Sinto-me num fundo de um poço
Quanto mais combato
A tristeza maior a angústia, bem que o disfarço
Mas no interior deste coração vazio
Choro
Com este meu desamparo
Sinto-me tão só!
Não desabafo,
Não abraço,
Nem as pequenas conquistas partilho...
Em todas as casas que entro
Nada de novo
encontro.
A minha companhia é a minha lágrima no rosto.
Nunca mais irei saber o que é um amor puro
E filial, por isso procuro
Namoro
Mas pergunto
Para quê? Habitua-te ao teu destino
Amargo!
Futuro,
Pode ser imprevisto
Nele felicidade desejo
Mas do passado
Não me safo
Só ele me preenche, o que aumenta o meu sufoco...
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