Abril nasce há muitos anos
Em vozes roucas e envelhecidas
Já o sol vai alto
e é agora
só agora
abril
uma réstia de abril
um abril sem madrugada e
turvo nos olhos de hoje remelados
SOUTO, António, A Seiva dos dias e outros poemas, s.l., Europeus, 2021, p. 20.
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