para a história da cidade de Évora. Para além de estudos históricos produziu algumas obras integradas no género "literatura amena", que na terminologia oitocentista designava a literatura ligeira em forma de conto ou romance

Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Ferragudo




Linda Amarante

Aos anos que adorava visitar Amarante... desde que vi o filme português "A Outra Margem" de Luís Filipe Rocha e que descobri a sua beleza através de uma tela de cinema... Não é linda Amarante? Vi-a em pouco tempo, por ir numa excursão, mas hei de lá voltar!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Torre sineira da Sé de Faro


Ponta de beiral

Évora
Esbracejando como as ervas do telhado

Núcleo museológico de Macinhata do Vouga



 


    
 

Um pequeno núcleo com um grande património!! Uma boa surpresa a visita a que fiz a este museu porque o espólio está em bom estado e é bem variado, dando uma boa noção da evolução dos comboios no nosso país.

domingo, 11 de setembro de 2016

Castigos da traição

Nestes amores, o castigo não vem só do mundo: eles mesmo contêm os elementos da justiça cruel. O coração é o primeiro castigado pela mesma paixão. A punição da falta contra a honra vem mais tarde pelos juízos dos homens.

QUEIRÓS, Eça de, ORTIGÃO, Ramalho, O Mistério da estrada de Sintra, Lisboa, Biblioteca de Editores Independentes, 2010, p. 242.

Homem de Ferro


Estátua de homem de ferro, situada numa esquina com a praça do mesmo nome. Este é o local mais central de Estrasburgo e onde o eléctrico tem uma paragem bem bonita. Pensa-se que esta estátua foi criada, provavelmente, por um arqueiro em 1740.

Fonte:  http://peterstanton.blogspot.pt/2011/11/le-nom-place-de-lhomme-de-fer.html

Janela de guilhotina

Évora

Dia de Verão no Tâmega

Sol, calor - Sombra, frescura

sábado, 10 de setembro de 2016

Forte de S. João


O Castelo de São João do Arade, ou Castelo de Ferragudo também conhecido como Forte de São João do Arade ou simplesmente Castelo do Arade, localiza-se no Algarve, na vila e freguesia de Ferragudo, concelho da Lagoa, distrito de Faro, em Portugal.
Em posição dominante sobre a povoação e a foz do rio Arade, a sua elevação separa duas praias: a Praia da Angrinha e a Praia Grande. Cooperava com o Forte de Santa Catarina, que lhe era fronteiro em Portimão, na defesa do estuário do rio.

A primitiva fortificação do local remonta a uma torre de vigia erguida sob o reinado de D. João II (1481-1495). Posteriormente, quando a vila de Ferragudo foi fundada (1520), acredita-se que tenha sido cercada por um muro defensivo erguido sobre os vestígios de outro, mais antigo, que remontaria à época da construção da torre de vigia.

De acordo com o relatório de Alexandre Massai, a muralha ainda existia em 1621, uma vez que ali se refere "um sítio cercado chamado Ferragudo" (Descripção do Reino do Algarve…, 1621).
Visando a defesa daquele estuário, antes da povoação, a jusante, sobre uma elevação rochosa, foi erguido um baluarte artilhado, por volta de 1643.
A força dos elementos (marés e temporais), culminando com um violento temporal em 1669, causaram severos danos ao baluarte.
Reparada, em 1754, numa inspeção efetuada pelo Governador do Reino do Algarve, D. Rodrigo António de Noronha e Meneses, a fortificação foi considerada em perfeito estado de conservação. Apresentava então duas baterias de artilharia:
  • a Bateria Baixa, artilhada com três peças;
  • a Bateria Alta, artilhada por quatro.

Após a Convenção de Évora Monte, o forte entrou em decadência. Ao final do século XIX foi utilizado como salão literário sob a evocação de São João Baptista. Foi posteriormente vendido em hasta pública pela quantia de 600$000 réis.
No início do século XX, na qualidade de propriedade particular, o poeta Joaquim José Coelho de Carvalho promoveu-lhe extensas obras de adaptação como residência, que lhe deram a atual conformação.
Actualmente propriedade de Vasco Pereira Coutinho foi classificado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) desde 1975.
Encontra-se bem preservado, com um amplo jardim muralhado desde a Praia da Angrinha até à Praia Grande. Comporta ainda uma ampla residência com vários conjuntos de muralhas, em diversos planos.

Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A frescura da novidade

Vários estrangeiros apinham-se na sala do museu para ver o painel, e saem deliciados. Às vezes penso na sorte que têm os turistas quando chegam à minha capital. Conseguem olhá-la com uma frescura e um pasmo, com uma alegria que só a novidade e a distância permitem. Eu também consigo esse concentrado de emoções da descoberta de uma cidade nova quando visito as capitais desses turistas. Mas em Lisboa, apesar de ela ser provavelmente mais bonita, luminosa, temperada e cenográfica do que qualquer outra capital de média dimensão do mundo inteiro, essa frescura não me é permitida. Está gasta.

CADILHE, Gonçalo, Nos passos de Magalhães - Uma biografia itinerante, Cruz Quebrada, 2.ª edição, Oficina do Livro, 2008, p. 27.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Museu Vitor Hugo






Este museu existente na vila luxemburguesa de Vianden, no edifío onde morou o escritor com a sua família durante o seu exílio neste país, faz uma singela homenagem ao homem e à obra. Gostei do espaço, de ir subindo os andares, de descobrir desenhos e cartas deste francês; agora a simpatia do pessoal deixa muito a desejar!!

Victor-Marie Hugo (Besançon, 1802 — Paris, 1885) foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país. É autor de Les Misérables  (já li dois volumes!!!) e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras clássicas de fama e renome mundial.

Fonte: Wikipédia.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Joaninha desfocada...

... na minha mão!! Adoro-as!!!
Fez-me companhia na minha última visita a Vila Viçosa

domingo, 4 de setembro de 2016

E escrevemos para contar. Para contar uma história. E toda a história contada precisa de quem a oiça.

TAVARES, Miguel Sousa, Não se encontra o que se procura, Lisboa, 2.ª edição, 2015, p. 15

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Campo de Santa Clara


O Campo de Santa Clara ou Adro de Santa Engrácia  localiza-se na zona oriental da cidade e pertence à freguesia de São Vicente (antigas freguesia de São Vicente de Fora, entre a Estação Ferroviária de Lisboa-Santa Apolónia, de Santa Engrácia, da Graça e de Santo Estêvão).


O Campo deve o seu nome ao Mosteiro das Clarissas aí construído em 1294 e que foi destruído pelo terramoto de 1755). O Jardim Boto Machado, o Mercado de Santa Clara e um conjunto relevante de edifícios civis e militares encontra-se neste local.

Em termos de arquitetura civil destacam-se quatro palácios, a saber: o Palácio dos Marqueses de Lavradio, o Palácio Sinel de Cordes, o Palácio dos Condes de Barbacena e o Palácio do Conde de Resende. Todos se encontram atualmente em boas condições de conservação.

É também aqui que se organiza, desde 1882, a Feira da Ladra semanalmente, nas manhãs de terça-feira e de sábado.

Fonte: Wikipédia.

BARCOS & BICICLETAS

Marina de Lagos

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Arte e vandalismo


Évora está a sofrer neste Verão com um vandalismo nojento que entristece as nossas ruas, devido à falta de iluminação e de policiamento. É uma pena ninguém fazer nada para combater este fenómeno estúpido que denigre a nossa cidade Património Mundial. Será isto o resultado do desleixo que a nossa cidade vem sofrendo há anos, por parte da autoridade? Eu penso que sim! Há arte que defendo como o caso da pomba mas estes rabiscos horríveis e sem graça, abomino-os!!

Escadas em caracol


Sempre me fascinou este tipo de escada, acho-as mágicas, transportam-nos para outro tipo de dimensão... obrigam-nos a olhar ao redor e não linearmente como as escadas normais, quase que nos fazem reflectir e não subir automaticamente... E estas escadas num Palácio, actual Museu Castro Guimarães, em Cascais, cheias de pequenas janelas transmitem-nos magia porque sei que ao percorrer este espaço enriqueço o meu espírito ao espreitar cada saliência! Como é belo o mudo lá fora!!