sábado, 28 de fevereiro de 2026

Amargo

Sinto-me num fundo de um poço

Quanto mais combato

A tristeza maior a angústia, bem que o disfarço

Mas no interior deste coração vazio

Choro

Com este meu desamparo

Sinto-me tão só!

Não desabafo,

Não abraço,

Nem as pequenas conquistas partilho...

Em todas as casas que entro

Nada de novo

encontro.

A minha companhia é a minha lágrima no rosto.

Nunca mais irei saber o que é um amor puro

E filial, por isso procuro

Namoro

Mas pergunto

Para quê? Habitua-te ao teu destino

Amargo!

Futuro,

Pode ser imprevisto

Nele felicidade desejo

Mas do passado 

Não me safo

Só ele me preenche, o que aumenta o meu sufoco...

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