Uma laranja é uma bola de fogo incendiado na mão a
Manhã do mundo
É um rosto ardendo de boca cravada na
sumarenta luz do tempo
uma laranja incendeia nas mãos toda a ternura do gesto inicial
é um astro diurno que ilumina na boca o sorriso amanhecido
(...)
RIBEIRO, Rui Casal, Escrever a água, Lisboa, Edições Colibri, 2018, p. 70.
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