quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O jardim e o Lidador

O Jardim Gago Coutinho e Sacadura Cabral, Jardim Público de Beja , no limite da zona histórica e inserido na cerca do antigo Convento S. Francisco. O Jardim assumiu ao longo do tempo diferentes tipologias, após ter sido espaço de produção (horta) durante a época do Convento e campo de treino militar quando o Convento deu lugar ao Quartel, no séc. XIX,  o Coronel desta Infantaria cedeu parte da antiga cerca para espaço público, o primeiro Passeio Público da cidade em 1880. Numa época em que a população vivia dentro do centro histórico, o Jardim era lugar de encontro, de estadia ou de passeio público. Com o crescimento da cidade e consequente, densificação e artificialismo da área envolvente e da cidade o Jardim passa a ser uma componente indispensável de qualidade de vida, lugar de convívio e lazer. O Jardim constitui um elemento importante, pelas suas características dominantes, na estrutura ecológica urbana de Beja, assim como, na vida quotidiana dos seus habitantes. É constituído por vários elementos singulares, que se traduzem no seu carácter identitário e no seu valor paisagístico e cultural num local com dois hectares.
 
A partir da entrada Poente, marcada pela estátua do Lidador, estende-se na direção Nascente o principal eixo estruturante do Jardim, concretizado numa rua alargada. Este eixo ladeado por árvores e canteiros culmina no monumento alusivo à morte do Lidador.


Nasceu na vila do Trastamires (actual Maia), junto à cidade do Porto. Na mocidade, por sua fidalguia e afinidade espiritual, tornou-se um dos maiores amigos do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. A vontade férrea de D. Gonçalo e suas inúmeras e épicas conquistas no campo de batalha – em que o risco à vida era o eterno desafiante – granjearam-lhe o cognome de "O Lidador".

Segundo a lenda popular, no dia em que comemorava 91 anos, Gonçalo Mendes estava na frente de uma batalha contra os muçulmanos em Beja, que estava a correr mal para o lado português. De repente, ganhou renovado vigor e, juntando um grupo de combatentes, atacou o inimigo. Este, ao ver um soldado envelhecido atacar com a força de um jovem, julgaram-se perante um acto mágico, o que lhes diminuiu o moral.

Assim, um dos maiores líderes muçulmanos decidiu enfrentar Gonçalo Mendes, na esperança de reconquistar o moral das suas tropas. Apesar de gravemente ferido, Gonçalo Mendes conseguiu derrotar o seu adversário, com efeitos demolidores, pois o exército muçulmano, sem líder, desorganizou-se, pelo que as tropas portuguesas conseguiram ganhar a batalha.

Finda a batalha, Gonçalo Mendes terá sucumbido aos ferimentos.

Fontes: Portal de Beja e Wikipédia

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