Se me pudesse fugir fugia-me
Para Longe
Para onde houvesse uma praia tímida aconchegada de
árvores que sabemos existirem carregadas de versos e
com sol derramado de silêncios e quereres
deixaria para trás as memórias avaras e puídas
e pela mão somente levaria o presente que falta
E que alenta
E depois
Lá longe
De crenças cofiada
colheria a poesia sazonada e daria fartura aos
olhos e ao vagar
ah se pudesse
SOUTO, António, A Seiva dos dias e outros poemas, s.l., Europeus, 2021, p. 71.
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